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Em São Paulo, trabalhadores da construção civil veem escalada da Covid-19: “Tá todo mundo contaminando um ao outro”

Por Ciro Barros

Wilson* voltou a trabalhar há poucos dias num canteiro de obras na zona oeste de São Paulo após ter vivenciado na pele o drama da Covid-19. “Teve uma semana que eu senti uma falta de ar da zorra. Na hora de deitar, antes de dormir, era muita falta de ar. Depois, eu comecei a sentir muito cansaço. Quando ia subir escada, me sentia muito cansado. Aí passou. Outro dia eu tava trabalhando e senti uma moleza nas pernas, não aguentei trabalhar à tarde e, quando cheguei em casa, fiquei com febre”, conta o pedreiro, que pediu para não ser identificado. Ele sentiu os sintomas em meados de abril, mas só testou positivo para o coronavírus na obra em que trabalha no dia 5 de maio. Antes de saber que estava infectado, porém, reparou que sua esposa apresentava uma tosse seca persistente e insistiu para ela ir ao médico, mas ela relutava. Assim que soube que estava com Covid, foi mais enfático e levou-a ao hospital. A esposa de Wilson também recebeu o diagnóstico positivo e foi internada no mesmo dia. “Mas aí ela ficou só oito dias. Foi no dia 8 [de maio], quando foi do dia 13 para o dia 14 ela não resistiu. A falta de ar tava muita e ela já tinha problema de respiração, quando andava no sol ficava cansada. Aí ela faleceu”, relata. “Estou sem chão”, diz ele, que morava sozinho com a esposa, a quem chamou de “minha grande companheira”. Resigna-se de ter dado à esposa uma despedida digna. “Quando eu vi na televisão aquelas imagens dos enterros no cemitério da Vila Formosa, eu pensei: ‘Não quero isso pra ela’. Falei com o antigo patrão dela e ele me ajudou a fazer o enterro”, relata.

Declarada como atividade essencial em um decreto do presidente Jair Bolsonaro há cerca de um mês e outro do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), desde março, a construção civil vem acumulando histórias semelhantes às de Wilson. Em um levantamento com afiliados, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP) afirma que 44 empregados do setor e outros 13 parentes deles já morreram em decorrência da Covid-19 só na região metropolitana de São Paulo. O levantamento é de meados de maio. A situação pode ser mais grave, já que novos afastamentos de trabalhadores infectados continuam a ocorrer no estado.

Esse é o caso de João*, afastado de suas funções como serralheiro de um canteiro de obras de um futuro condomínio no bairro de Moema, na zona sul de São Paulo. “Eu tô com 12 dias afastado da obra. Lá tem muitas pessoas ficando doente. Ontem mesmo [dia 2 de junho] eu fiquei sabendo que foram retirados uns dez trabalhadores [com suspeita de Covid] lá dessa obra. Tem vários amigos meus afastados, soubemos de dois trabalhadores que foram hospitalizados”, relata. Ele diz que foi retirado do trabalho por uma técnica de segurança que recomendou que ele fizesse um exame particular. Pagou do próprio bolso um exame no valor de R$ 350 no Hospital da Santa Casa de São Paulo e recebeu o diagnóstico positivo. “Chegou um total na obra de 40 pessoas afastadas e eles não fecham a obra. Tá todo mundo contaminando um ao outro lá dentro”, afirma.

Companheiro de trabalho na mesma obra de João, o carpinteiro Robson* tinha sido afastado havia um dia quando conversou com a reportagem da Agência Pública, no último dia 2 de junho, após ter testado positivo para a Covid-19. A empresa da qual é contratado disponibilizou um teste rápido que deu positivo. “No dia em que eu fui afastado, saíram mais cinco carpinteiros e um ajudante junto comigo. Eles pediram para eu tomar banho e sair de imediato da obra, falaram que o vírus estava circulando muito, que cada minuto que eu passava lá eu poderia passar pra outras pessoas”, relata Robson. “Antes de eu sair, cinco já tinham sido afastados. Deles, três o teste deu positivo e dois negativos.” Apesar do susto, ele relata não estar sentindo muitos dos sintomas clássicos associados à Covid-19, apenas uma dor de cabeça que aparece de vez em quando.

Ele reclama da falta de condições ideais de isolamento nos canteiros de obra. “A obra em que eu trabalho é muita gente, não tem como manter afastado”, avalia. “Para todo mundo no mesmo horário, o vestiário é insuficiente. Lá tem pra mais de cem pessoas. O trabalho acaba às cinco da tarde e vai todo mundo tomar banho no mesmo horário. De manhã, quando a gente chega, todo mundo toma café junto no refeitório. As pessoas se cruzam, não tem como. Obra é um negócio que você vai fazer um serviço ali, você precisa que vá uma pessoa ou um grupo te ajudar. A gente tá em risco. Tinha que ter umas regras melhores”, opina.

“Estou marcando greve geral para o dia 16 de junho”, diz presidente do Sintracon-SP

Antônio de Sousa Ramalho, presidente do Sintracon, é enfático: “Estou marcando greve geral para o dia 16 [de junho] e só vamos retornar quando todos forem testados”, disse, em entrevista à Pública. Afirmou, porém, que há margem para negociação com as empresas do setor caso estas aceitem ampliar a testagem dos trabalhadores nos canteiros de obra em São Paulo nos próximos 60 dias. “Não dá mais para empurrar com a barriga. As empresas não testam, o governo também, e as mortes vêm aumentando a cada dia. A construção civil, as empresas estão fazendo corpo mole”, afirma.

Convocação para greve geral dos trabalhadores da construção civil (Imagem: Reprodução)

O sindicalista afirma que a entidade já autuou mais de 2 mil canteiros de obras em decorrência do aumento de relatos de contaminação por Covid-19, falta de testagem da doença e condições adequadas para o cumprimento das medidas de distanciamento social (disponibilização de álcool em gel, turnos de trabalho etc.). O sindicato vem pressionando as empresas para ampliar os testes no setor. Ramalho afirma que, após a pressão dos sindicatos, as empresas do ramo fizeram testes rápidos em cerca de 20 mil trabalhadores. Destes, já há resultados, segundo ele, para 17 mil trabalhadores, dos quais 28% (ou 4.760 empregados da construção civil) testaram positivo para o novo coronavírus. O que mais preocupa o sindicalista, porém, é outro dado. “Houve cerca de 40 mil afastamentos de trabalhadores [em função de apresentarem sintomas da Covid-19] que ficaram em casa e eles retornaram ao trabalho. Não foram testados e não sabem se tem ou não o vírus”, afirma Ramalho. “Nós estamos tendo muita lentidão nesses testes.”

O presidente do Serviço Social da Construção Civil do Estado de São Paulo (Seconci-SP), Haruo Ishikawa, afirmou que está preparando um estudo a respeito dos testes rápidos que começou a aplicar no dia 7 de maio deste ano. “Orientado pela preservação da saúde, o Seconci-SP aplica os testes rápidos prioritariamente em funcionários da construção civil a partir do sétimo dia em que tenham apresentado sintomas que possam denotar contaminação pelo novo coronavírus. Todos os testes são acompanhados por médicos da entidade e sempre é feita retestagem quando for necessária”, disse Ishikawa em nota enviada à reportagem. O Seconci já adquiriu 10 mil testes e aguarda a chegada de outros 4 mil.

Um resultado preliminar do estudo preparado pelo Seconci aponta que, de uma amostra de 2.934 trabalhadores submetidos a testes pela entidade, 12% (354) estão com a doença, outros 10% da amostra foram contaminados pelo vírus, mas já estão imunes. Setenta e seis por cento não contraíram a Covid-19 e 2% dos testados tiveram resultado inconclusivo. A entidade participou da elaboração do estudo “Conhecendo as Ações das Construtoras Paulistas no Combate à Covid-19”, elaborado em conjunto com o Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon), que representa as principais empresas do setor. A pesquisa foi feita com 15 empresas entre os dias 1º e 12 de maio deste ano. Segundo Ishikawa, a pesquisa “mostra que permanecem baixos e até ligeiramente declinantes os números de afastamentos de trabalhadores com suspeita ou confirmação de Covid-19”. Somente 1% dos afastamentos no período ocorreram por suspeita de Covid-19 e 1,4% por confirmação de Covid-19, 96% dos trabalhadores mantêm atividade. “Pela pesquisa mencionada acima, as construtoras formais contribuintes do Seconci-SP e associadas ao SindusCon têm adotado e cumprido as diretrizes, inclusive com a inclusão das recomendações nos Diálogos Diários de Segurança nos canteiros de obras e o acompanhamento permanente por parte dos técnicos de segurança, dos cuidados durante as obras”, disse Ishikawa.

Procurado pela Pública, o SindusCon não quis se pronunciar. Por meio de nota, o sindicato patronal questiona os números do Sintracon. “Lamentamos profundamente os óbitos, ocorridos entre os 650 mil trabalhadores formais da construção paulista. O número 57 [mortes] decorre de uma sondagem informal. Envolve trabalhadores da construção e seus familiares, e abrange todo o período desde o início da pandemia. Não há evidências de que as perdas indicadas, assim como os contágios relatados, estejam ligados diretamente às atividades profissionais nas obras, podendo também ter se originado nas residências ou em outros locais”, disse a entidade em nota.

Separar o que é essencial na construção civil?

“A ideia de restrição seletiva das atividades dentro do setor da construção para fins de caracterização da essencialidade da atividade econômica é uma medida sanitária relevante, pois reduz o risco de transmissão da Covid-19 nos canteiros de obras voluptuárias, bem como reduz o risco de contaminação no próprio sistema de transporte público das grandes cidades”, avalia Luciano Leivas, vice-coordenador nacional da Coordenadoria de Defesa de Meio Ambiente de Trabalho (Codemat) do Ministério Público do Trabalho (MPT).

Leivas aponta para uma discussão feita por promotores trabalhistas e outros especialistas no setor: a possibilidade de separar, no interior do setor da construção civil, as obras mais vinculadas às atividades essenciais, como as voltadas para a garantia do fornecimento de água e esgoto, as viárias ou no transporte público e até mesmo as obras em hospitais e equipamentos de saúde para o combate à Covid, de outras como, por exemplo, a construção de condomínios de luxo. A ideia é rechaçada pelas empresas, que apontam o impacto econômico do fechamento das obras, um dos setores que mais empregam em todo o país. “Entendemos que a construção de condomínios residenciais é uma atividade ao ar livre, que pode ser desenvolvida com os devidos cuidados para evitar contaminação: medição de temperatura, higienização frequente das mãos e dos equipamentos de proteção individual, medidas para evitar aglomerações, uso de máscaras tanto na obra como nos trajetos de ida e volta do canteiro etc.”, disse o presidente do Seconci-SP, Haruo Ishikawa.

Outras vozes no MPT, como o procurador Tiago Cavalcanti, vão em direção oposta. “Não existe nenhum fundamento minimamente razoável para que as indústrias, o que inclui a construção civil, estejam previstas como atividades essenciais”, disse em entrevista à Repórter Brasil.

Até aqui, há 19 denúncias trabalhistas no MPT em São Paulo relacionadas à Covid-19. O governo federal tentou, por meio da Medida Provisória (MP) 927, afastar a responsabilização das empresas empregadoras pelos casos de contaminação da Covid. O artigo 29 da MP estabelece que “os casos de contaminação pelo coronavírus (Covid-19) não serão considerados ocupacionais, exceto mediante comprovação do nexo causal”. O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a eficácia do artigo em julgamento ocorrido no fim de abril. A Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/1991) estabelece que “não é considerada como doença do trabalho a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho”.

“A demonstração de que o empregador negligenciou medidas elementares de contingenciamento da transmissão do vírus, como fornecimento de máscaras respiratórias, ausência de protocolos de afastamento de trabalhadores contaminados, ausência de medidas de distanciamento dos postos de trabalho e até mesmo caracterização de surto de contaminação, isto é, vários trabalhadores de um mesmo canteiro de obra ou frente de trabalho contaminados durante um determinado período, tudo isso são evidências que tendem a concretizar a responsabilidade civil do empregador por danos relacionados ao adoecimento de operários no bojo da pandemia”, avalia Luciano Leivas.

Mesmo contaminados, os trabalhadores ouvidos pela Pública se colocam como favoráveis à manutenção da construção civil como atividade essencial. “Enquanto eu tava trabalhando, para mim tava normal. As coisas tão muito caras, tá muito difícil para quem tá parado”, argumenta Robson. “Nossa vida tá em risco, não tem como negar isso. Trabalhando a gente corre um risco a mais. Acho que tinha que ter umas regras melhores, mas parar tudo não é a solução, porque muita gente vai entrar em desespero. A falta de dinheiro para comprar coisas essenciais vai deixar as pessoas desesperadas”, avalia.

*Os nomes foram modificados à pedido dos entrevistados.

Reportagem originalmente publicada na Agência Pública

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Economia

Começam a valer medidas da Caixa para estimular construção civil

A partir de hoje (17), as empresas podem contrair crédito imobiliário da Caixa Econômica Federal com juros mais baixos. As novas regras foram anunciadas no último dia 12 pelo banco.

O banco reduziu as taxas das operações corrigidas pela Taxa Referencial (TR) e anunciou duas linhas de crédito para o setor da construção civil,  indexadas pela inflação ou pelo certificado de depósito interbancário (CDI).

Segundo a Caixa, para todas as modalidades, as taxas de juros serão definidas de acordo com o perfil e relacionamento da empresa.

Taxa Referencial

As taxas dos financiamentos corrigidos pela TR caíram cerca de 30%, passando de TR mais 9,25% ao ano para TR mais 6,5% ao ano para as empresas com conta na Caixa. Para empresas sem relacionamento com o banco, a taxa cai de TR mais 13,25% ao ano para TR mais 11,75% ao ano.

IPCA e CDI

Os financiamentos corrigidos pelo CDI ou pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) valem para duas modalidades. A primeira é Apoio à Produção, mais conhecida como “Imóvel na Planta”. A segunda é Plano Empresa da Construção Civil, conhecida como Plano Empresário, destinada à construção de imóveis e que permite o financiamento para pessoas físicas quando 80% do empreendimento estiver construído.

Para as linhas corrigidas pela inflação, as taxas variarão de IPCA mais 3,79% ao ano para IPCA mais 7,8% ao ano. Os financiamentos indexados ao CDI terão duas modalidades de cobrança: uma com taxas que variam de CDI mais 1,48% ao ano a CDI mais 5,4% ao ano e outra entre 119% a 194% do CDI.

As linhas de crédito imobiliário para pessoas jurídicas têm até 36 meses de prazo de construção e de retorno (quando o dinheiro investido começa a ser recuperado). O tomador pode começar a pagar as parcelas até 12 meses depois da assinatura do contrato.

Canais de Atendimento

Além das agências da Caixa, os clientes poderão obter mais informações sobre as linhas de crédito por meio do site .

*Colaborou Wellton Máximo

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Economia

Construção Civil liderou geração de empregos em 2019 na Bahia com 11.551 postos

A Construção Civil foi o setor da economia que mais gerou emprego na Bahia em 2019, com 11.551 postos novos postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). Em 2019, o estoque de empregos formais da Construção Civil cresceu 10,2% em relação ao ano imediatamente anterior.

Além da construção civil, outros setores que registraram saldos positivos: Serviços (+10.046 postos), Comércio (+5.297 postos), Indústria de Transformação (+2.353 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+829 postos), Extrativa Mineral (+614 postos) e Agropecuária (+198 postos).

“As obras tocadas pelo Governo do Estado têm destaque no desempenho positivo do setor e no aumento de contratação de mão de obra, como no hospital Metropolitano, nas policlínicas, sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, habitações populares, escolas, na ponte Ilhéus-Pontal, dentre tantas outras obras. As perspectivas de crescimento para 2020 são ainda mais favoráveis, com as obras previstas para iniciarem neste ano, como a nova Rodoviária, o Veículo Leve de Transporte (VLT), a ampliação do metrô, novas estradas e a retomada do mercado imobiliário, com um número de empreendimentos bem superior ao registrado em 2019”, afirmou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.

Ainda de acordo com a SEI, o bom desempenho da Construção civil pode também ser corroborado pelo crescimento de 12% da produção de Minerais não metálicos, atividade responsável pela fabricação de boa parte dos insumos da Construção Civil.

Outro indicador que evidencia o desempenho favorável do setor é o Índice de Confiança da Construção da Fundação Getúlio Vargas, que mostra um avanço de 8,3 pontos da confiança do empresariado a partir de maio deste ano. O aquecimento está ligado à expectativa de mercado, principalmente com a baixa de juros, às facilidades do crédito e o cenário econômico mais favorável, que se traduz na expectativa de um PIB bem mais elevado em 2020.

Líder do Nordeste

Com 30.858 novos postos de trabalho com carteira assinada, a Bahia foi o estado do Nordeste que mais gerou empregos em 2019. Este resultado foi o melhor dos últimos seis anos e mantém o ritmo da geração de emprego registrada em 2018, quando totalizou 30.746 novos postos de trabalho, levando em consideração as declarações recebidas fora do prazo.

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Ferramentas indispensáveis para quem ama fazer reformas

Seja para pendurar objetos na parede e fazer pequenas criações na decoração ou até reformar um móvel e uma parte da casa, a tendência do “faça você mesmo”, do inglês “do it yourself” (DIY), chegou há um bom tempo no Brasil e pretende permanecer. Afinal, muitas pessoas unem a possibilidade de aprender novas habilidades com a economia de realizar reformas e pequenos ajustes sozinhas.

Para quem quer entrar nessa onda e embarcar no “faça você mesmo”, mas não sabe quais equipamentos ter, separamos abaixo quatro ferramentas indispensáveis para começar a produzir e transformar os ambientes, móveis e objetos de casa: 

1. Pregos e martelo

Para reparos diários, os pregos e o martelo são indispensáveis para quem quer começar a montar uma caixa de ferramentas para pequenas reformas, bem como para pregar itens de decoração. 

2. Furadeira

Ideal para perfurar madeira, aço e até concreto, a furadeira contribui para otimizar o tempo e os esforços. Já com menor potência, a parafusadeira também pode servir como uma furadeira – basta trocar a ponteira. 

3. Chave de fenda e Philips

A chave de fenda é aquela chave de ponta larga e achatada, diferente da Philips, que possui ponta fina e se encaixa melhor no parafuso. No entanto, as duas servem para apertar ou soltar parafusos. 

A parafusadeira pode ser uma alternativa à chave de fenda também, garantindo uma fixação maior e mais agilidade nos reparos. 

4. Itens de pintura

Um “DIY” que se preze também leva em consideração a pintura da casa, móveis e até objetos, certo? Portanto, não se esqueça de ter em casa pincel, rolo de pintura, fita crepe para isolar a área que pretende pintar e bandeja de tinta. Ter esses materiais antes de começar a pintura facilita na agilidade do processo e também na qualidade final do trabalho

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Como economizar nas reformas de apartamento

Viver em um espaço que mais parece um cenário de filme é o sonho da maioria das pessoas. Mas só de imaginar uma reforma, e o trabalho que uma obra costuma dar, muitos acabam desistindo totalmente dessa ideia.

No entanto, a boa notícia é que uma reforma pode ser mais prática do que se imagina. Hoje, existem vários truques rápidos e práticos capazes de renovar qualquer espaço sem todo aquele quebra-quebra – e o melhor: gastando pouco.

Para descobrir que truques são esses e como começar a planejar uma mudança completa no visual do seu apartamento, é só continuar lendo até o final.

Renove os azulejos sem quebrar usando tinta

Se os azulejos que revestem o banheiro ou a cozinha estão precisando de uma renovada, saiba que quebrar e trocar por novas cerâmicas não é a única saída. É possível mudar a cor e trazer de volta o brilho dos revestimentos usando tinta.

Basta procurar por tintas epóxi, escolher a cor que mais combina com o seu novo espaço e pronto, é só colocar a mão na massa. Ou melhor, na tinta. 

Atenção: se a área do banheiro que vai receber a nova tonalidade é um espaço que costuma ficar molhado, opte por versões específicas para áreas molhadas. Isso vai aumentar – e muito – a durabilidade do produto.

Mude as paredes com papel de parede autocolante

Se você não aguenta mais aquela parede da sala toda pintada de uma cor só, ou quer dar um visual mais moderno ao seu quarto, saiba que é possível fazer isso usando papéis de parede. 

Calma, a ideia aqui não é utilizar aqueles papéis que exigem uma demão de cola e toda aquela trabalheira. Nada disso! Hoje existe uma infinidade de opções de papéis de parede autocolantes no mercado, muito mais fáceis de aplicar. Basta limpar a parede com um pano seco, remover a película de proteção do adesivo e colar na área desejada.

Além dos papéis para a parede toda, existem adesivos menores com frases e ilustrações, todas capazes de mudar completamente o visual da sua casa.

Aplique pisos novos sobre os revestimentos antigos

Você não aguenta mais o piso do apartamento, mas a ideia de quebrar ele todo para aplicar um novo é impensável? Com a técnica de piso sobre piso você, finalmente, pode renovar completamente o revestimento, sem quebrar nada. É só instalar o novo piso por cima.

Diferente do método tradicional, que envolve a retirada do revestimento anterior para aplicar o novo, na técnica piso sobre piso basta “esconder” o original utilizando uma argamassa específica, chamada de “argamassa colante”. 

Veja o passo a passo:

1. Remova as peças que estiverem com problemas (trincas, fissuras, anomalias) usando um martelo de borracha e preencha os espaços com argamassa e areia;

2. Limpe toda a superfície dos pisos antigos;

3. Aplique a argamassa colante sobre os pisos antigos – é preciso ser ágil, pois essa argamassa tem secagem rápida – e faça aquelas saliências com os dentes de uma desempenadeira de metal;

4. Assente os pisos novos com cuidado e verifique o nivelamento;

5. Coloque os espaçadores entre as peças para que permaneçam alinhadas e o espaço para o rejunte seja preservado;

6. Limpe o excesso de argamassa usando uma esponja e aplique o rejunte.

Caso você tenha experiência, é possível fazer esse trabalho tranquilamente sem a ajuda de ninguém. Mas se preferir, ou não tiver habilidade com esse tipo de coisa, peça auxílio a um profissional especializado e economize ainda mais tempo.

Instale novas luminárias em diferentes cômodos  

Outra ideia que vai, sem dúvida, deixar os ambientes do seu apartamento ainda mais bonitos é a instalação de luminárias. 

Seja na cozinha, sala de jantar, sala de estar ou em qualquer outro espaço, as luminárias são capazes de dar um visual sofisticado e moderno ao seu lar, tudo sem quebra-quebra e com total facilidade. 

Tipos de luminárias

Pendente: se a ideia é criar ambientes aconchegantes, aposte nos pendentes. Eles são excelentes escolhas para os cômodos cujo objetivo é proporcionar relaxamento, como a sala de estar e a mesa de jantar.

Abajur: devido ao seu tamanho e formato, os abajures são opções para espaços voltados à leitura. Sendo assim, são o tipo de iluminação indicada para os criados-mudos e mesas de canto.

Plafon: para os ambientes que pedem um tipo de luminária mais discreta, cujo foco seja de fato a iluminação e não o visual, os modelos plafon são os ideais. Na cozinha e no escritório, por exemplo, elas se adequam muito bem.

Arandela: por último, mas não menos importante, existem as arandelas, modelos de luminária para ambientes que não precisam de uma grande fonte de iluminação direta. É o caso, principalmente, dos banheiros e dos corredores.

Gostou das dicas de como economizar nas reformas de apartamento e renovar o seu lar sem precisar esquentar a cabeça com quebra-quebra? Então, aproveite para colocar a mão na massa e transformar o seu apartamento ainda em 2019.

E se você ainda não tem um lar para chamar de seu, que tal viver em um dos bairros mais exclusivos do Rio de Janeiro? Um apartamento em São Conrado, pertinho dos pontos de interesse mais famosos da Cidade Maravilhosa pode ser exatamente o que você precisa para viver no lugar dos sonhos.

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Como fazer um orçamento de obra

Imaginar uma construção moderna, elegante e aconchegante pode não ser tão desafiador como na hora de descobrir os custos. Ao colocar na ponta do lápis todos os gastos que uma obra pede, os valores podem assustar. Contudo, quem planeja e se prepara bem para tirar o projeto do papel, consegue ver adiante tudo ganhar forma como esperado.

Então, como fazer um orçamento de obra? Bem, o principal é entender a importância de fazê-lo. Estimar os investimentos necessários é antecipar todo o desenvolvimento da construção e o quanto vai exigir de suas finanças (ou do contratante). Eu sei, o medo de “não dar conta” atrapalha a capacidade de colocar em prática.

Mas, calma, é exatamente para isso que você fará o orçamento; ou pedirá ao perito de obras. Para começarmos, vamos entender o que significa essa ideia!

Se você trabalha com construção civil, saiba que também é normal ter dúvidas. Vamos explicar tudo com clareza para te ajudar a entender melhor o assunto, ok?

Por que fazer um orçamento de obra?

Um orçamento de obras é como um documento que prevê os instrumentos, materiais e mão de obra para o projeto. É a base de valores que reflete todas as necessidades financeiras para sua construção. Com isso, você ganha um respaldo com prazos e controle de gastos. Além de compreender as fases e acompanhar se tudo está conforme o determinado.

Uma das etapas primordiais do processo da obra, o orçamento possibilita buscar recursos e dar o ponto de partida sabendo onde irá chegar. É imprescindível destacarmos que a estimativa de custo é próxima do valor real que será empregado. Não necessariamente significa o preço final.

Toda obra, por mais planejada que seja, tem a possibilidade de surpreender com gastos inesperados. Portanto, ao fazer o orçamento, busque alternativas para guardar uma quantia reserva para os imprevistos.

Vantagens

  • Confiança e maior credibilidade;
  • Conhecimento de gastos com composições e insumos;
  • Acompanhamento de todas as etapas da construção.
  • Diminuição de custos;
  • Compreensão de valores de mercado e possibilidade de negociação.

Levantamento quantitativo

Inicialmente, faça um levantamento quantitativo bem detalhado com valores específicos, quantidade de materiais e serviços empenhados. É como uma listagem para orientá-lo e determinar cada etapa. Além disso, você pode destacar os preços mais viáveis, assim pode reduzir gastos e conhecer locais com preços mais acessíveis.

As CPU’s (Composições de Preços Unitários) consistem no custo direto da obra, ou seja, é o valor da unidade de cada material.

Insumos para a construção

Confira alguns exemplos de insumos que entram nesse levantamento:

  • Alvenaria: tijolos, concreto, cimento, e etc.;
  • Impermeabilizantes;
  • Pisos e revestimentos;
  • Coberturas e forros;
  • Metais;
  • Tintura;
  • Argamassa.

Obs: TODOS os insumos (incluindo os que não foram citados) devem aparecer no orçamento.

Custo com mão de obra

A estimativa inclui mão de obra e seus serviços. Afinal, é uma parte bem puxada para pagar e também demanda atenção com cumprimento de prazos.

Ter profissionais especializados trabalhando lado a lado, é ótimo para o sucesso do empreendimento. Engenheiros, pedreiros, arquitetos e demais profissionais valem o investimento para conseguir o melhor resultado.

Cotação de custos indiretos

Não, os gastos não param nos insumos e na mão de obra. Para não “cair pra trás” com cobranças repentinas, lembre-se que os custos indiretos também contam.

Luz, água para preparar materiais e higiene dos funcionários, internet, equipamentos, combustíveis, betoneira: são custos indiretos que devem ser encaixados no orçamento.

BDI

A Bonificação e Despesas Indiretas é a parte lucrativa do trabalhador de construção civil. É a porcentagem que ele tira de lucro diante da soma:

LUCROS + GASTOS = PREÇO FINAL.

Vale ressaltar que os valores dependem do tipo de edificação e do contrato feito com cada cliente.

Calcule os impostos

As taxas procedentes de cargas tributárias fazem parte do planejamento, uma vez que também deverão ser pagas. Licenciamento, encargos sociais e todas as burocracias são adicionadas no orçamento para que não haja cobranças fora do planejado.

Planilha Orçamentária

Essencial para controlar custos detalhados em cada momento da construção, a ferramenta é bem estratégica. Com a planilha orçamentária você pode:

  • Expor entradas e saídas do início até a conclusão do novo empreendimento;
  • Atender o cronograma das fases e cumprimento no tempo previsto;
  • Identificar despesas com materiais complementares;
  • Descrever materiais, mão de obra e tarefas.

SINAPI

Você já ouviu falar do SINAPI? O Sistema Nacional de Índices da Construção Civil (SINAPI) é uma tabela que informa preços e insumos da indústria de construção civil. Muito utilizada na hora de fazer o orçamento de obras, o SINAPI é mantido pela Caixa Econômica Federal.

Os dados são assegurados pelo IBGE, com pesquisas e índices de referência quanto ao custo global, principalmente das obras públicas de engenharia.

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Como garantir uma fundação sólida para seu projeto de construção civil

A fundação é definida como a  base  estrutural de uma obra de edificação sendo aquela parte que fica situada abaixo do terreno. Uma obra de construção civil começa com a fundação que, como o próprio nome diz, será o alicerce de todo o resto da construção, sustentando a edificação durante toda a sua existência. Esse é o motivo da fundação carregar tanta importância, pois uma base sólida garante que sejam evitados acidentes, excesso de gastos para corrigir erros, prejuízos, brigas judiciais, problemas no edifício do tipo rachaduras e infiltração e todo tipo de dor de cabeça que pode surgir como  resultados de uma fundação insuficiente no início da construção. Os profissionais técnicos da construção civil sabem com uma fundação  mal feita conduz a consequências graves que podem levar à perda da obra toda. Como em todas as etapas de um projeto de construção civil é necessário que um profissional com conhecimento técnico suficiente faça um planejamento adequado da fundação da obra.

Importância do planejamento de uma fundação sólida

Um dos primeiros critérios para decidir a natureza da fundação de uma construção é entender as características do terreno na qual a obra será realizada, pois sob a fundação estará o terreno original e ele precisa ter resistência suficiente para suportar essa fundação, que vai suportar a edificação. A fundação recebe todo o peso e impacto do edifício, mas também os intemperismos climáticos que atuam sobre ele e será transferido ao terreno.

O tipo de fundação a ser estabelecido depende da natureza do imóvel como, por exemplo, se ele será usado como residência, para atividade comercial ou industrial. Isso vai conduzir a decisões sobre as características dessa fundação que definem os atributos que vão garantir a segurança da edificação baseada na sua função. É necessário um estudo profundo da estabilidade do solo e verificação da resistência às cargas, de afundamento e propagação deste solo, além da capacidade de drenagem e um levantamento sobre a necessidade de uso de tecnologia de estabilização de solo mole que precisa ser definida para que o solo consiga fazer a distribuição adequada da tensão e tenha resistência para aguentar a fundação.

Além de considerar o tipo de imóvel a ser construído e fatores geotécnicos do terreno, também é necessário entender um pouco sobre a profundidade e distribuição do lençol freático na área coisa, o que interfere na estabilização e capacidade de resistência à tensão no solo. Através de todas essas sondagens o técnico tem um conjunto suficiente informações para um bom projeto.

Tipos de fundação para construção civil

É muito importante entender os tipos de fundação utilizados em obras de construção civil para que sejam escolhidas adequadamente o tipo de base a ser escolhida para sua obra. Basicamente existem as fundações rasas e fundações profundas dependendo da intensidade da escavação a ser realizada.

Construções que possuem fundações rasas são caracterizadas por baixa escavação, ou seja, pouca remoção de sólidos do terreno e isso resulta em uma espessura de superfície de apoio relativamente estreita. Por isso é necessário o levantamento detalhado da resistência suficiente do solo para uso desta fundação. A vantagem das fundações rasas é o custo reduzido e a economia de material, mão de obra e tempo para seu estabelecimento. Por outro lado, fundações profundas são mais resistentes, oferecendo um apoio mais sólido aos edifícios características das fundações profundas que requerem a remoção intensificada de solo, o que leva a um maior emprego de tempo, recursos financeiros e mão de obra, ou seja,o custo das fundações profundas é muito maior mas oferecem um suporte muito mais sólido. Dependendo da escolha do tipo de fundação a ser utilizado, isso também influencia no tipo de material a ser empregado nos no projeto.

Portanto, a primeira etapa de um projeto de construção civil que é a fundação deve ser levada muito a sério, pois a partir daí será definido o sucesso de todo o projeto de construção. Atenção suficiente deve ser dada ao planejamento e execução desta etapa. O conhecimento profundo da topografia do solo incluindo informações sobre lençóis freáticos no local, seguido de decisão sobre o tipo de fundação escolhido para então prosseguir com os tipos de material a ser utilizado e dimensões da obra garantem os melhores custo-benefício, segurança e durabilidade do seu projeto. É muito importante prezar pela qualidade de material a ser utilizado e nos profissionais e um corpo técnico capacitado para obtenção de um projeto com segurança, qualidade e utilização ótima de recursos durante o planejamento, execução e vida útil por muitos e muitos anos.

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Economia

Construção civil dá sinal de recuperação e avança 0,8 pontos em agosto

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A construção civil continua a dar sinais de que está recuperando o vigor do período pré-crise econômica, informou hoje (24) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em agosto, o índice de evolução da atividade do setor cresceu 0,8 ponto, alcançado 49,2 pontos.

O índice de evolução do número de empregados subiu 0,6, em comparação a julho, para 49,9 pontos. Embora ainda abaixo dos 50 pontos – patamar que indica que o setor ainda encolhe – os indicadores mostram melhora em todos os meses de 2019, acompanhado de otimismo dos empresários com o futuro próximo.

Os indicativos da recuperação gradual do setor estão na Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta terça-feira pela entidade.

Apesar da evolução dos indicadores, as empresas da construção civil permanecem com ociosidade elevada.

Em agosto, a utilização da capacidade operacional (UCO) ficou em 58%, acréscimo de 1 ponto percentual frente ao mês anterior e 2 pontos percentuais em relação ao nível de 12 meses atrás.

Investimento

Segundo a CNI, apesar dos sinais de recuperação, a intenção do investimento do empresário da construção civil mantém-se volátil. Em agosto, o indicador subiu para 37,2 pontos, segunda marca mais elevada de 2019 e acima da média histórica de 33,7 pontos. O indicador vai de 0 a 100 pontos e, quanto maior o valor, maior a disposição em fazer investimentos.

De acordo com a confederação, a pesquisa mostra que há otimismo em relação ao futuro próximo.

A sondagem apresenta expectativas positivas no setor em relação ao nível de atividade e à compra de insumos e matérias-primas, indicadores que chegaram a 54,8 pontos e 53,7 pontos, respectivamente, o que sinaliza expectativa de aumento de demanda nos próximos seis meses. Por outro lado, os indicadores de novos empreendimentos e serviços apresentaram leve recuo, de 0,6 ponto e de 0,2 ponto, respectivamente.

Índice de Confiança

Em setembro, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção) revela otimismo do setor com a conjuntura, sobretudo com o presente.

Com alta de 1,3 ponto frente a agosto, o Índice de Condições Atuais puxou o aumento de 0,4 ponto no ICEI-Construção, no comparativo. Na contramão, o Índice de Expectativas – que mensura o que o empresário espera para os próximos seis meses – caiu pelo segundo mês consecutivo, desta vez em 0,3 ponto, principalmente devido à piora nas expectativas em relação à economia.

A Sondagem Indústria da Construção ouviu 523 empresas do setor (181 de pequeno porte, 228 de médio porte e 114 de grande porte) entre 2 e 12 de setembro.

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Economia

Custo da construção cresce 0,68% em julho, diz IBGE

Foto: Agência Brasil/Tomaz Silva

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), variou 0,68% em julho deste ano. A taxa é superior ao 0,35% registrado no mês anterior. O índice também é maior do que o verificado no mesmo mês do ano passado (0,52%).

O Sinapi funciona como fonte oficial de referência de preços de insumos e de custos de composições de serviços. No ano, o índice acumula taxas de 2,66% no ano e, no acumulado de 12 meses, 4,42%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, passou para R$ 1.143,65 em julho deste ano.

A maior alta foi observada no custo de mão de obra, que ficou 0,92% mais cara, chegando ao valor de R$ 545,73 por metro quadrado. Já os materiais de construção tiveram inflação de 0,47%, passaram a custar R$ 597,92 por metro quadrado.

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Notícia

Construção Civil e Serviços lideram a geração de empregos em junho na Bahia

Foto: Mateus Pereira/GOVBA

A Construção Civil e os Serviços foram os setores da economia que mais geraram emprego em junho, na Bahia, com respectivamente 1.563 e 934 novos postos de trabalho. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan). No primeiro setor, o destaque foi “Obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações” com um incremento de 907 novos empregos. Já em Serviços, “Atividades de Atendimento Hospitalar” ficou com a primeira colocação com 875 postos de trabalho.

“Vale destacar que a Bahia ocupou a primeira posição dentre os estados nordestinos e a quarta dentre os brasileiros em junho de 2019, com 2.362 novos postos com carteira assinada. Já no acumulado do ano, o Estado gerou 29.406 novos postos de trabalho. Este resultado fez com que a Bahia ocupasse, nestes seis primeiros meses do ano, a quinta posição no país e a primeira na região nordestina quanto à geração de empregos”, destaca o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, que atribui a liderança da Bahia na geração de emprego às políticas públicas do Governo do Estado.

No Nordeste, cinco estados geraram postos com carteira assinada em junho. A Bahia (+2.362 postos) foi seguida por Maranhão (+2.001 postos), Piauí (+1.308 postos), Rio Grande do Norte (+1.237 postos) e Sergipe (+265 postos). Os outros estados da região apresentaram desempenho negativo: Alagoas (-861 postos), Paraíba (-795 postos), Pernambuco (-253 postos) e Ceará (-122 postos).

Acumulado do ano

No Nordeste, apenas a Bahia, o Maranhão (+5.670 postos) e o Piauí (+106 postos) totalizaram saldos positivos no acumulado do ano. Em contrapartida, seis estados nordestinos totalizaram acumulados negativos. Pernambuco (-23.676 postos) foi seguido por Alagoas (-23.506 postos), Paraíba (-7.654 postos), Ceará (-6.994 postos), Rio Grande do Norte (-5.115 postos) e Sergipe (-3.430 postos).

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Construção civil e agropecuária lideram geração de empregos na Bahia em 2019

Foto: Elói Corrêa/GOVBA

As áreas da construção civil e da agropecuária lideram a geração de postos de trabalho na Bahia nos cinco primeiros meses de 2019. Os setores criaram, respectivamente, 8.387 e 8.196 empregos no estado, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI. Nesse período, a Bahia gerou 26.071 novos postos de trabalho.

“O papel do governo é fundamental como indutor de crescimento econômico e da geração de emprego. Veja que dos 1.559 postos criados na construção de edifícios, 430 são da obra do novo hospital Metropolitano, em Lauro de Freitas, num investimento de R$ 180 milhões de reais e previsto para ser inaugurado em dezembro”, afirmou o secretário do planejamento Walter Pinheiro.

Dentro do setor da construção civil, destaque para Obras para geração de energia elétrica e para telecomunicações, com 2.410 empregos, Construção de edifícios, com 1.559 e Instalações elétricas, com 966 novos postos de trabalho criados de janeiro a maio desse ano.

De acordo com o secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães esse é o resultado do investimento em obras públicas estruturantes, tanto em Salvador, que obteve um saldo positivo de 3.623 vagas nesse período, como também no interior do estado. “Além disso, reflete o esforço que o Governo do Estado, por meio do SineBahia, tem feito na captação de vagas para o setor da construção civil”, explicou Magalhães.

Já na agropecuária, o Cultivo do café ficou com a primeira colocação na geração de empregos, anotando 3.479, o Cultivo de frutas de lavoura permanente, exceto laranja e uva, com 1.554, e a Criação de bovinos, com 1.388.

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