(Imagem ilustração/Freepik Premium)
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A pandemia prejudicou diversos setores da economia – dentre eles, a educação. Devido à mudança para a modalidade de aulas online, muitos alunos optaram por aguardar um pouco mais para iniciar a sua graduação. Entretanto, houve um crescimento perante a área das especializações.

Um reflexo deste baque que a pandemia ocasionou dentro das universidades, segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) analisados pela Semesp, entidade de representantes e mantenedoras do ensino superior, se dá no comparativo entre o segundo semestre de 2020 e de 2019. Houve uma queda de 20% das matrículas dos cursos de graduação presenciais, e 9% na modalidade à distância.

Muito dessa queda se deve à mudança da modalidade das aulas presenciais para o formato online, onde as aulas são transmitidas ao vivo, através dos aplicativos de reuniões online, nos mesmos horários da universidade, se tivesse tendo uma rotina normal.

Este modelo causou um estranhamento por parte dos alunos, que iriam ingressar neste ano e preferiram aguardar um momento mais propício. Porém os cursos de especialização permitem uma autonomia maior, graças a não ter uma grade fixa, e isso acaba chamando a atenção de profissionais e pessoas interessadas, que procuram formas de enriquecer o currículo.

Muito desta mudança de comportamento se deve ao período de isolamento social que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou para toda a população mundial aderir, fazendo com que se passasse mais tempo dentro de casa e, consequentemente, aproveitaram o “tempo livre” para buscar novas formas de se especializar, ou de buscar decisões mais assertivas acerca de suas carreiras, seja através de algum teste vocacional rápido, ou de simplesmente buscar enriquecer o currículo para novas oportunidades.

Ainda de acordo com a pesquisa da PNAD, houve um crescimento na matrícula de alunos em cursos de especialização de 9,5%, no comparativo do segundo trimestre de 2019 com o de 2020.

Diversas universidades registraram um aumento de matrículas em cursos de MBAs e demais especializações entre 2019 e 2020. Com este crescimento, possivelmente aflorado pela pandemia, as instituições de ensino tiveram que treinar os profissionais e professores para atuarem na modalidade EAD e híbrida, considerando um retorno presencial assim que possível, permitindo que os alunos possam assistir às aulas remotamente, mesmo com a presença física de alguns outros.