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Pandemia pode consolidar ensino híbrido no Brasil

Setor de educação precisou se adaptar à distância e mudanças devem se manter mesmo após a pandemia

(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)

Diversos especialistas apontam que o período de quarentena deve deixar um legado duradouro na civilização. Além da importância dos cuidados com a higiene pessoal, empresas e outros negócios deverão repensar a sua maneira de atuar, com cada vez mais pessoas assumindo posições remotas ou híbridas, misturando o home office com alguns dias ou momentos no escritório.

O mesmo deve acontecer no setor da educação, que esteve no centro do debate dessas mudanças por muito tempo. Ainda que muitas instituições de ensino já ofereçam modalidades semipresenciais, antes da recomendação do isolamento social, essas opções estavam restritas a alguns cursos e nem todas as instituições ofereciam essa possibilidade.

No entanto, com a pandemia, muitas escolas e universidades investiram em tecnologia que permitia esse tipo de ensino, fazendo com que elas se preparem para um futuro que já chegou: ter aulas sem precisar sair de casa.

(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)
(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)

Estudo aponta que tendência deve se manter no pós-pandemia

A pesquisa “Sala de aula ou sala de casa: A nova realidade da educação”, desenvolvida pela área de Inteligência de Mercado da Globo com o Instituto Toluna, aponta que o ensino híbrido deve ser adotado por muitas instituições mesmo depois que o isolamento não for mais necessário.

Para o estudo, foram ouvidos cerca de 1,5 mil jovens das classes A, B e C em variadas regiões brasileiras. Para aproximadamente 73% deles, o modelo híbrido de educação experimentado com a crise do novo coronavírus é uma opção possível para o período pós-pandemia.

Porém os jovens também destacam alguns incômodos com o modelo. O problema mais citado é a dificuldade em manter o foco e a disciplina nos estudos, principalmente porque em suas casas eles devem ter maior controle sobre as distrações que normalmente são vetadas nas salas de aula.

Qual é a melhor opção para a educação?

Especialistas ressaltam que as pessoas podem ter dificuldades diferentes em qualquer modelo de ensino. O modelo semipresencial, por exemplo, permite que as pessoas tenham maior flexibilidade e até mesmo economia com a educação, ampliando a possibilidade para um número maior da população.

Mas, afinal, o que é semipresencial? Esse modelo de ensino mescla teleaulas, ou aulas online, com algumas disciplinas e conteúdos que precisam ser feitos nos prédios disponibilizados pelas instituições de ensino. Desta forma, os alunos podem ser supervisionados enquanto têm matérias práticas, por exemplo.

Cada vez mais instituições adotam o modelo para os seus cursos, sejam eles formais ou livres, fazendo com que os alunos também tenham de se adaptar a esses novos tempos.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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