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Sebrae: mulheres adotaram mais inovações em suas empresas

Durante pandemia de Covid-19, empresas tiveram de se adaptar, mas aquelas gerenciadas por mulheres inovaram mais

Portrait of a business woman in a office. Crossed arms

Segundo estudo realizado pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), empreender é um dos principais desejos dos brasileiros, e, de acordo com dados do Sebrae (2019), cerca de 27,4 milhões de mulheres são empreendedoras no Brasil.

Embora seja um número bastante expressivo, este representa somente 34% de todos os donos de empresas do país, ou seja, mais da metade das companhias nacionais são geridas por homens. Contudo, em momentos de crise, como este de pandemia, foram os empreendimentos criados por mulheres que saíram na frente.

Outro recente levantamento do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que as mulheres donas de negócios apresentaram maior rapidez e competência ao implementar inovações em seus negócios. A pesquisa revela que a maioria das mulheres (71%) faz uso de redes sociais, aplicativos ou internet para vender seus produtos. Já o percentual de homens que utilizam essas ferramentas é menor, com 63%.

Apenas essa característica de iniciativa foi capaz de transformar a situação desafiadora em  oportunidade. Outra vantagem das mulheres diante dos empresários também foi verificada no uso do delivery e nas mudanças desenvolvidas nos próprios produtos e serviços.

(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)
(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)

Características das mulheres empreendedoras

As análises do Sebrae ainda revelam que as empreendedoras são mais jovens e possuem  nível de escolaridade superior comparada aos homens, estando mais matriculadas em faculdades de Administração e cursos relacionados à oportunidade de montar seu próprio negócio. Dentro do total de microempreendedores individuais (MEI) do Brasil, as mulheres representam 48% das formalizações, atuando especialmente em setores de beleza, moda e alimentação.

Outros pontos da pesquisa apontam que as mulheres empreendedoras são cada vez mais “chefes de domicílio”, isto é, 45% delas já são a principal fonte de renda da casa. É preciso esclarecer, ainda, que a proporção de negócios por necessidade é maior entre mulheres. Em 2018, por exemplo, 44% das mulheres iniciaram um empreendimento por necessidade, enquanto 32% dos homens o fizeram pelo mesmo motivo.

Por fim, é necessário visualizar que, enquanto a maior parte dos empresários homens (31%) está em atividade há mais de dez anos, a maior parte das mulheres (27%) atua no mercado entre dois e cinco anos, o que amplifica o crescimento e, claro, a necessidade de apoio ao empreendedorismo feminino no país.

Colaborador*

Este canal é escrito por colaboradores diversos da Folha Geral. Cada conteúdo é de inteira responsabilidade do seu autor.

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