(Imagem ilustrativa/Freepik)
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Em 2020, várias pesquisas mostraram a fragilidade da situação das mulheres durante a pandemia de Covid-19. Por já acumularem triplas e quádruplas jornadas, a carga do trabalho pesou ainda mais no período de isolamento social. Isso porque, além de trabalharem em mais de um emprego para manterem as contas em dia, muitas mulheres também foram encarregadas de cuidar de filhos, crianças e pessoas com deficiência integralmente neste período. 

Mais da metade das mulheres brasileiras precisou assumir os cuidados de algum parente durante a pandemia; em mulheres que vivem em zonas rurais, o número é ainda maior: 62%. Destas mulheres, aproximadamente 80% estão cuidando de familiares, 24% estão cuidando de amigos e 11% estão cuidando de vizinhos. São dados apontados por uma pesquisa da Gênero e Número e da Sempreviva Organização Feminista, em que mais de 2.600 mulheres foram entrevistadas para a pesquisa, entre abril e maio. 

Essa dificuldade para conseguir conciliar a carga de trabalho, que muitas mulheres estão encarando remotamente ou presencialmente, fez com que 30% cogitassem deixar o emprego desde que a pandemia estourou – dado este exibido em uma pesquisa da consultoria global Kearney, dos Estados Unidos. Dentre as entrevistadas, 20% já trabalhavam em home office, 30% começaram o trabalho home office junto à quarentena e 50% continuaram a ir presencialmente ao escritório normalmente. As que começaram a trabalhar em regime home office relataram um aumento considerável de carga de trabalho, com menos possibilidades de crescimento nas empresas e menos motivação pessoal. 

Apesar de as entrevistadas pela Kearney serem mulheres americanas em carreiras já consolidadas, ainda há muitas similaridades com as mulheres brasileiras que estão vivendo a pandemia com muito mais tarefas que antes. 

Todos esses fatores aumentam muito o risco de mais mulheres sofrerem de estresse crônico, ou Síndrome de Burnout, que é quando há uma exaustão física e emocional intensa que impede que a pessoa consiga seguir sua vida normalmente. Ou seja, as mulheres estão adoecendo mentalmente enquanto acumulam trabalho durante o período de isolamento social. É muito importante que, ao menor sinal de ansiedade, depressão, exaustão e apatia (entre outros sintomas de Burnout), a mulher procure profissionais formados na faculdade de psicologia. É com uma equipe de psicoterapeutas e psicólogos que a saúde mental poderá ser estabilizada e a mulher poderá encontrar um tratamento correto para amenizar o seu sofrimento emocional. 

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias