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Mulheres recorrem mais ao digital para fazer negócios durante a crise

Estudo revela que elas também estão à frente na criação de estratégias para reduzir as perdas no período

(Imagem ilustrativa/Freepik)

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) comprovou que as mulheres são as que mais se adaptaram ao mundo digital com a crise ocasionada pela pandemia do novo coronavírus. Cerca de 43% das empreendedoras começaram a usar as redes sociais como estratégia para reduzir os danos do período, enquanto apenas 15% dos homens fizeram o mesmo.

O estudo, realizado entre os dias 30 de abril e 5 de maio, por meio de questionários quantitativos enviados de modo eletrônico e focalizado em Sergipe, é o terceiro do Sebrae, que busca entender o impacto da crise sobre os micro e pequenos empresários.

Os números mostram que as mulheres também estão à frente no planejamento de estratégias de redução de despesas e melhora do fluxo de caixa. Isso porque elas adotaram algumas medidas emergenciais, como: forma de reduzir o pagamento de taxas e impostos, adotado por pouco mais de 45% das mulheres e 37,1% dos homens; diminuir o consumo de água e luz, feito por 36,8% das mulheres e 25,8% entre os empresários homens; e buscar suspender o pagamento de dívidas, realizado por 28,1% das respondentes e 19,4% entre os participantes do sexo masculino.  

Para Mariana Araújo, analista técnica do Sebrae em Sergipe, o uso das ferramentas mostra que as sergipanas estão por dentro das inovações digitais para dinamizar o negócio. “Elas se preocupam mais em estar conectadas, em conhecer as novas tecnologias e, sobretudo, como utilizá-las da maneira mais eficiente para gerar negócios. É um grupo que não tem receio de buscar novos conhecimentos, pesquisar e ir em busca daquilo que julga ser essencial para garantir a sobrevivência da empresa.”

Entre os homens, no entanto, a preferência é pela resolução de outras questões, como a redução de juros nos empréstimos, buscada por 40,3% deles diante de 26,3% entre as mulheres, e a adoção de algum auxílio para pagar aluguel, feito por 33,9% deles e 19,3% delas.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Uso de recursos online

Em levantamentos anteriores, o Sebrae já havia dito que os micro e pequenos empresários que conseguissem se adaptar e inovar neste período possuíam maiores chances de reabrir as portas quando a crise sanitária fosse resolvida. Nesse meio tempo, os empreendedores buscaram formas alternativas de seguir operando, seja com um site, uma conta comercial no WhatsApp, divulgação nas redes sociais, entre outras.

Para Roberto Calderon, curador de Negócios Digitais do SEBRAE e CEO da plataforma de e-commerce Link2Shop, o WhatsApp representa um bom potencial de vendas e integração entre o vendedor e o consumidor, já que a plataforma consegue utilizar os contatos salvos no celular e, com sua popularização no país, os clientes podem ficar mais à vontade, pois a área já é conhecida.

Mesmo assim, há precauções que devem ser tomadas, como o uso de um chip próprio para os negócios, sem vínculo com o pessoal. “Na maioria das vezes, esse chip é bloqueado, pois não existe interação direta com aqueles contatos da agenda”, revela Ívini Ferraz, CEO da Players School.

“O grande problema é que, como todos têm seu próprio WhatsApp, alguns vendedores usam o aplicativo como se fosse privado, e não uma ferramenta de comunicação entre a marca e o cliente”, alerta Ferraz. Assim, para os especialistas, é importante que a pessoa consiga diferenciar as duas contas e não misture conteúdos enviados aos amigos com os que são feitos para o negócio.

Da Redação, com agência*

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