Investir no mercado financeiro não é uma tarefa fácil, principalmente para quem está começando agora. Muito provavelmente, durante os seus estudos sobre o assunto, você deve ter se deparado com o termo “holding”, ou gostaria de saber mais sobre ele.

Basicamente, a resposta mais direta para responder o que é uma holding, são empresas que possuem a maior participação acionária de uma ou mais empresas. Com isso, ela é capaz de controlar e administrar todos os negócios que estiverem debaixo do seu guarda-chuva, que podem ser chamadas de subsidiárias.

Elas acabam sendo uma ótima opção como uma forma de manter o seu investimento e ainda conseguir receber dividendos regularmente. Isso porque ao alocar o seu dinheiro em uma holding, você pode ter um retorno de 20%, considerando que é uma empresa controlando outras, ou seja, muito mais estável do que um negócio normal.

Os diferentes tipos de holdings

Apesar de ser algo relativamente fácil de compreender, existem diversos tipos de modelos de holdings, com características diferentes, que podem acabar influenciando diretamente nos seus investimentos. Por isso, é importante saber sobre cada uma delas para alocar seus aportes naquela que mais lhe agrade. Confira alguns exemplos:

  • Pura: possui o único objetivo de participar do capital de outras empresas.
  • Mista: além de participar do capital das empresas, também possui alguma atividade empresarial envolvida.
  • Patrimonial: ela é focada em preparar e antecipar herança de herdeiros e cônjuges, geralmente centralizada nos proprietários desses bens, que acaba transferindo para a holding seus bens e direitos. Muito comum no meio empresarial.
  • Administrativa: são aquelas que pretendem melhorar e otimizar o controle da empresa, considerando que ela é quem toma todas as decisões de cultura organizacional, ou seja, oferecendo uma administração profissional para o negócio.
  • Familiar: quando o controle do patrimônio de uma ou mais pessoas de uma determinada família fica sob o controle dessa empresa. É basicamente uma empresa familiar.
  • Holding de controle: seu objetivo é deter o controle societário das empresas, garantindo a gestão sobre o próprio negócio.
  • Holding de participação: geralmente esse tipo de holding possui participação minoritária, graças a interesses particulares dos gestores.

Exemplos práticos

No mercado existem algumas holdings que podem ser encontradas sem muitas dificuldades. Como é o caso da J&F, em que as empresas atuam nas áreas de alimentos, celulose, energia, serviços financeiros, comunicação, cosméticos e higiene e limpeza.

Entre as empresas que participam desse holding, estão a JBS, Flora e Alpargatas. Constituindo assim um local de aporte de investimentos bastante interessante e com probabilidades mínimas de que elas venham a fechar, ou dar prejuízo para sua carteira.

Entretanto, é importante frisar que aqui não damos nenhuma recomendação de investimento, procuramos somente esclarecer o que esse termo significa, para que você possa alocar seu aporte de maneira mais condizente com a sua carteira.

O que se ganha ao investir nas holdings?

Com tudo isso que vimos acima, as holdings são importantes por se encaixarem diretamente no conceito de diluição de investimentos. Pois o ideal é jamais alocar seus aportes em somente uma empresa, mas em várias, e a holding pode cumprir esse papel.

Isso porque o risco de que ela não dê lucros para a sua carteira são muito baixos e, por isso, acaba sendo vantajoso. Entretanto, é importante ter em mente a escolha cuidadosa do modelo que mais se encaixe no seu modelo de investimento, para que isso não acabe se tornando uma dor de cabeça desnecessária.