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Imunização contra HPV: o vírus que pode causar diversos problemas, dentre eles o câncer

Pessoas que ainda não foram vacinadas contra o HPV e são sexualmente ativas, correm risco de se contaminar com esse vírus

(Imagem ilustrativa/Freepik)

Além de causar verrugas genitais, o Papilomavírus Humano, conhecido como HPV, é a principal IST (infecção sexualmente transmissível) responsável por alguns tipos de cânceres, como o câncer de útero, da vulva, da vagina, do ânus e do pênis. Pessoas que ainda não foram vacinadas contra o HPV e são sexualmente ativas, correm risco de se contaminar com esse vírus. 

De acordo com a Febrasgo, o HPV é uma infecção muito comum de acontecer e, aproximadamente, 91% dos homens e 84% das mulheres irão se infectar ao longo da vida. É muito importante entender e saber que essa infecção não é bobeira, pode ser grave e é necessário ter atenção e cuidado.

Neste artigo, você vai entender mais sobre essa infecção que afeta tantas pessoas e como a vacinação contra o HPV é a melhor maneira de se prevenir. Afinal, você sabe o que é HPV?

O (HPV) é o vírus responsável pelos principais casos de infecções sexualmente transmissíveis. Ele se manifesta, geralmente, por meio de verrugas genitais e, dependendo do tipo, pode causar câncer. 

Existem, aproximadamente, 200 tipos e cada um deles é identificado por números. Segundo o Ministério da Saúde, dentre os tipos mais importantes e comuns, o 16 e 18 estão relacionados a 70% dos casos de câncer no trato genital; e o 6 e 11, estão relacionados a 90% dos casos de verrugas genitais. 

Como identificar os sinais e sintomas?

O HPV ocasiona uma infecção não tão fácil de identificar rapidamente, pois não costuma apresentar sinais que sejam visíveis. Em alguns casos, o indivíduo pode estar infectado há meses e nunca ter identificado nenhum sinal ou sintoma. 

Mas, em geral, quando esses sinais se manifestam, eles costumam aparecer entre 2 a 8 meses. Gestantes e pessoas com baixa imunidade são mais suscetíveis a apresentarem essas manifestações. 

São divididos em dois tipos de lesões. São elas:

  1. Lesões clínicas 

Essas lesões são as mais comuns sendo causadas pelos tipos do vírus não cancerígenos. São as verrugas genitais conhecidas como “crista de galo”, “figueira” e “cavalo de crista”. Seus formatos podem variar entre achatadas, elevadas ou sólidas e podem ser única ou múltiplas. Costumam ser assintomáticas, mas pode haver coceira e ardência na região atingida.

  1. Lesões subclínicas

Essas lesões se manifestam no mesmo local das lesões clínicas, entretanto não são visíveis a olho nu. Causadas pelo tipo do vírus cancerígeno, a infecção se apresenta em regiões como vagina, colo de útero, região pubiana e perianal. Esse é o tipo de HPV causador de câncer no trato genital, havendo baixo ou alto risco de desenvolvimento da doença. 

(Imagem ilustrativa/Freepik)
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E quais são esses tipos de HPV?

Conforme dito mais acima, o Ministério da Saúde informa que existem aproximadamente 200 tipos de HPV.

  • HPV 1, 2, 3, 4, 6, 7, 10 e 11 – não oncogênicos, causadores de verrugas. E desses, o 6 e o 11 estão presentes em 90% de casos de verrugas genitais.
  • HPV 16 e 18 – oncogênicos (maior risco de infecção por lesões associadas a lesões precursoras) e responsáveis por, aproximadamente, 70% dos casos de câncer de colo de útero;

Mas será que existe alguma maneira de se prevenir?

Existe sim! E a maneira mais eficaz de se prevenir contra o HPV é por meio da vacinação. Afinal, a vacina HPV permite que o indivíduo permaneça imune ao longo da vida contra as cepas mais comuns: 6, 11, 16 e 18.

A vacina HPV quadrivalente é a única responsável por prevenir a pessoa contra o Papilomavírus, evitando a manifestação de verrugas genitais, além de proteger contra alguns tipos de cânceres. Assim, na atualidade, é a única vacina disponível contra câncer. É importante que a vacinação comece o mais cedo possível!

Veja as informações da vacina que você precisa saber

  1. Ela é feita de proteínas L1 do papilomavírus humano dos tipos: 6, 11, 16 e 18, e sua aplicação é realizada por via intramuscular.
  2. Contraindicada para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou qualquer substância da vacina; indivíduos que possuam histórico de hipersensibilidade a levedura, histórico de choque anafilático após tomar uma dose da vacina ou algum de seus componentes; e gestantes.
  3. Recomendada para indivíduos do sexo feminino com idade a partir dos 9 até os 45 anos; e indivíduos do sexo masculino com idade a partir dos 9 aos 26 anos.
  4. Meninas e meninos com idade entre 9 e 14 anos devem receber duas doses com intervalo de até 6 meses entre elas. Caso inicie após os 15 anos, é necessário receber três doses: a segunda dose de 1 a 2 meses após a primeira, e a terceira dose, 6 meses após a primeira.
  5. Indivíduos que tenham baixa imunidade devido alguma doença ou tratamento, devem receber três doses, independente da idade.
  6. Na Beep Saúde, tanto homens, quanto mulheres que estejam fora da faixa etária recomendada, podem receber a vacinação contra HPV, mediante prescrição médica. 

A Beep segue as recomendações feitas pela SBP (Sociedades Brasileiras de Pediatria), Sbim (Sociedade Brasileira de Imunizações) e Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). 

Tomei a vacina contra HPV, preciso continuar usando preservativos?

Sem dúvidas! O uso de preservativos é essencial para se ter uma relação sexual segura e protegida, independente de estar vacinado ou não. Além disso, o uso também ajuda na prevenção contra HPV.

O HPV tem cura? Como é o tratamento?

De acordo com o INCA, ainda não existe um tratamento específico para extinguir o vírus do HPV do organismo. Entretanto, é possível realizar um tratamento para aliviar ou até mesmo acabar com as verrugas genitais. Esse tratamento pode variar dependendo da região lesionada e de sua gravidade. Algumas pomadas e ácidos podem ser recomendadas pelo médico. 

Os cânceres causados pelo HPV devem ser acompanhados por um médico especialista para investigar o desenvolvimento da doença. Frequentemente, podem ser necessárias cirurgias ou tratamento quimioterápico. 

Quais exames é necessário fazer? Como é o diagnóstico?

Isso depende do tipo de lesão, clínica ou subclínica. Podem ser solicitados exames laboratoriais ou clínicos. 

No caso de lesões clínicas, o diagnóstico é feito após o exame urológico, ginecológico, anal e dermatológico. Enquanto nas lesões subclínicas, é necessário fazer alguns exames laboratoriais como: papanicolau, colposcopia, peniscopia e anuscopia. Também é investigado se as lesões são benignas ou malignas. 

É recomendado a realização do exame clínico anogenital para investigar a presença de lesões na parte interna dos genitais. 

Como saber se peguei HPV? Como essa infecção é transmitida?

O HPV é transmitido durante uma relação sexual, por meio do contato com a região ou mucosa infectada. Isso pode acontecer no oral-genital, genital-genital ou manual-genital. Ou seja, mesmo em relações que não haja penetração, é possível, sim, se infectar. 

Outra maneira de transmitir e que muita gente não sabe, é quando ocorre a transmissão da gestante para o recém-nascido. Isso acontece durante o parto, caso a mãe tenha lesões genitais ou alguma alteração no colo do útero. 

É verdade que existe diferença de HPV feminino e HPV masculino?

O HPV na mulher se manifesta com verrugas genitais, podendo aparecer na vulva, ânus e colo do útero. O HPV no homem também se manifesta dessa maneira, no pênis ou ânus,  entretanto, essas lesões no indivíduo masculino costumam ser menores e nem sempre são perceptíveis.

Por isso, é necessário que o homem realize um exame de peniscopia para identificar a presença da infecção. Em ambas as situações podem ocorrer coceira, vermelhidão e ardência na região afetada.

Já deu para perceber como é importante se vacinar contra HPV, né! É essencial que homens e mulheres se vacinem desde cedo para garantir essa imunização e se manter protegido ao longo da vida.

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Texto de Carolina Peres

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