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Casas ganham novas tendências de organização durante a quarentena

Maior tempo dentro das residências estimula mudanças para tornar espaços agradáveis e funcionais

(Imagem ilustrativa/Pixabay)

O lar se tornou o lugar no qual a população passou mais tempo nos últimos seis meses de isolamento social, que vem ocorrendo em diversos estados brasileiros. Por isso, adaptações foram necessárias, tanto para otimizar o espaço e permitir que estudos, trabalho e entretenimento fossem feitos dentro de casa, quanto para promover melhora estética nos ambientes e agradar os olhos dos moradores.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm), a compra de itens online aumentou cerca de 47% em abril – mês seguinte ao de início da pandemia no Brasil. Duas das categorias que mais se destacaram no período foram as de móveis e de decoração. Isso porque as reformas estão em alta, e novas maneiras de organizar uma casa para atender ao maior tempo sem sair se tornaram tendência. 

A Tegra Incorporadora, empresa de venda e aluguel de imóveis, coletou informações em três cidades do Brasil – São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas – e levantou dados sobre quais foram as modificações mais comuns durante o período de isolamento nas casas e apartamentos. Confira as principais!

(Imagem ilustrativa/Pixabay)
(Imagem ilustrativa/Pixabay)

Espaço de home office

As horas na frente de um computador, tablet ou celular aumentaram para a grande maioria das pessoas, dada a necessidade de se manter em contato com o mundo mesmo sem sair de casa, e o aumento é ainda mais significativo no caso das pessoas que estão trabalhando ou estudando remotamente. Por isso, a mudança mais registrada foi a criação de um espaço de escritório. Somente em São Paulo, 50% dos entrevistados afirmaram que pretendem adaptar um cômodo para um local de trabalho remoto. No Rio de Janeiro, o índice foi de 27%.

Essa é uma tendência que deve continuar, já que uma grande parcela das empresas que adotaram esse modelo de funcionamento já divulgou que deve continuar com serviços à distância mesmo depois da pandemia, o que levará as pessoas a dedicar ainda mais atenção aos espaços de home office.

Valorização da varanda

Os locais abertos nas residências são um grande diferencial quando estar ao ar livre não é possível. As varandas passaram a ser mais utilizadas e se tornaram um local de distração e reunião familiar. Em muitas casas, essa parte, que antes podia estar esquecida, recebeu reformas para ser um espaço de descontração em família e relaxamento. Em Campinas, por exemplo, 37% das pessoas dizem ter passado a valorizar as varandas durante o período.

Aprimoração hall de entrada

O pequeno espaço antes de entrar definitivamente em casa, no qual poucos prestavam atenção, agora também é de grande valor. Isso porque trazer para dentro o vírus da Covid-19 é um medo recorrente na pandemia. Então, o hall de entrada se tornou quase uma estação de desinfecção equipada com álcool em gel e outros produtos destinados à limpeza das mãos, compras e itens pessoais como bolsas e sapatos.

Academia em casa

Os movimentos foram limitados e a saúde prejudicada pelo isolamento social. Então, para liberar energia, desestressar e cuidar do corpo, as atividades físicas passaram para dentro de casa. Agora, é mais comum do que nunca ter um espaço dedicado à yoga, pilates ou musculação, com os equipamentos necessários para treinar em casa. A pesquisa aponta que, entre as três cidades, Campinas foi onde mais pessoas fizeram adaptações em algum cômodo para praticar exercícios, com 29% dos entrevistados.

Segurança

A segurança do lar é outra importante tendência. Essa não foi indicada no levantamento da Tegra, mas dados do Sindicato das Seguradoras (Sindseg) indicam que há estados no país nos quais o crescimento de contratações de seguros residenciais aumentou em 25,4% desde o início da pandemia. O principal requerimento dos segurados atualmente são os pequenos concertos. A maior preocupação em deixar a casa toda funcionando bem vem de que, com maior tempo em casa, acidentes domésticos, principalmente envolvendo crianças, ocorrem com maior frequência. Esses geralmente poderiam ser impedidos com concertos simples, como ajustes na rede elétrica.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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