As temperaturas mais elevadas exigem que cuidados maiores sejam atribuídos à alimentação, já que o calor pode sobrecarregar o corpo. Para se manter saudável e curtir o verão sem nenhum problema, é importante seguir alguns passos simples, mas indispensáveis.

Dê preferência a alimentos mais saudáveis

O sistema digestivo trabalha de maneira mais lenta quando os termômetros marcam temperaturas mais altas. Por isso, é necessário ter uma alimentação equilibrada e saudável.

Obviamente, isso deve ser seguido independentemente da estação, mas se torna ainda mais relevante durante o verão. O ideal é dar preferência a alimentos naturais ou minimamente processados, deixando itens industrializados de lado.

O prato deve estar recheado de frutas, verduras e legumes, fontes riquíssimas de vitaminas. Minerais, fibras e água também devem ser incluídos no cardápio.

Em relação às proteínas, o melhor a se fazer é consumir carnes brancas e cortes magros de carne vermelha. Peixes, frutos do mar e proteínas vegetais também são ótimas alternativas. 

Na hora de comer carboidratos, os médicos indicam grãos e farinhas integrais. As gorduras vegetais – como azeite, óleo de canola e de soja – para o preparo de alguns pratos são mais saudáveis do que as de origem animal, mas devem ser consumidas com moderação.

Para não ficar com aquela sensação pesada e desconfortável no estômago, recomenda-se evitar comidas muito gordurosas, como frituras, salgadinhos, embutidos e alguns congelados. Sem contar que tudo isso costuma ter um alto teor de açúcar e sal.

Reduza o sal

Falando no sal, é preciso diminuir sua quantidade, de modo geral, no verão.

O calor é um dos fatores que acarretam a retenção de líquido, deixando o corpo mais inchado – principalmente nas mãos, pernas e pés.

A situação pode se tornar ainda mais crítica se os hábitos alimentares estiverem acompanhados do consumo exagerado de sal, tanto no tempero quanto em produtos ultraprocessados.

Outro fator sintomático que pode ser bastante grave para algumas pessoas é a elevação da pressão arterial.

Hidrate-se

O calor faz com que o organismo perca líquidos com mais rapidez, especialmente através do suor. Por isso, é de suma importância que a hidratação no verão seja levada a sério.

Além do consumo diário de água recomendado por profissionais da saúde – de 1,5 a 2 litros por dia –, também é necessário incluir a ingestão de cerca de 500 ml para cada hora de exposição direta ao sol.

Outras bebidas também são ótimas para se hidratar, como água de coco, sucos naturais, chás, vitaminas e smoothies. A prioridade fica com os líquidos naturais, o que significa que refrigerantes e outros itens industrializados devem ser evitados.

Uma dica interessante é tomar água saborizada. Basta incluir alguns pedaços de gengibre, limão, laranja, hortelã, entre outros ingredientes, em uma garrafa com água gelada. Isso serve para aromatizar e dar um gostinho a mais.

O consumo de alimentos ricos em água (diuréticos) também é indicado. Aposte em melancia, pepino, alface, melão, beterraba, tomate, etc.

Controle o consumo de álcool

Apesar do verão ser a época do ano em que o álcool é ainda mais popular, é preciso controlar seu consumo.

Bebidas alcoólicas podem causar desidratação com mais facilidade, ressecamento da pele e danos ao funcionamento dos rins.

É claro que o álcool não está proibido, mas é importante prestar mais atenção e tomar alguns cuidados. Certifique-se de sempre tomar água entre os drinks e de não beber de estômago vazio.

Para eliminar ou, pelo menos, diminuir os efeitos da ressaca no dia seguinte, a água também é extremamente importante, assim como um cardápio mais leve e muito descanso.

Preste atenção na higiene e conservação dos alimentos

O calor contribui para o risco de contaminação dos alimentos, bem como as chances de que os perecíveis estraguem com mais facilidade, o que pode desencadear casos de intoxicação alimentar.

Assim, higienizar frutas, verduras e legumes se torna ainda mais essencial. É muito comum que as pessoas usem a solução de água com vinagre, mas também é possível usar um pouco de água sanitária, por exemplo – uma colher de sopa para cada litro, deixando de molho por 15 minutos e enxaguando bem.

No caso das carnes, como não é possível levá-las, já que o contato com a água aumenta a proliferação de bactérias, é importante saber a procedência dos alimentos. Só compre de lojas confiáveis e comprometidas com as regras sanitárias.

E para não dar nenhuma chance para infecções alimentares, assegure-se de cozinhar muito bem as carnes bovinas, suínas, aves e frutos do mar.

Lembre-se também de refrigerar as comidas após o preparo e só as retire na hora do consumo. Guardá-las na geladeira ajuda a evitar contaminação.

Cozinhe suas próprias refeições

Ninguém vai saber tanto sobre as suas preferências quanto você mesmo.

A graça de cozinhar os próprios pratos é que tudo vai estar do seu jeito – tempero, cozimento, horários das refeições… 

Preparar a comida também permite que as opções sejam mais saudáveis. Quando dependemos de pratos prontos, ficamos à mercê das opções disponíveis pelo fornecedor, e isso nem sempre oferece as melhores alternativas.

Cozinhar a própria comida também é uma prática muito recomendada para quem está passando por dietas ou tratamentos de emagrecimento.

Pacientes fazem o uso do balão gástrico, por exemplo, costumam ir para a cozinha com frequência, já que isso permite um controle maior sobre a alimentação.

Os nutricionistas também incentivam esse hábito, o que só prova como fazer a própria comida é algo muito positivo.

Além disso, cozinhar pode ser uma ótima maneira de relaxar e extravasar as tensões de um longo dia cansativo.

*Colaborou Eric Barbosa

Aurora

Colaboradora do Folha Geral - cada publicação é de responsabilidade da autora