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Capacete aberto protege o motociclista?

Equipamento é homologado pelo Inmetro, mas não é a melhor opção em todas as ocasiões

Capacete aberto protege o motociclista?. Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O capacete é um item obrigatório para motociclistas, inclusive por lei – a falta do equipamento de segurança pode acarretar em punições e multas. Mas, além do aspecto legal, o que está em jogo mesmo é o risco ao qual o indivíduo se expõe quando não o utiliza. Com o tempo, passaram a surgir vários modelos, como é o caso do capacete aberto. A dúvida de muitos, contudo, é se ele é seguro e permitido.

Primeiramente, é importante dizer que os capacetes protegem a calota craniana contra impacto em acidentes. Sem o seu uso, a colisão pode ser fatal. Hoje, todos os itens de segurança que possuem o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) são permitidos. Entre eles está o capacete aberto. É necessário, contudo, seguir algumas regras.

A legislação obriga o motociclista a utilizar um equipamento que tenha viseira do tipo bubble shield. Quando está abaixada, ela cobre todo o rosto de uma pessoa. Se não houver a opção de ter um capacete aberto com essas especificações, o motociclista é obrigado a usar um óculos de proteção, daqueles que possuem elásticos para segurar as lentes. Óculos de grau ou escuros não são aceitos para proteger o motociclista.

As viseiras e os óculos de proteção com lentes escuras só podem ser utilizados quando está sol. De noite é necessário que a lente esteja dentro do padrão cristal. Mesmo sendo homologado pelo Inmetro e apresentando grande flexibilidade, o capacete aberto pode não ser a melhor opção quando o assunto é segurança. Ele protege a calota craniana, mas outra parte fica exposta: o maxilar.

Dependendo do acidente, o osso pode quebrar em partes cuja reconstrução é extremamente complexa. Além de procurar modelos mais seguros (com queixeira removível, por exemplo), é fundamental tomar outras precauções. De acordo com o Departamento de Trânsito do Estado de São Paulo (Detran-SP), o motociclista deve ficar atento ao estado do equipamento, porque não há um prazo de validade para o capacete determinado pela legislação federal. É indicado trocá-lo sempre que ele sofra algum impacto forte, seja em acidentes ou por queda em qualquer situação, ainda que não apresente rachaduras ou outros danos visíveis.

Também verifique a espessura da espuma interna. Caso o capacete fique folgado na cabeça do motociclista, haverá comprometimento na proteção da área auditiva do motociclista e da calota craniana. A viseira também deve apresentar boas condições, sem rachaduras ou arranhões – eles podem atrapalhar a visão do condutor. E, por fim, verifique se o equipamento realmente é certificado, acessando o site do Inmetro: inmetro.gov.br.



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