Dentro do mercado brasileiro existem inúmeros métodos de empréstimo que estão na linha de frente junto ao home equity. Mesmo que este não seja tão frequente quanto os outros, como o empréstimo de 100 mil reais ou consignado, precisamos destacar que o serviço com imóvel como garantia tem ganhado a cada dia mais espaço, mudando a configuração desse tipo de tomada no país. 

Neste momento iremos discutir sobre outros modelos, que são muito contratados no Brasil e suas vantagens e desvantagens no mercado.

Empréstimo por Penhor

Em primeiro lugar temos um tipo de empréstimo que é muito visto principalmente em programas de televisão americanos, como o famoso “Trato Feito” do canal History Channel. Este se trata da entrega de um bem com valor alto a uma empresa, a fim de receber uma quantia em troca mensalmente, tornando-se quase um empréstimo reverso – você dá a moeda e eles te dão os lucros em cima disso. 

Muitos acreditam veemente que esse método é extremamente vantajoso, mas não enxergam que é possível perder o seu utensílio penhorado ou que talvez ele não seja tão valioso e procurado quanto o cliente imagina. As peças que são mais frequentemente penhoradas são joias e imóveis – remetendo um pouco ao home equity. 

Pensando nas vantagens que ele traz, talvez este não seja o método ideal para quem está em busca de valores altos, principalmente. A quantia arrecadada é muito inferior aos demais métodos e consequentemente não auxilia da maneira que se espera no momento de contratar um empréstimo. 

Empréstimo Consignado

Logo após o empréstimo por penhor de bens temos um modelo extremamente comum no Brasil, o empréstimo consignado. Esse método funciona da seguinte maneira: ele contabiliza toda a sua renda adentrando até mesmo aos que recebem algum benefício do Governo, como aposentadoria, bolsa família, entre outros. A partir desses valores e da análise de seu perfil, a empresa diz se você está aprovado e qual a quantia que pode ser retirada.

Esse valor disponibilizado pelo consignado ultrapassa muitos outros métodos brasileiros, sendo um diferencial na hora de contratar pelo serviço. Além disso, o pagamento do capital tomado é feito mensalmente, sendo de responsabilidade da agência a retirada do valor por conta própria, na conta cadastrada durante a contratação do serviço.

Contudo, vale ressaltar que este pode ser um método arriscado. As taxas são altíssimas e os valores cobrados chegam a quase 2,5% ao mês. Portanto, se a sua busca está pautada em um método com menos taxas e mais barato ao seu bolso ao longo prazo, talvez seja ideal buscar outro modelo de empréstimo no mercado.

Crédito Pessoal 

Por último e, sem dúvida alguma, o modelo com mais saída do mercado, temos o crédito pessoal contratado diretamente com uma agência bancária ou financeira. Para aquisição desta é necessário discussão com o gerente de seu banco para saber a situação financeira que você se encontra e ser delimitado o quanto a empresa pode ceder para a situação prescrita. 

Essa discussão pode ser realizada e firmada no mesmo dia, sem grandes dificuldades, tornando o processo muito mais fácil perante outros métodos – é muito semelhante a facilidade do home equity. Entretanto, os bancos brasileiros cobram taxas altíssimas, que podem chegar até mesmo a 8% ao mês, tornando-se uma grande desvantagem ao cliente que adere a esse modelo. 

Portanto, se você está atrás do empréstimo e não quer acabar em uma dívida durante essa contratação, talvez o crédito pessoal não seja o mais indicado. Busque saber sobre outros e veja se realmente é a melhor opção do mercado.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Quais as vantagens do home equity no Brasil?

As vantagens do método de contratação de capital home equity são inúmeras, principalmente quando relacionadas às taxas de pagamento. Os empréstimos brasileiros cobram valores altíssimos e fazem com que o consumidor desista dessa contratação imaginando uma nova dívida à frente.

A depender da empresa, esses juros podem ser abaixo de 1% – assim como a CashMe –  facilitando o consumidor no momento de pagar o valor contratado. Além disso, o prazo para quitação é maior que outros modelos, principalmente comparado aos que são advindos de cartão de crédito. 

Por isso, se você está em busca de um empréstimo ideal, o home equity é a melhor opção do mercado brasileiro atualmente. Os outros métodos podem até sanar o quesito falta de dinheiro por algum tempo, mas depois gera inúmeros problemas principalmente no momento de pagar. 

Precauções ao contratar

Mas agora surge uma questão importante: se o empréstimo realmente é confiável atualmente, ainda precisamos tomar precauções? Sim, isso é preciso, visto que qualquer serviço, independente de qual seja, precisa ser analisado com calma.

Portanto, no momento de contratar um empréstimo, principalmente o home equity, que é novo no Brasil e está crescendo a cada dia, preste atenção nos pontos a seguir e utilize-os como base para escolher a prestadora de serviços ideal. 

Pesquisar sobre a empresa

Em primeira instância, o consumidor precisa pesquisar sobre a empresa que está oferecendo o serviço de empréstimo. Mesmo que ela tenha muitas visualizações e destaque no mercado, às vezes tudo isso é fictício e utilizado para enganar o futuro cliente. Vá a sites que avaliam os trabalhos feitos por aquele lugar e realmente analise se vale a pena investir naquele local. 

É possível saber se o home equity realmente é de qualidade através da plataforma Reclame Aqui. Além de mostrar situações problemáticas reais que a empresa em questão já passou, ela deixa aberta a todos a resposta da mesma e se a questão foi resolvida. A partir dessa interação é possível julgar se aquele local é realmente de confiança para fazer a tomada de capital.

Ver feedbacks sobre a prestadora de serviço

Dentro dessa busca por saber sobre a empresa é fundamental ver o comentário de outras pessoas acerca do serviço prestado pela mesma. Para isso não há dificuldades, visto que as redes sociais se encarregam pelo serviço e que o próprio Google ranqueia as opiniões sobre a empresa.

Nax

*Colaboração especial para o Folha Geral. O conteúdo é de inteira responsabilidade da autora