Compreender sobre a economia no Brasil e no mundo é importante, ainda mais se a pessoa procura se manter bem informada e gostaria de investir melhor o dinheiro.

Para aprender sobre economia a pessoa não precisa fazer o curso em uma faculdade, mas terá que ler bastante e compreender a importância de alguns dados e a relação que eles têm entre si.

Se você busca conhecer mais sobre economia e se manter bem informado, acompanhe o nosso artigo.

(Imagem ilustrativa/Pixabay)
(Imagem ilustrativa/Pixabay)

Principais indicadores

Todos os dias, os noticiários costumam divulgar indicadores relevantes sobre a economia. Alguns deles fazem bastante sentido e são de fácil compreensão, mas outros parecem estar distantes da realidade, ou não são tão fáceis de compreender.

Por exemplo: a taxa de desemprego mede a quantidade de pessoas que estão sem trabalho no Brasil. Quando a taxa de desemprego está em 9% ao ano, isso significa que de todos os brasileiros que estão aptos ao trabalho, 9% não têm emprego.

 Essa informação por si só, fala bastante sobre o nosso contexto econômico. Agora, quando o Brasil registra déficit primário, as coisas já parecem um pouco mais distantes.

Compreender esses indicadores e termos é essencial na hora de avaliar uma política econômica, ou até a situação atual do Brasil e do mundo.

Então vamos destacar aqui quais são os principais indicadores, eles são:

  • PIB (Produto Interno Bruto);
  • Déficit ou Superávit Primário;
  • Taxa de juro;
  • Dólar;
  • Inflação;
  • Desemprego;
  • Arrecadação;

Os indicadores acima são de longe aqueles mais falados e os mais importantes na hora de desenvolver uma análise mais criteriosa sobre o contexto econômico.

Relação entre os indicadores

Agora, para tudo fazer sentido, a pessoa precisa compreender a relação que os indicadores têm entre si.

Por exemplo; hoje o Brasil tem uma taxa de desemprego alta, mas vem caindo. Em 2021 o Brasil conviveu com uma taxa de desemprego na casa dos 14%. Agora a mesma está em 9,1%. Então existe uma melhora no quadro e os empregos vem surgindo.

Outro ponto que vem melhorando é o PIB. O Brasil teve uma queda do PIB na casa dos 3,88% em 2020, mas em 2021 já houve grande valorização, com a taxa chegando aos 4,6% e com boas expectativas para 2022.

Ou seja, o Brasil vem reduzindo o desemprego e isso vem dando resultado no PIB. Mais pessoas empregadas, mais pessoas consumindo.

A inflação está elevada e pode terminar tanto 2022 quanto 2023, fora da meta. Isso não é um bom sinal, mas, mostra que de alguma forma a economia está aquecida a ponto de colaborar com o aumento dos preços.

Em contrapartida a taxa Selic, que nada mais é do que o juro no Brasil, está em alta. A Selic chegou ao seu patamar mais alto desde 2016. Com o juro em 13,75% a captação de crédito é difícil, mas ainda sim, a economia vem conseguindo crescer e o desemprego está em queda.

Normalmente, para o país ter redução no desemprego e alta no PIB, é comum que a taxa de juro esteja em um patamar baixo, porém, devido ao aquecimento econômico no Brasil, o juro elevado não vem influenciando tanto na redução da atividade.

O dólar é outro indicador importante a ser analisado. O Brasil é um país que depende muito do comércio exterior e, portanto, a volatilidade do dólar, pode contribuir para uma inflação maior ou estável.

No momento, o dólar vem surfando na casa dos R$ 5,20 a R$ 5,00, portanto, a moeda não vem sendo um fator negativo para a inflação.

Agora olhando para o cenário fiscal brasileiro, onde muitos economistas e investidores prestam mais atenção a arrecadação federal e o superávit ou déficit primário.

O Brasil, desde 2013, vem enfrentando déficits primários, ano após ano, coisa que não se repetiu em 2021. Querendo ou não, o Brasil registrou superávit de 64 bilhões de reais.

As estimativas para 2022 são de déficit, porém a arrecadação brasileira vem subindo e isso vem animando. Pode ser que 2022 termine com mais uma surpresa.

O superávit ou déficit são indicadores importantes na hora de avaliar se um país tem controle fiscal. Um país que está em desenvolvimento, como o Brasil, tende a conseguir superávits a fim de oferecer estabilidade aos investidores, principalmente os estrangeiros.

O Brasil durante muitos anos não estava conseguindo fechar as contas, mas no ano passado, o país conseguiu. A arrecadação federal está intrinsecamente atrelada ao superávit.

Com a arrecadação em alta, mais dinheiro entra nos cofres públicos e a chance do superávit cresce.  Observando todos os pontos citados, os indicadores mostram que o país vem caminhando bem e que a economia vem gerando bons dados.

Como se manter informado?

Ao utilizar a internet para buscar informações sobre a economia brasileira e mundial, há diversos sites de confiança, como:

  • CNN;
  • Valor Econômico;
  • Estadão;
  • Exame;
  • IBGE;
  • Banco Central;
  • Ministério da Economia;
  • Dentre outros;

Os sites citados acima possuem grande confiabilidade com relação às notícias, sendo que o IBGE é responsável por taxas, como a do desemprego e da inflação. Já o BC mostra a cotação do dólar e a taxa Selic.

Para se manter bem informado, a pessoa precisa ler diariamente as notícias e acompanhar de perto os indicadores econômicos.

Só com a experiência e acompanhando as notícias, a pessoa vai conseguir implantar o costume de se manter informado e compreender melhor a relação entre os indicadores e a nossa economia.

*Colaboração de Netlinks

Aurora

Colaboradora do Folha Geral - cada publicação é de responsabilidade da autora