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Com o fim do ano, procura por empréstimo pessoal cresce 173%

Modalidades de empréstimos diversas podem ser atrativas para a população que deseja reorganizar as finanças e começar 2022 com o pé direito

(Imagem ilustrativa/Freepik)

Uma parcela grande dos brasileiros teve a vida financeira afetada pela pandemia de covid-19. Apesar da crise pandêmica estar diminuindo com o avanço da imunização, os reflexos negativos na economia ainda se fazem presentes, como o desemprego e a inflação elevada. Com a falta de dinheiro e o custo de vida aumentando até com itens básicos, a procura por empréstimo pessoal cresceu 173% em outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados do Índice FinanZero de Empréstimos (IFE), relatório mensal produzido pela fintech de empréstimos online FinanZero. 

A evolução das buscas por esse tipo de empréstimo foi crescendo ao longo de todo o ano de 2021, como o próprio Google mostra:

(Fonte: FinanZero com dados de Google)

“O empréstimo pessoal é uma alternativa para pessoas físicas que precisam de dinheiro por motivos diversos. Aqueles que desejam evitar a inadimplência, procuram pelo crédito pessoal para quitação de dívidas, por exemplo, enquanto outras pessoas também solicitam esse tipo de crédito para investir em um negócio próprio ou até mesmo reformas em casa e viagens”, explica Cadu Guidi, sócio-diretor de marketing da FinanZero. 

Para Guidi, a evolução crescente nas buscas pelo empréstimo pessoal deve-se às facilidades que a modalidade oferece, como o dinheiro, que  fica disponível para usar como o solicitante desejar. Não há necessidade de nenhuma garantia para adquirir o crédito pessoal e há melhores condições de taxas do que outras modalidades, por exemplo. Com isso, o empréstimo pessoal surge como uma alternativa viável para pessoas que estão com a conta no vermelho. De acordo com o último levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), quase 12 milhões de famílias brasileiras estão endividadas.

Guidi também aponta a chegada do fim de ano como outro fator para a crescente nas buscas pelo empréstimo pessoal. “Final de ano é um ótimo momento para o pagamento de dívidas, especialmente por conta da chegada do 13º, que pode ajudar na quitação de pendências à vista, garantindo, assim, mais descontos e maior poder de barganha com as negociações dos valores. Além disso, o final do ano impacta na economia comportamental, em que as pessoas buscam por alívio psicológico, algo que pode ser conquistado mais facilmente com as contas no azul” ressalta o sócio-diretor de marketing da fintech. 

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Negativados também buscam quitar pendências com empréstimos

Para além dos endividados, um outro perfil de solicitantes de crédito surgiu na crise: os negativados (pessoas com o nome sujo). Ou seja, pessoas que ultrapassaram o vencimento de contas ou dívidas pendentes há um bom tempo e o credor encaminha o CPF da pessoa para a lista de órgãos de proteção ao crédito. 

Diante deste cenário, fintechs de crédito e algumas instituições financeiras passaram a oferecer aos consumidores o crédito para negativado, uma modalidade que, mesmo com restrições no CPF, uma pessoa consegue solicitar crédito para quitar suas pendências financeiras, por exemplo.  Com isso, a busca por “empréstimo para negativado online 24 horas” cresceu dez vezes mais ao longo do último ano. Já em comparação com o mês passado, o interesse de busca aumentou 75% em outubro deste ano. 

(Fonte: FinanZero com dados de Google)

Dívidas são o principal motivo para solicitação de crédito

O Índice FinanZero de empréstimo também realizou uma pesquisa de intenção com 500 internautas brasileiros, entre os dias 28 de outubro e 4 de novembro. O levantamento registrou  aumento de 29% na intenção dos entrevistados em solicitar empréstimo para quitar dívidas, em comparação com o mês anterior. 

Ainda de acordo com a pesquisa,  45% dos brasileiros informaram que pretendem solicitar crédito nos próximos três meses. Quando perguntados sobre os motivos, 47% apontaram que as dívidas são prioritárias – em setembro, o percentual era de 38%.

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