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Embasa detalha sua atuação na bacia hidrográfica da região durante reunião do Comitê do Rio Grande

Durante o encontro, a representante da Embasa no comitê explicou o funcionamento do processo de tratamento de água, requalificação asfáltica após atividades da empresa e esgotamento sanitário

Membros durante a plenária do CBH Grande (Foto: Glauciana Araújo)
Membros durante a plenária do CBH Grande (Foto: Glauciana Araújo)

Os investimentos e a atuação da Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) foram alguns dos temas tratados na 44ª Reunião Plenária Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande, que aconteceu na quinta-feira (16), em Barreiras. Durante o encontro, a representante da Embasa no comitê explicou o funcionamento do processo de tratamento de água, requalificação asfáltica após atividades da empresa e esgotamento sanitário.

“A ideia é atender o novo marco legal, para atingir cerca de 90% de esgotamento sanitário. Investir aqui é importante porque a região tem um crescimento muito célere, especialmente nos municípios de Luís Eduardo Magalhães e Barreiras. Os investimentos da Embasa têm que acompanhar esse crescimento”, explicou Catherine Franca, a gerente do escritório de Barreiras e co-gestora de contratualização.

Catherine destacou que a população tem dúvidas acerca do trabalho realizado pela empresa. “As pessoas têm dúvidas comuns sobre a nossa prestação de serviço, perguntam por que gera falta de água. Também querem saber como é feito o processo de tratamento de água e de que forma as ocorrências ambientais que têm sido registradas nos mananciais do Rio Grande podem impactar na nossa prestação de serviço”, conclui.

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande (CBH Rio Grande), Demósthenes Júnior, elogiou a apresentação e afirmou que a Embasa é parceira da população da região. “A ideia da Embasa participar da reunião é sensibilizar alguns municípios a assumir o compromisso com as metas sugeridas pela empresa”, conclui Demósthenes Júnior, que além de presidente do CBH Rio Grande, também é secretário de meio ambiente de Barreiras.

A Embasa também é atuante no papel de membro do comitê, considera o secretário do comitê, Eneas Porto. “É uma grande parceira, que checa a qualidade da água em momentos críticos, contribuindo com informações importantes para segurança no consumo da água na bacia hidrográfica. Isso contribui muito para o trabalho do comitê”, afirma.

Acidente ambiental na PCH Santa Luzia

Outro tema na reunião foi o ocorrido nas obras da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santa Luzia. A diretoria do CBH Rio Grande, juntamente com Eduardo Bitencourt,  promotor regional ambiental do Ministério Público da Bahia e Jonatan Pimentel, técnico do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), repassaram aos presentes as últimas atualizações referentes à situação ocorrida, que alterou a coloração da água do Rio Grande e afetou bastante a população das comunidades de São Desidério.

Vale ressaltar que os órgãos competentes, como Inema e Ministério Público da Bahia, determinaram o embargo da obra, podendo a PCH Santa Lúcia realizar apenas ações emergenciais para garantir a segurança das estruturas mediante a comunicação prévia a esses órgãos e à comunidade.

Sobre os Comitês Estaduais de Bacias Hidrográficas da Bahia

Você já ouviu falar no “Parlamento das Águas”? Os Comitês de Bacias Hidrográficas são exatamente isso, espaços onde representantes dos poderes públicos, usuários de água e sociedade civil se reúnem para discutir e deliberar  sobre como gerenciar de forma sustentável e justa os recursos hídricos das bacias hidrográficas.

A Bahia é composta por 14 Comitês Estaduais de Bacias Hidrográficas e 01 Comitê Interestadual de Bacia Hidrográfica (localizada nos estados da Bahia e Minas Gerais e faz parte do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco). O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande (CBHG) foi criado pelo Decreto nº 11.246 de 17 de outubro de 2008 e possui 52 conselheiros, dentre titulares e suplentes. Durante o ano, são realizadas 04 plenárias ordinárias para que os representantes discutam sobre assuntos relacionados à água. Todas as pautas são discutidas de forma democrática, buscando o melhor para todos e as reuniões são sempre abertas à população que queira participar.

(Imagem ilustrativa/Freepik)

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