Os aumentos de casos positivos na Bahia é um sinal de alerta a população e autoridades em saúde. Em Barreiras, os números de infectados vêm aumentando gradativamente nas últimas semanas. Empresas públicas e privadas voltaram a usar máscaras com incentivo de decreto estadual. A atenção maior é para casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Na capital, cidades metropolitanas, recôncavo e região sul do estado, estão em alerta por apresentarem variações do vírus incomuns. Isso tem gerado preocupações em relação a intensificação de medidas protetivas a saúde.

Mesmo com muitas pesquisas e empenho dos órgãos de saúde e instituições de ensino, ainda assim existem algumas incógnitas. Na região oeste da Bahia, principalmente em Barreiras, os números de infectados com o ciclo de vacinas completos estão aumentando. O período chuvoso agrava as doenças respiratórias na cidade. Desde final de outubro, a Secretaria Municipal de Saúde informa que internações hospitalares por consequência da Covid-19 vêm aumentando e 344 pessoas faleceram por Covid-19.

A coordenadora do curso de Biomedicina do UNINASSAU Barreiras, Jessica Pires, sinaliza que é um momento de atenção, porém não é preciso pânico. “É necessário sabermos que estamos lidando com variantes chamadas de ‘variantes de preocupação’, uma VOC – variant of concern. Variantes essas que surgiram ao longo da pandemia”, informa.

(Imagem ilustrativa/Pixabay)
(Imagem ilustrativa/Pixabay)

Imunização e prevenção

Jessica explica que o surgimento de variantes é um processo esperado para algumas espécies virais, pois é natural que os vírus sofram erros durante seu processo de replicação. A alta capacidade de evasão do sistema imune faz com que essa variante consiga infectar mesmo indivíduos com o sistema vacinal em dias.

“Isso acontece com outros vírus também, eles possuem essa capacidade de mutação e atacam mesmo em pessoas com o sistema vacinal em dias. Estamos passando por um momento de epidemia da doença na Bahia, logo, teremos mais casos em Barreiras. Assim como passamos por período semelhante no início desse ano”, lembra a biomédica e pesquisadora.

A subvariante, BQ.1 da Ômicron é um sinal que se deve investir ainda mais em estudos e pesquisas. O comportamento viral é semelhante ao de outras doenças, assim como o vírus influenza. “Precisamos saber lidar com a Covid-19 assim como a ciência vêm trabalhando com outros vírus. Uma coisa que sabemos é que é tudo muito novo. Podemos dizer que será um desafio assim como foi Influenza, Poliomelite, e outras doenças virais. Está sendo um trabalho de muita pesquisa”, comenta Jessica.

Barreiras e região oeste

“Os casos em Barreiras não estão com números extremamente preocupantes, como foi no início da pandemia”, ressalta a coordenadora de Biomedicina da UNINASSAU. Cada indivíduo possui suas características e reações ao vírus. A vacina não é garantia de que a pessoa não pegará mais o vírus e sim que os sintomas serão atenuados e a infecção mitigada. A manifestação em cada organismo é peculiar e depende de algumas pré-disposições pessoais.

De acordo com Doraci Oliveira, coordenadora da VIEP – Vigilância Epidemiológica de Barreiras, “começaremos a informar a população com boletins duas vezes na semana, para que todos saibam como está a situação em nossa cidade”. “Estamos realizando vários exames RT-PCR dessas pessoas infectadas. À medida que recebemos os resultados do LACEN-BA em Salvador, informamos os tipos de variantes e possíveis riscos maiores”, explica.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias