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49% dos pais temem segurança sanitária na volta às aulas nas escolas públicas

Alternativas de ensino, como modalidade híbrida, florescem como nova forma de interação com alunos

(Foto: GOVBA)
(Foto: GOVBA)

A pandemia trouxe uma avalanche de mudanças na vida de todos para manter o isolamento social. As escolas, aos poucos, vão voltando ao ensino presencial, e os pais de alunos da rede pública temem quanto à segurança sanitária no ambiente de estudo. Uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostrou que 49% dos pais de estudantes da rede pública não confiam na capacidade da escola em se adequar às normas de segurança sanitária, ao passo que 19% confiam muito e 31% confiam um pouco.

Os pais também acreditam – pelo menos, 43% deles – que os alunos não vão cumprir os protocolos de segurança nas escolas públicas. Por outro lado, a grande maioria, com 69% dos entrevistados, acredita que, se as escolas continuarem fechadas, isso levará a um atraso no processo de alfabetização e prejuízo no aprendizado nos primeiros anos do ensino fundamental.

Para os pais de adolescentes, a preocupação é outra: 58% deles acreditam que o isolamento leve seus filhos a terem problemas emocionais. No ensino médio, os pais se preocupam que os alunos correm risco de desistir dos estudos. A volta dos estudos nas escolas públicas traz uma série de apreensões, e a falta de ensino também.

Uma forma de lidar com o problema é o ensino semipresencial — uma forma híbrida de ensino, ou seja, uma parte do ensino é feita de forma presencial e a outra, de maneira remota. Assim, vai sendo implementada uma nova dinâmica na educação de crianças e adolescentes.

Parece que a pandemia fez com que o ensino híbrido fosse criado, mas não é o caso. Instituições de ensino ao redor do mundo e até no Brasil já existiam com este modo de ensino. A digitalização do conteúdo educacional impulsionou este modelo, que ganhou força agora durante a pandemia. Usam-se recursos digitais para complementar o que é ensinado na sala de aula. A tecnologia vai, cada vez mais, ganhando espaço e permite uma interação diferente das tradicionais, e o professor pode customizar o conteúdo para cada estudante.

No entanto, vários foram os desafios de manter o ensino a distância (EAD) durante a pandemia na rede pública por falta de acesso à internet ou de equipamentos pelos alunos. É importante que os governos se atentem e passem a capacitar, tanto as escolas, quanto os alunos. Já na rede privada muitas escolas investem no ensino híbrido, que deve perdurar mesmo depois do fim da pandemia.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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