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Número de famílias endividadas cresce e atinge 66,5%, segundo CNC

Este é o maior patamar alcançado em 11 anos

(Imagem ilustrativa/Freepik)

O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior patamar em 11 anos, com 66,5% da população com alguma dívida em aberto até o final de 2020, de acordo com um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em 2019, o índice fechou em 63,6%.

Nesta classificação, todas as famílias com dívidas em andamento, como cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro, estão inseridas. Isso não significa, no entanto, falta de pagamento por parte destes cidadãos.

A inadimplência das famílias, classificada quando há dívidas em atraso, atingiu o percentual de 25,5% no ano passado – acima dos 24% de 2019. Ao final de 2020, eram 11% dos lares brasileiros que não possuíam condições de quitar os valores atrasados, também superando os índices do ano anterior, que bateram 9,6%.

Segundo o levantamento da CNC, o cartão de crédito segue como o principal meio de endividamento, sendo lembrado por 78,7% dos entrevistados. Carnê (16,8%), financiamento de carro (10,7%), financiamento de casa (9,5%) e crédito pessoal (8,5%) aparecem logo em seguida.

O tempo médio de comprometimento das famílias com dívidas ficou em 7,2 meses em 2020 – acima dos 6,9 meses no ano anterior. Ou seja, as pessoas passaram, no mínimo, metade do ano com dívidas em aberto.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Controle de finanças em 2021

A influência da pandemia na economia brasileira segue presente em 2021. Assim, é possível que a situação do endividamento seja agravada. Para aqueles que desejam controlar melhor as finanças, é essencial quitar as dívidas em aberto e tentar enxugar as saídas de recursos por mês.

Para isso, é imprescindível saber quais gastos são supérfluos e quais são importantes, como água, luz, mensalidades de cursos, entre outros. Além disso, é interessante evitar as despesas que podem ser facultativas, como o pagamento de anuidades de serviços pouco utilizados.

Para as pessoas que ainda não possuem e pretendem fazer um cartão de crédito, o pagamento do mínimo deve ser evitado sempre que possível. Isso porque pode ser que a dívida se torne uma bola de neve, com o consumidor sempre optando pelo mínimo e deixando o restante do valor, que a cada mês estará maior, somando gastos e juros, em aberto. Deste modo, é quase certo que a dificuldade em pagar será maior do que no início.

Neste cenário, também é válido negociar dívidas atrasadas e com juros acumulados, para tentar obter um valor menor diretamente com as instituições financeiras responsáveis pela cobrança.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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