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Endividamento das famílias cai pelo segundo mês; saiba como sair das principais dívidas

É possível renegociar melhores condições de pagamento em todos os tipos de débitos

(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)

O número de famílias endividadas no Brasil, que bateu recorde ainda em agosto deste ano com percentual de 67,5%, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), vem diminuindo gradualmente nos últimos dois meses. Em outubro, 66,5% das pessoas declararam que estavam endividadas, enquanto em setembro o número ainda era de 67,2%.

O levantamento aponta que a maior parte das famílias (26,1%) tem dívidas em atraso, enquanto 11% declaram não terem condições de pagar. Os percentuais, apesar de ainda serem altos, tiveram redução de 0,4% e 1% respectivamente – queda significativa, se for levada em consideração a crescente mensal durante todo o ano.

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Saiba quais são as principais dívidas dos brasileiro e como sair delas:

Cartão de crédito

A maior causa de endividamento no Brasil é o cartão de crédito. Com juros altos, que passam de 280% ao ano, segundo o Banco Central, utilizar o cartão como extensão da renda mensal, como comumente é feito, é um grande risco para a saúde financeira.

Para se livrar desse peso no orçamento, é necessário negociar com a operadora do cartão uma redução da taxa de juros. É válido orçar com diferentes agentes financeiros para encontrar qual proposta é mais vantajosa e combina melhor com a realidade financeira do devedor.

A renegociação pode acontecer também em caso de cartões de loja. É válido buscar por alternativas mais acessíveis de pagamento, um exemplo de programa de regularização é o acordo Carrefour, oferecido pelo Serasa.

Cheque especial

Com juros ainda maiores que o cartão de crédito, chegando a 300% ao ano, o tentador cheque especial também é uma prioridade na hora de reorganizar as finanças. Para quitar o débito em casos nos quais o pagamento total do valor não é possível, a alternativa é buscar trocar a dívida por uma mais barata, assumindo outra modalidade que tenha taxa de juros menor.

Algumas das opções são o empréstimo com garantia de imóvel, empréstimo com garantia de veículo, ou o crédito consignado, que tem juros a partir de 1,19% mensais.

Dívida com banco

Quando o caso é uma dívida pendente diretamente com o banco, o processo costuma ser facilitado rapidamente, já que a instituição é a primeira interessada em receber o valor. Para realizar uma boa negociação com o gerente, é necessário compreender quanto é possível debitar mensalmente para que a proposta feita pelo banco caiba no orçamento.

Dívida com a União

Essas são as dívidas para o governo municipal, estadual, ou federal, que podem ser originárias de impostos como o IPTU e IPVA, ou de multas, como as de trânsito ou ambientais. No caso dos débitos tributários federais, há a possibilidade de redução de até 70%, podendo chegar a 100% em alguns casos. Os responsáveis por realizar os acordos são a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal do Brasil  (RFB).

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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(Créditos: Giovanna Hemerly/Agência Pública)

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