Mais da metade dos brasileiros querem desenvolvimento verde para o país, aponta pesquisa Ipec
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Mais da metade dos brasileiros querem desenvolvimento verde para o país, aponta pesquisa Ipec

Levantamento elaborado a pedido do Plano Nordeste Potência revela que 64% dos brasileiros entendem que a indústria verde é o melhor modelo para o futuro da economia do Brasil

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Dois em cada três brasileiros (64%) enxergam na indústria verde o melhor modelo para o futuro da economia do país. O dado integra a pesquisa de opinião realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) para entender o que o brasileiro espera do tema “desenvolvimento verde”. Produzida a pedido do Plano Nordeste Potência, a sondagem foi realizada entre os dias 30 de abril e 10 de maio e ouviu 3.008 pessoas das diferentes regiões do país, acima de 16 anos.

Em pleno ano eleitoral, o assunto também mostrou-se prioritário para a população. Segundo a sondagem, 73% dos ouvidos apontam que o governo federal deveria considerar como prioridade alta o desenvolvimento de uma indústria verde no País. Isso corresponde a ¾ dos brasileiros. Só 12% dos brasileiros prefeririam trabalhar na indústria baseada em combustíveis fósseis.

“A sustentabilidade é um tema que veio para ficar, e nessas eleições vai pautar muitos debates, especialmente quando o eleitor perceber as oportunidades que podem surgir”, explica Aurélio Souza, do Instituto ClimaInfo.

A pesquisa Ipec norteou a elaboração do Plano Nordeste Potência. Com cinco eixos prioritários, o documento apresenta recomendações e propostas para entes públicos e o setor privado a fim de promover o desenvolvimento verde, inclusivo e justo da região, com base em fontes como o vento, o Sol e a água, além do respeito às comunidades. Os eixos estão divididos nas categorias: gestão pública direta; capacitação de mão de obra; participação social; geração distribuída; e revitalização da bacia do rio São Francisco.

A coordenadora do Plano, Cristina Amorim, explica que o documento lança um olhar para o Nordeste como polo transformador da economia brasileira do século 21. “Cerca de 66 gigawatts de potência em energia renovável já foram outorgados no Nordeste. Se eles forem implantados, e somados ao crescimento projetado para a geração distribuída, podem ser criados mais de 2 milhões de empregos na região, o que responde aos anseios das pessoas, como mostra a pesquisa”, afirma.

Desenvolvimento verde

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Apesar da receptividade ao tema, o termo “desenvolvimento verde” ainda é permeado pelo desconhecimento entre a maioria da população. Na sondagem, oito em cada dez brasileiros (44%) afirmam ter apenas algum ou nenhum entendimento acerca do tema.

O desenvolvimento verde se baseia na economia de baixo carbono, socialmente inclusiva e com uso eficiente dos recursos naturais. Para ser verde, o desenvolvimento privilegia o uso de fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica, em substituição gradativa aos combustíveis fósseis (petróleo e gás).

Entre as renováveis, a energia solar é a mais bem vista entre a população. Segundo a pesquisa, três quintos dos brasileiros expressaram sentimentos positivos quando expostos ao tema.

(Foto: Shilton Araújo)
(Foto: Shilton Araújo)

Plano Nordeste Potência

Com 24 páginas, o Plano Nordeste Potência é uma iniciativa da sociedade brasileira para o desenvolvimento verde e inclusivo, com foco na revitalização do rio São Francisco e na promoção de energias renováveis, com respeito às comunidades rurais e às populações tradicionais.

Com a meta de gerar mais emprego, mais água e mais energia para o Brasil, o plano recomenda que os governos estaduais qualifiquem a mão de obra local para assumir os 2 milhões de postos de trabalho que devem ser gerados nos próximos anos na região, em função do crescimento das fontes eólica e solar.

A iniciativa resulta de uma coalizão de quatro organizações civis brasileiras: Centro Brasil no Clima, Fundo Casa Socioambiental, Grupo Ambientalista da Bahia e Instituto ClimaInfo, com apoio do Instituto Clima e Sociedade.

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*Com Agência de Notícias

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