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Projeto de recuperação de nascentes por produtores rurais completa dois anos no Oeste da Bahia

Foram aplicados, neste período, R$ 800 mil na recuperação direta de 55 nascentes de água, além de 87 diagnosticas e 210 identificadas para futuras ações de preservação em dez municípios do Oeste da Bahia

Projeto de recuperação de nascentes (Foto: Divulgação/Abapa)
Projeto de recuperação de nascentes (Foto: Divulgação/Abapa)

Preocupados com os recursos hídricos e com a produção sustentável, os produtores rurais vêm promovendo ações de preservação de nascentes e educação ambiental no Oeste da Bahia. Desde o início do projeto, que completou dois anos, foram realizadas intervenções para a recuperação de 55 nascentes de água. Com investimento de R$ 800 mil, o projeto, desenvolvido em conjunto pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), também diagnosticou 87 nascentes e identificou outras 210 onde podem ser desenvolvidas futuras intervenções para  proteção ou recuperação destes importantes pontos de recarga dos rios e do aquífero da região. Para este ano, a previsão é que sejam realizadas ações em outras 55 nascentes.

Uma das coordenadoras do projeto, a diretora de meio ambiente e irrigação da Aiba, Alessandra Chaves, acredita que os produtores baianos chegaram na frente ao intervirem de forma prática em uma demanda considerada urgente pela sociedade em geral. “Tecnicamente, o projeto de preservação e recuperação de nascentes tem sido fundamental para a manutenção dos recursos hídricos nas bacias hidrográficas dos rios Grande e Corrente, contribuindo para regularidade da vazão da água para os múltiplos usos, incluindo a condução de atividades da agricultura e pecuária”, afirma.

“Acreditamos no poder da mobilização das pessoas para protegerem estas nascentes”. Neste sentido, de acordo com Sérgio Pignata, analista Ambiental da Aiba, que acompanha todas as ações em dois anos de condução do projeto, informa que “foram sensibilizados cerca de mil moradores e estudantes das escolas próximas às comunidades ribeirinhas onde nascentes foram protegidas ou recuperadas; também foram capacitados 172 profissionais da área ambiental, ligados às prefeituras, entidades locais e moradores ribeirinhos, em técnicas de proteção como cercamento, e aplicação de diferentes métodos de recuperação já consolidados para área de Cerrado”. 

Incentivador para a implementação do projeto, o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, acredita no potencial transformador desta ação. “Muito se fala em proteção dos recursos hídricos, principalmente quem está na cidade, mas nós, produtores rurais, demonstramos que precisamos de ações práticas, e que aos poucos, transforma a realidade. Com este projeto, protegemos a água e o meio ambiente, além de garantir que moradores ribeirinhos possam, depois da recuperação destas nascentes, novamente ter água para beber, plantar e cuidar dos animais, sabendo fazer isto da maneira correta, sem desmatar ou agredir o entorno da nascente”, afirma. Financiado pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e Programa para o Desenvolvimento da Agropecuária (Prodeagro), o projeto é realizado em parceria com as prefeituras de: Barreiras, Baianópolis, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Correntina, Jaborandi, Cocos, Mansidão, São Desidério e Wanderley.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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