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Extinção no Cerrado: conheça os animais que estão ou já estiveram sob esse risco

Além da extinção de animais, degradação do Cerrado impacta Pantanal e Amazônia

(Foto: Divulgação)

Em uma época marcada por discussões sobre a necessidade de rever nossos hábitos, a fim de não destruir o planeta, a preservação do meio ambiente é uma preocupação veemente.

Considerado a Savana mais biodiversa do mundo, com uma área de 2 milhões de km² — o que corresponde a 25% do território nacional —, o Cerrado abriga pelo menos 2,5 mil espécies de animais e cerca de 10 mil espécies de plantas, segundo catalogações feitas pelo Instituto Chico Mendes.

Contudo, o fato de o Cerrado brasileiro ter se tornado a principal área agrícola e agropecuária desde a década de 1970 provocou a destruição desse bioma nas últimas décadas, inclusive a extinção de espécies. Sozinho, esse bioma abriga 5% de todas as espécies do planeta, das quais 40% são endêmicas, ou seja, só existem ali.

Metade das principais savanas e campos — pradarias dos Estados Unidos — já foi perdida e menos de 10% estão legalmente protegidos, o que fragiliza esses biomas até hoje. Confira abaixo algumas que já estiveram ou estão em extinção.

Tamanduá-bandeira

Um dos animais símbolos do Brasil, o tamanduá-bandeira é um mamífero que tem hábitos noturnos na vida adulta e uma alimentação constituída de larvas, cupins e formigas. Para buscar seu alimento, ele caminha durante todo o dia.

Com a expansão da agropecuária e das atividades agrícolas no Centro-Oeste, o tamanduá-bandeira vem perdendo espaços de habitat. Isso favorece ações que põem a espécie em extinção, como atropelamentos e caça.

Lobo-guará

Outro ícone da fauna brasileira e um símbolo do Cerrado, o lobo-guará apresenta uma vida solitária, não tendo o hábito de se aproximar de humanos. Considerado inofensivo, vem sofrendo com atropelamentos em decorrência da urbanização de espaços no Cerrado e com a expansão agropecuária, que permanece até os dias de hoje na região.

A perda de habitats causada pelo desmatamento do Cerrado faz o lobo-guará predar animais domésticos — como patos e galinhas —, o que torna esse lobo alvo de populações sertanejas que criam tais animais. Por precisarem de uma área grande para circularem — que pode passar de 100 km² — e se alimentarem de carcaças de animais atropelados, é comum que essa espécie sofra com atropelamentos.

Anta

Considerada o maior mamífero terrestre do Brasil, a anta vive perto de rios, o que torna a sua presença um forte indicativo da presença de água. Uma  alimentação marcada principalmente por folhas de árvores e arbustos, raízes, ervas e frutas, torna a anta um animal frugívoro essencial na dispersão de sementes no Cerrado.

Tendo como habitats as florestas e os campos da América do Sul, desde o norte da Argentina até o leste da Colômbia, ela possui corpo robusto, cauda e olhos pequenos. Também chamada de tapir, a anta é um animal solitário, capaz de emitir sons para localizar o seu alimento e que busca um parceiro apenas na época reprodutiva.

Onça-pintada

Maior felino do continente americano e terceiro maior do mundo, a presença da onça-pintada é comum em locais com água. Ao atuar como predadora, ela desempenha um papel fundamental na regulação da densidade geográfica das populações.

Podendo pesar 135 kg, a forte mordida, capaz de fraturar cascos de répteis, como a tartaruga, é uma de suas características marcantes. Por estar no topo da cadeia alimentar e necessitar de grandes áreas para sobreviver, esse animal é um indicador da preservação de um ambiente.

Jaguatirica

Como um felino de porte médio, a jaguatirica apresenta hábitos solitários e noturnos. Embora seja caracterizada como um animal selvagem, ela pode viver até 20 anos quando mantida em cativeiro — o dobro do período observado se permanecem em estado selvagem.

Sua alimentação é constituída por roedores e animais de pequeno porte, como aves, peixes e répteis. Também chamada de gato-do-mato, o termo “jaguatirica” é de origem tupi-guarani e significa “onça que se afasta”.

A maioria das jaguatiricas são encontradas na América do Sul e em toda a América Central. Embora seja comum no Cerrado nacional, em savanas, caatinga, florestas tropicais e mangues, ela está ameaçada de extinção devido a fatores como a caça ilegal, desmatamento e falta de alimentos.

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