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Governo quer leilão do 5G até ano que vem

Segundo ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Brasil arrecada R$ 2 bilhões para área que não recebe investimentos

Ilustração. Foto: Pixabay

O governo brasileiro que leiloar as concessões de operação da rede 5G no Brasil até a metade de 2020, segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações em exercício, Júlio Semeghini. A declaração veio duas semanas após o Planalto lançar uma consulta pública sobre qual estratégia será usada no Brasil para a implementação da tecnologia que, de forma sucinta, aumenta a velocidade da conexão à Internet.

Semeghini afirmou durante um evento em São Paulo que a ideia do Planalto é usar a tecnologia para ajudar as cidades brasileiras a se tornarem “inteligentes”. “O modelo do 5G que vamos colocar tem uma visão nacional do uso do espectro, tem oportunidade das frequências maiores para trabalhos regionais, tanto municipais, quanto regiões metropolitanas, como nos estados. Isso é uma coisa muito importante”, afirmou.

Ele ainda confirmou que o presidente Jair Bolsonaro e sua equipe querem usar o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) como fonte de recursos para o projeto. Segundo ele, o país arrecada R$ 2 bilhões com o fundo, mas não o aplica em nenhum lugar — algo que deve mudar com o 5G. 

No evento que premiou ideias inovadoras das cidades brasileiras, o projeto curitibano, no Paraná, que transformou bibliotecas e lan houses públicas em “espaços maker”, onde são aplicadas metodologias de estímulo à inovação tecnológica, foi o destaque. Um leilão em Curitiba chegou a ser feito em alguns espaços para torná-los públicos.

A rede 5G é a próxima geração da infraestrutura de dados móveis, empregada para garantir a conectividade e o acesso à Internet nas comunicações de equipamentos como smartphones, tablets e modems. Essa infraestrutura comporta um fluxo muito maior de dados e permite que mais aparelhos se conectem e se comuniquem por meio dela. Além disso, os problemas de sinal diminuem sensivelmente e a segurança das informações transmitidas é maior.

A expectativa é de que o 5G seja base para novas aplicações nos mais diversos campos, da coordenação de linhas de montagem em indústrias ao uso de veículos autônomos nas cidades, incluindo soluções nos campos da saúde, agricultura e, é claro, nas comunicações.

A importância do 5G como próxima infraestrutura da web motivou medidas radicais por parte do governo dos Estados Unidos, que barraram a atuação da firma chinesa Huawei, que fabrica componentes para esse tipo de rede. 

Apesar disso, um nome importante da tecnologia mundial, o engenheiro de softwares Nicholas Negroponte, afirmou recentemente que a rede nova não é o grande passo da humanidade no momento. “Ele é só um incremento em relação ao 4G. A grande revolução foi o 3G. Isso não é a fusão nuclear. Se alguém dominar a fusão nuclear, vai mudar as regras do jogo. O 5G não é a ruptura”, disse.

“Além do mais, se olharmos o que a China faz em áreas como o 5G, ela está muito à frente dos EUA”, completou. Segundo relatório da GSA, enquanto na Europa 42% das operadoras de telecomunicações já estão investindo em 5G, na América Latina e Caribe esse percentual é de apenas 8%.



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