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Governo Federal viabiliza retomada do Exército Brasileiro às obras da Fiol

Tarcísio Gomes de Freitas e Jair Bolsonaro sobrevoaram trecho II da ferrovia, no oeste da Bahia

(Foto: Ricardo Botelho/MInfra)
(Foto: Ricardo Botelho/MInfra)

“Nós estamos retomando um trecho que estava parado. O Exército Brasileiro volta às obras ferroviárias depois de 20 anos. Nós não paramos absolutamente nada no momento da pandemia e isso foi muito importante porque mantivemos 1.200 pais de família trabalhando em um momento muito difícil”, afirmou o ministro da infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante visita, nesta sexta-feira (11), às obras de construção de um lote da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), em São Desidério/BA, ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

A visita marcou a assinatura de termo de parceria entre a Valec e o Exército Brasileiro para a construção do lote 6, próximo à Correntina/BA. O 4º Batalhão de Engenharia de Construção, de Barreiras/BA, e o 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari/MG, serão responsáveis pela conclusão do lote de 18 km, entre Bom Jesus da Lapa/BA e São Desidério/BA. A obra completa da FIOL terá aproximadamente 1.527 km e ligará o futuro Porto Sul, em Ilhéus/BA, à cidade de Figueirópolis, em Tocantins, com investimento previsto de R$ 8,9 bilhões.

Durante a agenda, o presidente e o ministro sobrevoaram o trecho onde o Exército vai atuar. Para Bolsonaro, a obra da ferrovia irá gerar emprego e renda para o município de São Desidério, além de trazer grande transformação ao setor ferroviário. “Nós resolvemos investir mais no modal, aproveitando obras que já estavam em andamento. O Brasil ganha. Nós temos tudo para revolucionar o meio de transporte do Brasil, no caso o ferroviário, um dos mais importantes para o país”, comemorou Bolsonaro.

FIOL – As obras da FIOL estão divididas em dois segmentos: FIOL 1, entre lhéus/BA e Caetité/BA, e FIOL 2, entre Caetité/BA e Barreiras/BA. Executada pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias S.A, empresa pública vinculada ao Ministério da Infraestrutura, a obra vai reduzir os custos de transporte de grãos, álcool e minérios destinados ao mercado externo. O município de São Desidério, por exemplo, é considerado o maior produtor de grãos do país – em 2019, o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola da cidade chegou a R$ 3,63 bilhões, novo recorde para o agronegócio baiano.

A FIOL 1, com 537,2 km, deverá ser concedida à iniciativa privada ainda em 2020. O processo está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Já a FIOL 2, com 485,4 km de extensão, conta com investimento de R$ 2,7 bilhões e encontra-se com 39% das obras executadas. Quando pronta, a ferrovia deve se tornar um importante caminho de escoamento do minério do sudoeste da Bahia (Caetité e Tanhaçu) e de grãos da região oeste do estado. Futuramente, a FIOL deverá se conectar à malha da Ferrovia Norte-Sul (FNS), o que trará vantagens competitivas e melhorias para logística nacional.

BENEFÍCIOS – Além de gerar 1.200 empregos, entre os benefícios esperados com a ferrovia, estão a redução dos custos de transporte de grãos, álcool e minérios destinados aos mercados interno e externo; a ampliação da produção agroindustrial da região; e a interligação dos estados de Tocantins, Maranhão, Goiás e Bahia aos portos de Ilhéus/BA e Itaqui/MA.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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