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Brasil foi o quinto país com maior proporção de vítimas de phishing após pandemia

Relatório da Kaspersky mostra que um a cada oito brasileiros sofreram tentativas de ataque entre abril e junho

(Foto: Divulgação)

Os brasileiros foram um dos principais alvos de phishing do mundo durante os primeiros meses da pandemia. De acordo com o novo relatório Spam and Phishing , publicado pela Kaspersky , cerca de um a cada oito usuários de internet do País (12,9%) acessaram, de abril a junho deste ano, ao menos um link que direcionava a páginas maliciosas. O índice está bem acima da média mundial – que foi de 8,26%, no mesmo período – e coloca o Brasil como o quinto país com maior proporção de usuários atacados (ver lista abaixo).

Segundo os especialistas da Kaspersky, os ataques no Brasil se destacaram pelo uso massivo de fake news relacionadas a programas de auxílio social, tirando proveito dos burburinhos causados pela irrupção da pandemia. Um exemplo citado pelo relatório mostra um e-mail com a falsa informação de que o governo havia suspendido os pagamentos de contas de energia. O golpe trazia um link pelo qual o usuário era convidado a fazer um cadastro caso quisesse ter acesso ao benefício, como mostra a imagem abaixo.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Os pesquisadores observaram que, embora o link parecesse apontar para um site do governo, o endereço do remetente do e-mail não aparentava ser oficial. Segundo eles, caso o destinatário não percebesse o golpe e clicasse no link, o Trojan loader Sneaky (também identificado como Trojan-Downloader.OLE2.Sneaky.gen) seria instalado no computador e, em seguida, baixaria e executaria outro trojan .

O analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, Fabio Assolini, conta que os primeiros meses de confinamento no País estimularam os cibercriminosos a intensificar os envios de phishing, especialmente por meio de aplicativos de celulares. Um outro levantamento feito pela empresa de cibersegurança mostrou que, em março, abril e maio, os ataques contra aparelhos móveis mais que dobraram em comparação ao período pré-pandemia. Enquanto em fevereiro, quando se deu a confirmação do primeiro caso de covid-19 no Brasil, a média local de tentativas de ataque de phishing contra celulares era de 10 por minuto; nos três meses seguintes, o índice saltou para mais de 23 tentativas por minuto.

Porém, em junho, a média voltou para o patamar anterior a março, o que, segundo Assolini, reforça o quanto os hackers abusaram da desinformação coletiva do momento para disseminar ainda mais os ataques: “O cibercrime brasileiro é reconhecido mundialmente pela sua habilidade na construção e execução dos golpes. Logo que começaram a circular as informações sobre a chegada da doença no País, também surgiram os primeiros golpes vinculados ao tema, oferecendo máscaras e álcool gel como iscas. Com o início do isolamento, a situação só piorou, tanto que os ataques de phishing contra dispositivos móveis aumentaram 124% apenas em março e a escala se manteve neste nível até o início de junho”, explica o analista da Kaspersky.

Assolini acrescenta ainda que a queda no fim do segundo trimestre pode ser atribuída a uma migração dos ataques: “Com o lançamento das ferramentas de auxílio governamental, os hackers tiraram o foco dos ataques de phishing e voltaram os seus esforços para o roubo de identidade para o cadastramento nesses programas, e, assim, receber o benefício em nome da vítima”, completa.

A íntegra do relatório (em inglês) está disponível neste link.

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Confira a relação dos dez países com maior proporção de usuários vítimas de tentativas de ataques de phishing, de abril a junho:

• Venezuela: 17.56%
• Portugal: 13.51%
• Tunísia: 13.12%
• França: 13.08%
• Brasil: 12.91%
• Catar: 11.94%
• Bahrein: 11.88%
• Guadalupe: 11.73%
• Bélgica: 11.56%
• Martinica: 11.34%

Para se proteger dos ataques de phishing, a Kaspersky recomenda as seguintes medidas de segurança:

• Suspeite sempre de links recebidos por e-mails, SMSs ou mensagens de WhatsApp, principalmente quando o endereço parece suspeito ou estranho;
• Sempre verifique o endereço do site para onde foi redirecionado, o endereço do link e o e-mail do remetente para garantir que são genuínos antes de clicar neles, além de verificar se o nome do link na mensagem não aponta para outro hyperlink;
• Verifique se a notícia é verdadeira acessando o site oficial da empresa ou organização – ou os perfis nas redes sociais;
• Se não tiver certeza de que o site da empresa é real e seguro, não insira informações pessoais;
• Use soluções de segurança confiáveis, como o Kaspersky Security Cloud, para ter uma proteção em tempo real para quaisquer tipos de ameaças.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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(Imagem ilustrativa/Freepik)

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