(Imagem ilustrativa/Freepik)
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Quando o assunto é saúde do corpo feminino, existem alguns temas que causam espanto nas mulheres, e o prolapso genital é um deles. A condição, popularmente chamada de bexiga caída ou bexiga baixa, acontece devido à fragilidade dos músculos que formam o assoalho pélvico.

Embora muitas mulheres frequentem consultórios de ginecologia regularmente e se mostrem interessadas a assuntos relacionados a saúde, essa doença ainda é desconhecida por algumas pacientes, principalmente no que diz respeito a suas causas e sintomas.

A conscientização e o conhecimento sobre o prolapso genital têm um viés importante, uma vez que a doença pode causar impactos significativos na vida social, profissional, sexual e psicológica da mulher.

O que é o prolapso genital?

Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), o prolapso genital ou prolapso vaginal é o deslocamento de órgãos do trato urinário feminino, como útero, bexiga, reto, intestino e uretra, por causa da fragilidade dos músculos que constituem o assoalho pélvico.

Os prolapsos recebem denominações diferentes dependendo do local em que o episódio ocorre, podendo ser cistocele para deslocamento da bexiga, uretrocele para uretra, uterino para útero, eritrocele para vagina, enterocele para intestino e retocele para o reto.

De acordo com a Febrasgo, a condição pode afetar mulheres de qualquer idade, mas tem seu pico de incidência em pessoas entre 70 e 79 anos. O prolapso genital é dividido em quatro graus diferentes, sendo o 1 o mais baixo e o 4, o mais severo.

No primeiro estágio da doença, os sintomas e o deslocamento do órgão podem não ser perceptíveis para as mulheres. A partir do segundo grau, já é possível observar a irregularidade pela vagina. No grau 3, a paciente apresenta a sensação de peso na região íntima, podendo ver ou não o órgão deslocado. No último estágio, o deslocamento se torna maior e fica visível na parte externa.

Conheça as causas e sintomas do prolapso genital

Como mencionado anteriormente, o prolapso genital ocorre devido ao enfraquecimento dos músculos da pelve. Essa flacidez pode acontecer por diferentes fatores que, segundo a Febrasgo, podem favorecer o surgimento dessa condição.

Conforme o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e Adolescente Fernandes Figueira (IFF), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e do Ministério da Saúde (MS), a perda da musculatura durante o processo de envelhecimento pode ser um dos fatores que causam o prolapso genital. Além disso, o parto normal e a obesidade também são causas citadas pelo instituto.

A Febrasgo aponta ainda que o aumento da pressão intra-abdominal, causado por doenças como constipação e condições genéticas que afetem o colágeno ou elastina, também pode causar o surgimento do prolapso. Além disso, o órgão aponta que a predisposição genética pode ter relação com casos da doença.

Os sintomas do prolapso estão relacionados com o grau do deslocamento do órgão em questão. A Febrasgo aponta que a sensação de peso na pelve é a queixa mais recorrente entre as pacientes, mas, em alguns casos, é possível notar dor na região, corrimento vaginal, incômodo durante a relação sexual e dificuldade para evacuar.

Prolapso genital tem opções de tratamentos eficazes

Segundo a Febrasgo e o IFF, existem diversas opções de tratamentos disponíveis e a escolha do método mais eficaz parte do médico, após avaliar o quadro da paciente. Em alguns casos, o tratamento conservador consegue sanar os problemas e devolver a qualidade de vida da mulher que sofre com o prolapso genital.

De acordo com a Febrasgo, nesse método as pacientes utilizam pessários vaginais, dispositivos de borracha ou silicone inseridos na vagina para oferecer suporte estrutural no assoalho pélvico. Para isso, é recomendado um preparo prévio da mucosa vaginal, com cremes à base de estrogênio, em mulheres na pós-menopausa e após a introdução do objeto.

Segundo a federação, o uso dos pessários apresenta resultados satisfatórios e devolve a qualidade de vida das usuárias. No entanto, antes de recomendar o item, os médicos devem identificar a presença de fatores de risco para o insucesso da inserção, como obesidade, cirurgia reconstrutiva pélvica prévia e prolapso avançado. Cabe ressaltar que algumas pacientes abandonam o uso do objeto por sentirem dores locais, desconforto e retenção urinária.

Há também a indicação de fisioterapia como modelo de tratamento para a doença. Esse método é indicado para pacientes com prolapsos nos dois primeiros estágios e, segundo a Frebasgo, consegue reduzir anatomicamente a condição, melhorando a função muscular do assoalho pélvico.

Por fim, existem as cirurgias para corrigir os defeitos diagnosticados na pelve. A federação aponta que, durante o procedimento, os cirurgiões realizam a reconstrução dos tecidos, utilizando o tecido da própria paciente ou telas sintéticas.

Para evitar a doença, muitos médicos indicam a mudança do estilo de vida, com alimentação saudável, inclusão de exercícios físicos que fortalecem a pelve e diminuição do cigarro.

*Conteúdo colaborativo de Experta Media

Aurora

Colaboradora do Folha Geral - cada publicação é de responsabilidade da autora