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Câncer de colo de útero: Brasil assume compromisso para erradicação

O câncer do colo do útero, ou câncer cervical, é a 4ª causa mais frequente de morte por câncer em mulheres no Brasil

(Imagem ilustrativa/Freepik)

No fim de 2020, o Ministério da Saúde participou do lançamento da estratégia global da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar a eliminação do câncer de colo do útero. O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV – e é a 4ª causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.

Na oportunidade em questão, o país assumiu o compromisso de erradicar a doença com medidas de vacinação, de rastreamento e tratamento oncológico. O evento foi promovido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). De acordo com Antônio Braga, diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, “o governo brasileiro assume publicamente, junto à OMS e à OPAS, o compromisso de erradicar o câncer de colo de útero nas mulheres brasileiras”.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Entendendo o câncer de colo de útero

A infecção genital pelo HPV é muito frequente e, na maioria das vezes, não manifesta a doença. Entretanto, em alguns casos, há a ocorrência de alterações celulares que podem evoluir para o câncer. Assim, como em outros tipos de câncer, a detecção precoce é a melhor estratégia para ampliar as chances de tratamento.

Atualmente, o único exame capaz de detectar o câncer do colo do útero é o preventivo do câncer do colo do útero, ou popularmente, Papanicolau. De fato, é o procedimento mais efetivo para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico precoce da doença.

Esse exame pode ser realizado em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. A periodicidade do Papanicolau permite a identificação do vírus, a redução de ocorrências e a queda no número de mortalidade pela doença.

Estratégia de erradicação

De acordo com o diretor Braga, o Ministério da Saúde irá atuar lado a lado das instituições brasileiras, em especial do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para identificar a melhor forma de aplicar a estratégia da OMS para erradicar a enfermidade entre as mulheres brasileiras. A estratégia global da OMS tem três grandes metas:

  • 90% de cobertura da vacinação contra o HPV em meninas antes dos 15 anos;
  • 70% de cobertura com teste de HPV entre mulheres de 35 a 45 anos;
  • 90% de cobertura de tratamento.

Segundo a diretora-geral do Inca, Ana Cristina Pinho, o governo brasileiro tem medidas para cada uma das metas da OMS. “Na cobertura de vacinação, temos a introdução da vacina no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas e o sistema de registro individual para monitoramento das doses das meninas”, destacou.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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