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Como driblar fome emocional provocada pela ansiedade em tempos de pandemia

Confira algumas dicas dadas por nutricionistas que ajudam a conter a vontade de descontar os anseios na comida

(Imagem ilustrativa/Freepik)

A pandemia do novo coronavírus e o isolamento social estabelecido pelos órgãos responsáveis e autoridades causou transtornos para muita gente, principalmente para aqueles que tinham uma vida mais agitada e passavam a maior parte do tempo fora de casa. 

Além do transtorno financeiro que muitos enfrentaram por terem seus setores afetados, muitos tiveram de lidar com a ansiedade acerca de uma falta de resposta e de previsão de normalidade, preocupação com a saúde própria e de amigos e familiares. Assim, muitos acabam descontando todas as frustrações e anseios na comida. É o que especialistas chamam de fome emocional.

A fome emocional nada mais é do que a vontade de comer para suprir um vazio que não é fome. Como a maioria das fontes de prazer nos foram tiradas subitamente, como sair, encontrar amigos, familiares, ir a festas, a shows e praticar esportes, o corpo tenta obter dopamina, neurotransmissor que traz sensação de prazer, de outra forma.

“Como estamos impedidos de sair de casa para viajar, divertir, socializar, encontramos nos alimentos essas válvulas de escape. É aí que mora o risco. Isso porque, quando as pessoas comem sem saber o porquê e sem fome, normalmente não o fazem com qualidade. Recorrem a pratos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura”, explica a nutricionista Gisele Magalhães. “Eles acabam funcionando como uma compensação, uma forma de suprir os hábitos gostosos que tínhamos na vida normal, antes da pandemia”, completa. 

Entretanto, existem formas de reverter esse quadro ou pelo menos diminuir a frequência com que isso acontece. “Se você está com vontade de comer algo que nem sabe o que é, pare, tente fazer algo que lhe seja prazeroso em casa. Se a vontade estiver atrelada à fome, mesmo, prefira cozinhar, mas evite pedir. O cozinhar, inclusive, pode até ser terapêutico, pois, além de fazer, você vai comer algo mais saudável, caseiro, natural, cuja procedência é conhecida”, alerta Gisele.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

A seguir listamos algumas dicas que podem ajudar a conter a fome emocional. Confira!

  1. Identifique a causa do problema: medo de contrair o vírus, de perder o emprego, problemas financeiros, amorosos, familiares ou falta de respostas.
  1. Escreva, em um diário, tudo o que comer durante o dia e o motivo pelo qual se alimentou. Se foi fome, ansiedade ou compulsão. Assim, fica mais fácil perceber um padrão de quando você se alimenta por fome emocional e corrigi-lo.
  1. Tente praticar atividades que você gosta ou até mesmo descobrir um novo hobby. Leia, dance, jogue videogame, jogos online ou de tabuleiro, cante, pratique yoga ou meditação, por exemplo. Fazer o que você ama traz a sensação de prazer e felicidade ao liberar dopamina.
  1. Evite comprar alimentos industrializados, ricos em açúcares e carboidratos e ultraprocessados. Eventualmente, você sentirá vontade de comer, mas pensará duas vezes por não ter facilmente ao seu alcance.
  1. Comece uma reeducação alimentar. Escolha alimentos ricos em fibras e nutrientes, integrais, que ajudam na saciedade e diminuem a vontade de comer. Procure um profissional formado na faculdade de Nutrição para obter melhores resultados e saber o que é mais adequado às suas necessidades. 

Seguindo essas dicas, com o tempo, seu corpo retorna a um estado de equilíbrio, liberando neurotransmissores de forma regular e diminuindo a fome emocional e compulsiva. 

*Conteúdo colaborativo para o Folha Geral

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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