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Fibromialgia: entenda a síndrome que causa dor crônica e atinge 3% da população brasileira

Sem aparecer em exames laboratoriais, diagnóstico é feito a partir da descrição das dores e do período que elas duram

(Imagem ilustrativa/Freepik)

Quadros de dores difusas por todo o corpo, sensação de fadiga constante e alterações no sono e humor são os sintomas mais comuns da fibromialgia – dor crônica que afeta cerca de 3% da população brasileira, de acordo com a SBED (Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor). A doença é silenciosa e não aparece em exames laboratoriais. Por isso, há a possibilidade de que ainda mais pessoas sofram desse mal sem ter diagnóstico.

Cada indivíduo sente incômodos e dores de formas diferentes, mas quem sofre de fibromialgia apresenta uma desregulação no sistema nervoso que a torna mais sensível e faz com que contatos mínimos, como abraços ou o peso do corpo sobe a cama, sejam dolorosos.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Apesar de não ter cura, a doença pode ser tratada e seus sintomas, amenizados. Depois do diagnóstico, que geralmente é obtido a partir da análise da descrição das dores e do período pelo qual elas persistem, já que os quadros de  fibromialgia costumam persistir por mais de dois meses, a principal forma de obter melhora é adquirir o hábito de praticar exercícios físicos.

Isso porque atividades, tanto aeróbicas, quanto de resistência – nas quais utiliza-se peso –, liberam no organismo substâncias que funcionam como analgésicos naturais, como a endorfina, conhecida como hormônio do prazer. Uma opção muito aderida é a movimentação orientada por um profissional formado na faculdade de Fisioterapia, como massagens, alongamentos e hidroterapia. Essas práticas, aliadas ao controle do estresse, contribuem para a melhora do sono e, consequentemente, reduzem a sensação de cansaço durante o dia. 

Além disso, há a possibilidade de introduzir na terapia medicamentos prescritos pelo médico e específicos para cada indivíduo. Junto com qualquer estratégia de tratamento, o apoio familiar é essencial, já que muitos pacientes sofrem ainda com a descrença dos que convivem com ele, que, por conta da falta de informações sobre a doença, duvidam da legitimidade da condição e compreendem os quadros como preguiça ou exagero.

Dados da SBED apontam que, atualmente, 37% da população do Brasil convive com algum tipo de dor crônica, e a fibromialgia representa mais de 10% desses diagnósticos. Isto é, são cerca de 3% dos brasileiros, sendo 40,8% destes do sexo feminino e pertencentes à faixa etária dos 35 aos 44 anos de idade.

Na Europa, a doença é ainda mais comum. Há países que chegam a ter 10,55% de afetados e a divisão entre os sexos segue o mesmo padrão, com as mulheres como maioria.  De acordo com o Sistema Nacional de Saúde do Reino Unido, elas têm sete vezes mais chances de desenvolver a síndrome do que os homens. 

Da Redação, com colaboração*

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