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Vivadança Festival Internacional dilui as fronteiras entre as artes em sua identidade visual

Com destaque para a criação de artistas visuais mulheres de grande expressão nos últimos anos, o projeto promove um diálogo fluido e coletivo entre linguagens

Arte de Vânia Medeiros
Arte de Vânia Medeiros. Foto: João Milet Meirelles

Depois de Andrea May, Rebeca Matta e Lia Cunha, este ano quem imprime sua arte na marca do festival é Vânia Medeiros (mestre em Arquitetura pela USP) que desenvolve uma pesquisa sobre cartografia e as representações da arquitetura e do espaço urbano na arte e em processos de criação, em colaboração com o público. Seu trabalho se materializa em diversos formatos, especialmente em livros, instalações e intervenções urbanas que ganham o mundo em residências, exposições, festivais e projetos realizados no Brasil, Equador, Alemanha, Argentina, entre outros países.

“Minha concepção para a criação do discurso visual do VIVADANÇA este ano partiu da ideia de tentar representar a dança como cartografia através de uma pintura que começa no corpo das bailarinas e se desdobra em intervenções digitais. O gesto ecoa e cria linhas de força que vão além, tomam o espaço e o transformam. A interação entre as artes visuais e a dança tem uma potência política muito grande, porque foge à fragmentação funcionalista das artes, que é artificial e limitadora. Os discursos têm muito a se fortalecer quando derrubam-se barreiras entre linguagens”, define Vânia Medeiros.

Nesse processo de criação coletiva, no qual se dá o diálogo com a fotografia de João Milet Meirelles e as intervenções do designer Pedro Gaudenz, convergem harmoniosamente a performance de Clara Boa Sorte e Carolina Miranda o discurso poético, político e imagético da diversidade feminina – forte, sensível, atuante, transformadora…

“Compartilhar e dar visibilidade aos trabalhos femininos através de uma artista que dilui fronteiras e reafirma a nossa identidade brasileira e latina é de suma importância nesse momento politico que vivemos. Especialmente nessa edição, teremos, como ação inédita, o lançamento de uma mostra com artistas iberoamericanos, o trabalho de Vânia soma de forma preciosa às nossas expectativas”, observa a curadora, diretora e coreógrafa Cristina Castro.

O VIVADANÇA Festival Internacional tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia. É uma realização da Baobá Produções Artísticas.

VIVADANÇA Festival Internacional – 12ª Edição
Cristina Castro – Direção Geral
Bergson Nunes – Coordenação de Produção
Rafael Matos – Coordenação Administrativa

Sobre Vãnia Medeiros – artista visual e educadora

Foi criada em Salvador, mas atualmente reside em São Paulo. Investiga o desenho como forma de expressão em diversos suportes e formatos. Seu trabalho realiza-se através de ações/performances e processos colaborativos, ganhando materialidade na forma de livros, exposições, instalações e intervenções urbanas.

Artista visual e educadora. Mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) com o trabalho “Cidade Passo – Conversações entre arte, design e etnografia”, desenvolvido com apoio da FAPESP (2017). Pós-graduada em Linguagens Artísticas Combinadas pelo Instituto Universitário Nacional del Arte (IUNA), em Buenos Aires, Argentina (2008). Graduada em Comunicação Social pela UFBA (2007). Sua pesquisa artística está ligada à cartografia e às representações da arquitetura e do espaço urbano na arte, bem como em processos de criação em colaboração com o público.

Arte de Vânia Medeiros
Arte de Vânia Medeiros. Foto: João Milet Meirelles
Arte de Vânia Medeiros
Arte de Vânia Medeiros. Foto: João Milet Meirelles
Arte de Vânia Medeiros
Arte de Vânia Medeiros. Foto: João Milet Meirelles

Design de Pedro Gaudenz


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Da Folha Geral, em Salvador*

*Com colaboração de (agência, assessoria ou especialista)

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