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Estudantes criam receitas com jatobá e valorizam a agricultura familiar na zona rural de Barreiras

A partir de pesquisas, estudantes criam receitas nutritivas a partir fruto regional abundante, rico em nutrientes mas, muitas vezes, desprezado

Pérola do cerrado. Foto: Divulgação
Estudantes criam receitas com jatobá e valorizam a agricultura familiar na zona rural de Barreiras
Pérola do cerrado. Foto: Divulgação

Os alunos do 3º ano do Ensino Médio do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) da Bacia do Rio Grande, em Barreiras (BA), tinham um desafio: tornar o jatobá, fruto de alto valor nutritivo e abundante na região do cerrado – mas frequentemente desprezado – uma opção atraente de alimentação à população rural. A solução foi usar a criatividade para desenvolver um produto que pudesse ser usado em receitas do dia a dia das famílias e ensinar as pessoas a prepará-las. Assim nasceu o projeto “Pérola do cerrado: o estudante na comunidade”, um dos finalistas da edição 2017 do Desafio Criativos da Escola.

Estudantes criam receitas com jatobá e valorizam a agricultura familiar na zona rural de Barreiras
Pérola do cerrado. Foto: Divulgação

Embora abundante e conhecido na região por seus possíveis usos culinários e medicinais, o fruto do jatobá era pouco consumido por apresentar um cheiro forte sendo, muitas vezes, até desperdiçado. Essa realidade mudou em 2016 quando os alunos pesquisaram sobre suas potencialidades nutritivas, e descobriram que o jatobá que é mais rico em potássio do que a banana e, mais em rico em cálcio do que o leite, por exemplo. Então, para valorizar esse alimento, os jovens produziram uma farinha a partir dessa polpa e, como alternativa para tornar o fruto mais agradável ao olfato, misturaram um pouco de essência de baunilha. A partir daí, os alunos elaboraram receitas de diversos quitutes, como empadas e brigadeiros.

Estudantes criam receitas com jatobá e valorizam a agricultura familiar na zona rural de Barreiras
Pérola do cerrado. Foto: Divulgação

O sucesso foi tão grande que as criações gastronômicas foram apresentadas na feira de ciências da CETEP, evento aberto à comunidade. Além da valorização culinária regional, o projeto incentivou a agricultura familiar de subsistência, já que o jatobá passou a compor a alimentação de muitos moradores da comunidade. Agora, o intuito dos alunos é compartilhar esse conhecimento à população através da disciplina de Extensão Rural, responsável pela difusão das inovações, tecnologias e conhecimento produzidos na escola.

Confira, abaixo, a dica de receita da “empada com farinha de jatobá”.

Ingredientes:

  • 3 xícaras de farinha de jatobá (com essência de baunilha)
  • 250g margarina ou manteiga

  • 2 gemas de ovo

  • 1 colher (café) de sal

  • 1 colher (café) de fermento em pó

Recheio (a gosto):

  • Frango desfiado
  • 1 gema de ovo para pincelar

  • Modo de preparo:

    Numa tigela, coloque a farinha de jatobá preparada com a essência, a manteiga, a gema de ovo, o sal e o fermento. Amasse até formar uma massa quebradiça. Enquanto a massa descansa, pré-aqueça o forno em temperatura média. Forre o fundo e as laterais das forminhas, sem precisar untar. Recheie a gosto. Feche com a massa e pincele com a gema de ovo. Dica: Cuidado com o tempo de assar para que não queime. Olhar de 5 em 5 minutos.

    Desafio 2018: inscrições abertas!

    Projetos protagonizados por crianças e jovens que estejam transformando a escola ou a comunidade já podem ser inscritos na 4ª edição do Desafio Criativos da Escola. Tanto estudantes quanto educadores podem enviar suas ações até o dia 1º de outubro de 2018. Em 2017, a premiação recebeu 1492 projetos de todas as regiões do Brasil. É possível conhecer os projetos das edições anteriores do Desafio nas redes sociais do programa e em seu site, que possui, entre outras coisas, textos, vídeos e reflexões que podem contribuir com a prática pedagógica dentro e fora da sala de aula.

    Sobre o Instituto Alana

    Instituto Alana é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que aposta em programas que buscam a garantia de condições para a vivência plena da infância. Criado em 1994, é mantido pelos rendimentos de um fundo patrimonial desde 2013. Tem como missão “honrar a criança”.





    Por Da Redação*

    *Matéria feita pela Redação com informações de assessoria, jornalista parceiro, colaborador ou com informações de outras fontes.

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