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Aiba participa de encontro com presidenciáveis

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Lideranças do agronegócio se reuniram na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para ouvir as propostas dos três principais candidatos à Presidência da República. Um documento com as reivindicações do setor foi entregue a cada um deles. O presidente da Aiba, Júlio Cézar Busato, e o vice-presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen, participaram do evento a convite do presidente da CNA, João Martins.

Cerca de 700 pessoas, entre representantes de associações e cooperativas da Agricultura e Pecuária do Brasil, acompanharam a apresentação dos candidatos Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). Cada um teve uma hora para falar e responder a três perguntas feitas pelo setor rural.

Cada candidato recebeu da CNA o documento “O Que Esperamos do Próximo Presidente 2015/2018”. Ao todo, 68 páginas foram elaboradas com propostas de 11 entidades rurais. O documento divide as reivindicações em sete temas: política agrícola, competitividade, relações do trabalho, segurança jurídica, meio ambiente, educação e assistência técnica.

“O agronegócio cresceu demais e a logística não acompanhou. Então, se nós somos muito eficientes da porteira para dentro, nós gastamos e perdemos muito da porteira para fora. Nós temos estradas deficientes, um sistema de transporte ferroviário como tem os países produtores, os nossos portos deixam muito a desejar, são caros e onerosos. Então, o que nós precisamos é adequar a nossa infraestrutura, nossa logística à modernidade do nosso agro para sermos mais competitivos”, explica João Martins da Silva Júnior, presidente da CNA.

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SEGURO AGRÍCOLA

Eduardo Campos – “As políticas de renda são um toque fundamental para o setor. É preciso articular o crédito, seguro e preços mínimos. O crédito precisa se modernizar, andar casado com o seguro. O preço mínimo tem que ser menos político e mais técnico. Não pode ser na pressão das horas de maior dificuldade”, disse o candidato, comprometendo-se também a fortalecer o papel do cooperativismo neste sistema.

Aécio Neves – Disse que “é possível” ampliar, em quatro anos, a área coberta com seguro rural no país para até 60% do total. “Apenas 9% da área plantada, no Brasil, tem seguro. É a única potência agrícola que não teve a capacidade de avançar neste tema”, disse.

Dilma Rousseff – Destacou o crescimento da subvenção ao prêmio do seguro rural nos últimos anos, do aumento do crédito que, no atual plano safra chegou a R$ 156 bilhões, e a redução dos juros nas operações. Mencionou também o financiamento para a pecuária de corte, além de subsídios para máquinas e equipamentos.

LOGÍSTICA

Eduardo Campos – Defendeu investimentos em diversos modais de transportes, enfatizando hidrovias e ferrovias, com regras claras para atração de investimentos. “Hidrovia é caminho, tudo deve ser feito respeitando estudos de engenharia, impactos ambientais e econômicos. O Brasil tem um plano nacional de logística. Tem assuntos que não devem dividir partidos, facções. O plano de logística não deve dividir” .

Aécio Neves – “Vamos buscar PPP (Parceria Público-Privada) onde for possível e, se não for possível vamos às concessões. Gerar tranquilidade é fundamental”.

Dilma Rousseff – “A integração dos modais é estratégica e vem sendo feita em parceria do público com o privado, mas ainda é preciso mais investimentos. Quanto menores os custos, o acesso aos mercados se torna mais favorecido para nós”.

COMÉRCIO EXTERIOR

Eduardo Campos – “O comércio exterior precisa desse ativismo objetivo, integrando esforço das entidades e do governo.” Um desses esforços, segundo ele, é o fortalecimento do sistema de defesa sanitária, com maior impacto na produtividade e atuação contra as barreiras impostas por outros países a produtos brasileiros.

Aécio Neves – defendeu uma atuação mais “pragmática”. Para ele, nos últimos anos, o “alinhamento ideológico” impede que sejam aproveitadas oportunidades no mercado externo. O tucano defendeu também a flexibilização de regras do Mercosul. “A relação com o mundo tem que ser madura, respeitável. Vamos abrir nossa economia e ao mesmo tempo o estado tem que dar competitividade a quem produz aqui.”

Dilma Rousseff – Defendendo uma postura mais “aguerrida” do Brasil na conquista de novos mercados, Dilma disse que a proposta do Mercosul para um acordo comercial com a União Europeia está pronta para ser apresentada. No entanto, disse ela, há certa resistência de alguns grupos do bloco, que associam a crise enfrentada na região aos acordos comerciais. (Com informações da revista Globo Rural)

Ascom Aiba


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Da Folha Geral, em Salvador*

*Com colaboração de (agência, assessoria ou especialista)







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