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Verão e os cuidados com a rede coletora de esgoto

Grande parte das obstruções da rede de esgoto é ocasionada por mau uso do equipamento com areia, pedra, buchas e lixo

(Foto: Divulgação)

O verão é caracterizado, principalmente, pelas altas temperaturas e um elevado índice pluviométrico. Nessa estação, são comuns as mudanças repentinas do tempo: um dia claro e ensolarado rapidamente se transforma em nublado, com a precipitação de chuvas rápidas e intensas conhecidas como chuvas de verão. Quando essa chuva chega, geralmente alaga os locais onde a rede de drenagem está obstruída ou ainda não têm estrutura de drenagem pluvial apesar de terem sido ocupados por imóveis. Nesses locais, os moradores buscando se livrar dos alagamentos costumam retirar irregularmente a tampa do poço de visita da rede pública coletora de esgoto para escoar a chuva. 

De acordo com César Requião, superintendente de serviços de água e esgotamento sanitário da região metropolitana de Salvador, o lançamento indevido das águas de chuva na rede de esgoto provoca obstruções, extravasamentos e até o retorno de esgoto ao domicílio. “A rede de esgoto não é dimensionada para receber o grande volume das águas pluviais. Retirar a tampa de um poço de visita durante a inundação de uma rua só vai piorar a situação, pois o esgoto fatalmente transbordará, trazendo grandes riscos à saúde da população”, explica. 

De janeiro a novembro deste ano, foram executadas mais de 17.600 solicitações de desobstruções da rede coletora de esgoto em Salvador por entupimento ocasionado por areia, pedras, buchas (emaranhados de fibras) e, principalmente, lixo. O lixo representa mais de 50% das dessas desobstruções e sua presença deve-se ao mau uso das redes interna (dentro do imóvel) e pública de esgoto. 

Verão

O esgoto dos imóveis residenciais e comerciais, por lei, devem estar ligados na rede pública coletora de esgoto, quando essa infraestrutura está em funcionamento, assim como devem direcionar corretamente a água de chuva da calha dos telhados e pátios para a rede pública de drenagem. Quando não há rede coletora de esgoto em funcionamento, o responsável pelo imóvel deve instalar uma solução domiciliar, como uma fossa séptica ou estação de tratamento domiciliar para a destinação correta do esgoto. Esse é um dos pontos trazidos pela Embasa em sua tradicional campanha de verão deste ano, intitulada “Você precisa do verão. O verão precisa de você”. 

Nesse sentido, já dá para notar que os dois equipamentos têm funções bem definidas. Identificar as diferenças entre rede de esgoto e rede de drenagem pluvial é fundamental para garantir qualidade ambiental e saúde pública. 

De responsabilidade da Embasa, o sistema de esgotamento sanitário coleta a água que é descartada pelos imóveis, seja no banho, na limpeza de roupas, de louças ou na descarga do vaso sanitário, dando-lhes destinação adequada após tratamento. Já a rede de drenagem pluvial, cuja manutenção é de responsabilidade das prefeituras municipais, permite o escoamento das águas das chuvas que, após captadas por meio de galerias, são lançadas no mar, rios ou lagoas. 

As diferenças entre uma rede e outra podem ser facilmente identificadas pela população. As conhecidas bocas de lobo, por exemplo, pertencem à rede de drenagem pluvial, têm formato retangular e situam-se sempre paralelas aos calçamentos de ruas. Os poços de visita (PVs) da rede de drenagem localizam-se no centro das ruas, enquanto os PVs da rede de esgoto ficam mais próximos ao calçamento e possuem a inscrição da Embasa. Observar a tubulação é outra forma de distinguir as duas redes: o material das redes de esgoto é sempre o PVC, enquanto as redes de drenagem são feitas, em sua maioria, de manilhas de concreto. Além disso, o diâmetro das tubulações de drenagem é sempre maior. 

Uso correto

Para garantir o bom funcionamento da rede de esgoto é importante observar algumas regras, como não jogar lixo no vaso sanitário ou nas caixas de inspeção da rede pública de esgoto (resto de comida, papel, absorventes, preservativos, cabelo, plástico, etc); limpar periodicamente a caixa de gordura da rede interna de esgoto do imóvel; não fazer ligação na rede de esgoto para escoar água de chuva; não descartar óleo de cozinha nem borra de café na pia, pois esses materiais entopem a rede e poluem o meio ambiente. 

Já a respeito da ligação do imóvel à rede coletora, o proprietário ou morador é obrigado, pela lei estadual nº 7.307/98 e decreto estadual nº 7.765/2000, a fazer a ligação, onde a rede estiver disponível. Se o imóvel não estiver interligado à rede pública coletora de esgoto, a Embasa comunica a irregularidade aos órgãos ambientais competentes para autuação e aplicação das penalidades previstas em lei.

Saiba mais: Consumo consciente de água

(Foto: Divulgação)
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(Foto: Divulgação)

*Conteúdo colaborativo da Embasa

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