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Saiba como funciona a mente de um dependente químico

Reconhecida pela OMS como uma doença incurável, progressiva e crônica, a dependência química é passível de tratamento em clínica de reabilitação

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Não há como negar que a dependência química é, de fato, uma realidade que atinge diversas famílias ao redor do mundo. Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença incurável, progressiva e crônica, no entanto, a dependência química é passível de tratamento em clínica de reabilitação.

A doença consiste no abuso de uma ou mais substâncias psicoativas, ou seja, que agem diretamente no cérebro causando alteração no comportamento do indivíduo. Com o agravamento dos sintomas, a dependência química é visível através de mudanças de atitude, na rotina e nos pensamentos do próprio dependente.

Para entender como a doença age na pessoa, é preciso saber como funciona a mente de um dependente químico e suas principais características.

Um dependente químico não consegue esconder a inquietação

O abuso de múltiplas drogas ou substâncias psicoativas altera a forma como funciona a mente de um dependente químico, devido aos efeitos que tais substâncias causam no cérebro.

Por tal razão, é difícil esconder a inquietação após um período sem o consumo da droga, causado pelos impulsos recorrentes para voltar a fazer uso dela. Isso ocorre porque, à medida que o tempo passa, o corpo entra num estado de pré-abstinência.

O aumento da abstinência leva a uma piora no quadro de inquietação do dependente, de modo que esse pode tomar atitudes desesperadas para voltar a usar a droga — tornando-o um perigo a si próprio e às pessoas ao redor.

A irritabilidade de um dependente químico

Uma das maiores dúvidas sobre a dependência é a forma como as substâncias causam a irritabilidade do dependente. Coisas pequenas e fúteis podem gerar grandes conflitos, levando até mesmo a brigas físicas.

A alteração comportamental em dependentes químicos atinge até mesmo pessoas consideradas calmas e tranquilas. O efeito da droga no cérebro age de modo que ele, mesmo que involuntariamente, tenha um comportamento agressivo com outros a sua volta.

Quadros de irritabilidade são frequentes em casos de internação involuntária, ou seja, quando o paciente não está de acordo e a decisão possivelmente veio da família.

Tratamentos em clínicas de reabilitação em Goiânia, por exemplo, podem reverter a situação.

 Indiferença à vínculos familiares e de amizade

Uma das maiores consequências no abuso de drogas na vida de um dependente é a indiferença à vínculos familiares e de amizade, resultando na dificuldade de estabelecer e manter laços afetivos.

A família sente diretamente os problemas causados pelo vício, através do desgaste emocional e do afastamento entre membros, gerando uma desestruturação familiar.

Dependendo do avanço da dependência, a indiferença a esses vínculos pode afetar diretamente um possível tratamento numa clínica de recuperação feminina, por exemplo.

O apoio da família e amigos são um fator importante na hora de investir num tratamento — com atenção, é possível cuidar do dependente e ajudá-lo a mudar de vida.

*Este conteúdo é colaborativo e não representa, necessariamente, a opinião do Folha Geral

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