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Ações indevidas aumentam obstruções da rede de esgoto no período chuvoso

Ligações clandestinas da água de chuva na rede de esgoto e abertura da tampa da rede para escoar água de chuva são os principais vilões

Equipe de desobstrução de rede de esgoto. Foto: Divulgação/Embasa
Equipe de desobstrução de rede de esgoto. Foto: Divulgação/Embasa

Ligações clandestinas de água de chuva na rede de esgotamento sanitário aumentam consideravelmente o número de obstruções no equipamento público operado pela Embasa. Durante o mês de janeiro, em que fortes chuvas atingiram cidades do oeste baiano, a quantidade de serviços de desobstrução realizados pela empresa na rede coletora de esgoto chegam a alcançar 40% nos municípios de Barreiras, Canápolis, Luís Eduardo Magalhães, Ibotirama e Muquém do São Francisco.

De acordo com o gerente regional da Embasa, Francisco Andrade, a rede coletora de esgoto só foi projetada para receber esgotos domésticos e não tem capacidade para receber o grande volume de águas de chuvas. “A água de chuva das calhas dos telhados dos imóveis deve ser ligada à rede de drenagem de águas pluviais, cuja implantação e manutenção são de responsabilidade da prefeitura. Caso não exista uma rede de drenagem, a orientação é direcionar a água de chuva para a rua”, enfatiza o gestor. 

Lixo, areia e pedras retirado da rede de esgoto. Foto: Divulgação/Embasa
Lixo, areia e pedras retirado da rede de esgoto. Foto: Divulgação/Embasa

Outro problema, de acordo com Andrade, é a abertura indevida da tampa da rede coletora de esgoto para escoar água de chuva, que causa obstruções e retorno do esgoto para as ruas e  imóveis, colocando em risco a saúde da população. “Como em alguns locais a rede de drenagem é insuficiente ou está obstruída com lixo jogado nas ruas, a população, na tentativa de escoar a água de chuva para diminuir o alagamento, acaba abrindo a tampa da Embasa, levando lixo, areia e pedras para a rede. Em menos de dois minutos, o esgoto vai extravasar, piorando a situação do local”, alerta.  Entre janeiro e março do ano de 2019, equipes da Embasa chegaram a executar mais de 1.200 desobstruções nesses municípios do oeste baiano.

Para agravar o problema,  o lixo que entra na rede de esgoto impacta diretamente o funcionamento das bombas das estações elevatórias, provocando pane nas estruturas que bombeiam os esgotos domésticos para a estação de tratamento. “Este mau uso da rede provoca pane em todo o sistema, tornando mais cara a prestação do serviço. Os recursos gastos excessivamente em manutenção poderiam estar sendo destinados em melhorias e na ampliação do saneamento básico para a população”, afirma o gestor.

Poço de visita obstruído. Foto: Divulgação/Embasa
Poço de visita obstruído. Foto: Divulgação/Embasa

Rede de Esgoto ou Rede de drenagem?

Algumas diferenças entre rede de drenagem e rede coletora de esgoto podem ser facilmente identificadas pela população. As conhecidas bocas de lobo, por exemplo, pertencem à rede de drenagem pluvial, têm formato retangular e situam-se sempre paralelas aos calçamentos de ruas. Em geral, os poços de visita (PVs) da rede de drenagem estão situados no centro das ruas, enquanto os PVs da rede de esgoto ficam no calçamento e possuem a inscrição da Embasa. Outra forma de distinguir as duas redes é observar se são feitas em tubos de PVC (esgoto) ou manilhas de concreto (drenagem). Além disso, o diâmetro das tubulações da rede de drenagem pluvial é sempre maior.

Rede de esgoto obstruída com lixo, areia e pedra. Foto: Divulgação/Embasa
Rede de esgoto obstruída com lixo, areia e pedra. Foto: Divulgação/Embasa

Serviço – Em caso de obstrução ou denúncia uso irregular da rede de esgoto, a população deve acionar a Embasa pelos canais de atendimento da empresa, como o  teleatendimento 0800 0555 195, Agência Virtual (https://agenciavirtual.embasa.ba.gov.br) ou nos pontos presenciais de atendimento.

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