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Monitor de Secas aponta redução da seca extrema na Bahia

Seca extrema e seca grave diminuem perto da divisa com Pernambuco. Oeste baiano tem aumento da seca grave e moderada. Leste do estado tem ampliação da seca moderada e redução da área com seca fraca. Litoral baiano não registra o fenômeno e área sem seca aumenta entre julho e agosto

Ilustração. Foto: Pixabay

O mapa de agosto do Monitor de Secas aponta para a redução da faixa com seca extrema e seca grave na divisa da Bahia com Pernambuco em virtude de chuvas. No oeste baiano, região onde está parte da bacia do rio São Francisco, houve um aumento da seca grave e da seca moderada. No leste da Bahia aconteceu um aumento da área de seca moderada e diminuição da área de seca fraca. Já o litoral baiano não registra seca e a área sem o fenômeno aumentou entre julho e agosto. Os impactos destes fenômenos de seca são de curto e longo prazos em quase todo o território da Bahia seca segundo o Monitor. Apenas no leste do estado há impactos somente de longo prazo.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Esta ferramenta de acompanhamento regular e periódico da situação de seca é coordenada nacionalmente pela Agência Nacional de Águas (ANA), com apoio operacional da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais, como o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA/BA). Os resultados do Monitor de Secas são divulgados por meio do mapa mensal, que consolida o diagnóstico da situação de seca a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras.

Utilizado como informação e suporte às políticas públicas de combate à seca, o Monitor de Secas promove o monitoramento regular e periódico da situação da seca nos nove estados do Nordeste, além de Minas Gerais e Espírito Santo. Por meio deste desse acompanhamento é possível compartilhar informações e bases de dados, uniformizando o entendimento do fenômeno da seca e acompanhando sua evolução, classificando-a segundo o grau de severidade dos impactos observados.

Em operação desde 2014, o Monitor de Secas iniciou suas atividades pelo Nordeste, região historicamente mais afetada por eventos deste tipo. No final de 2018, com a metodologia já consolidada e entendendo que todas as regiões do País são afetadas em maior ou menor grau por fenômenos dessa natureza, foi iniciada a expansão da ferramenta para a inclusão de outros estados. Em novembro de 2018, Minas Gerais foi incorporado ao processo. A partir de abril deste ano o Espírito Santo passou a participar do projeto.

O Monitor de Secas foi inspirado no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação do mapa final. A metodologia utilizada no processo implica na indicação das áreas em condição de seca relativa, ou seja, as categorias de seca em uma determinada região são estabelecidas em relação ao seu próprio histórico.

Panorama nacional

Em agosto acontece o fim do período chuvoso no leste do Nordeste, que costuma registrar chuvas acumuladas no mês de 50mm a mais de 150mm. A zona da mata entre a Paraíba e o extremo-sul da Bahia, além de parte do Espírito Santo, registraram precipitações entre 90mm e 200mm ao longo de agosto.

Também foram registrados acumulados acima de 50 mm em localidades no noroeste do Maranhão, litoral potiguar, agreste entre a Paraíba e a Bahia, além de áreas isoladas do sertão baiano e centro-sul do Espírito Santo. Nas demais áreas onde houve registro de chuvas, incluindo todo o estado de Minas Gerais, os totais acumulados em geral não ultrapassaram 40 mm. Nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais agosto é um mês de estiagem no qual o acumulado de chuvas não costuma passar de 50mm.

Instituições participantes

A ANA coordena a articulação nacional do Monitor de Secas trabalhando em parceria com as seguintes instituições estaduais: Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA/PB), Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (COGERH/CE), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (EMATERCE) Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), Instituto Agronômico de Pernambuco (IAP), Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (INEMA/BA), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade de Sergipe (SEDURBS/SE), Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Piauí (SEMAR), Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Alagoas (SEMARH/AL), Núcleo Geoambiental da Universidade Estadual do Maranhão (NuGeo), Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Espírito Santo (CEPDEC/ES), Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Agência Estadual de Recursos Hídricos do Espírito Santo (AGERH), Companhia Espírito-santense de Saneamento (CESAN), a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (EMDAGRO) e Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil de Sergipe.

O Monitor de Secas também conta com apoio de instituições federais, como o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Universidade Federal do Ceará (UFC), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Instituto Federal de Sergipe (IFS), Embrapa Tabuleiros Costeiros (EMBRAPA/CPATC) e Fundação de Apoio a Serviços Técnicos, Ensino e Fomento a Pesquisas (Fundação ASTEF). Entidades internacionais também apoiam o projeto, como o Banco Mundial; o Centro Nacional de Mitigação de Secas da Universidade de Nebraska, dos Estados Unidos; e a Comissão Nacional da Água do México (CONAGUA).



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