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Livro conta a história das trapaças da JBS

Entre esses gigantes está a JBS, dos irmãos Batista, com suas diversas tramoias, fraudes e crimes agora contados em Nome aos Bois

A política de produzir empresas gigantes nacionais, patrocinada pelo PT, em vez de trazer benefícios para o país, mostrou-se na verdade uma fábrica de propinas e desvios do dinheiro do contribuinte brasileiro.

Entre esses gigantes está a JBS, dos irmãos Batista, com suas diversas tramoias, fraudes e crimes agora contados em Nome aos Bois (Matrix Editora).

O obra foi, a princípio, um trabalho solitário do advogado Bernardino Coelho da Silva, que daria origem a representações junto ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal, contra o BNDES e o grupo J&F.

A partir das primeiras operações do MPF e da PF o trabalho passou a ser feito a quatro mãos, com o jornalista investigativo Claudio Tognolli, não só para coletar e sistematizar os dados oriundos de tais operações, mas também para aprofundar o estudo do tema.

Isso deu subsídios a novas representações criminais, incluindo duas grandes frentes de investigação a cargo do MPF-DF, cujas bases estão descritas em três capítulos do livro, trazendo para o cenário atual diversos crimes cometidos pelos irmãos Batista na década passada, constituindo, até então, fatos omitidos pelos delatores ao Ministério Público Federal, sendo que a maioria de tais crimes contou com ajuda do BNDES, da Caixa Econômica Federal, de Fundos de Pensão de estatais, de bancos privados e de empresas de contabilidade e de auditoria fiscal.

O autor Bernardino explica: “O BNDES, até então, passou ileso, por pressão do governo federal, mas este foi conivente, em grande escala, com os crimes praticados pelo grupo JBS, pois, em muitos casos, a empresa não conseguiria atuar com tanta desenvoltura, se não tivesse em sua retaguarda não só o apoio financeiro, mas, acima de tudo, a omissão do banco em relação às operações feitas, como as ocorridas durante a compra do grupo Bertin, em 2009, uma das maiores fraudes fiscais e cambiais já feitas no Brasil”.

Os autores, com base na leitura de alguns diálogos gravados pelo delator Joesley Batista, inferem que existe, pelo menos, mais um membro do MPF envolvido com a JBS, o que o MPF ainda está investigando, em caráter de sigilo reservado.

Nome aos bois também vai à fonte, que são os inquéritos da Polícia Federal, aos laudos produzidos pela Perícia Técnica e a audição de dezenas de horas de conversas captadas pela PF em ações controladas, além da análise de dados obtidos pela quebra de sigilos dos envolvidos e a depoimentos dos acusados.

Os autores

Bernardino Coelho da Silva é formado em Direito, com especialização em gerenciamento de projetos, pela Fundação Getúlio Vargas. É autor de Gerenciamento de Projetos Espaciais: do Sputnik aos dias atuais, primeira obra do gênero editada no Brasil. Desde 2014 vem se dedicando a escrever e atuar como ativista social, tanto na cidade onde atualmente reside – Conselheiro Lafaiete (MG) – quanto em nível nacional, procurando influenciar cidadãos e apoiar instituições na luta permanente contra a corrupção.

O jornalista Claudio Tognolli é professor-livre docente da ECA USP e apresentador do Morning Show na Rádio Jovem Pan. Escreveu 17 livros, como Assassinato de Reputações I e II, Laços de Sangue e Bem-Vindo ao Inferno, publicados pela Matrix Editora. Ganhou prêmios como o Jabuti de literatura, Grande Prêmio Folha e Esso de jornalismo. É membro do International Consortium of Investigative Journalists (www.icij.org).

Livro conta a história das trapaças da JBS
Foto: Divulgação

Sobre a Matrix Editora

Matrix Editora possui 530 títulos publicados e faz cinco novos lançamentos a cada mês. Em seu catálogo constam best-sellers como Biografia da Televisão Brasileira, Laços de Sangue, Assassinato de reputações, Silvio Santos – a trajetória do mito e Bem-vindo ao inferno, e autores de destaque como Millôr Fernandes e o ator norte-americano Steve Martin.

Nome aos bois – A história das falcatruas da JBS

384 páginas

R$ 59,00

Da Redação*

*Com colaboração de (jornalista, agência, assessoria ou especialista)

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Victória Facci

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