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Equador libera presença do exército dos EUA na turística Ilha de Galápagos

Medida gera crise entre congressistas da oposição e até com o ex-presidente Rafael Correa, outrora aliado de governante atual

Ilha de Galápagos. Foto: Pixabay

O Equador autorizou aviões militares dos Estados Unidos a operar a partir de um aeroporto da Ilha de Galápagos neste mês. Já em julho, as aeronaves estadunidenses estão pousando e decolando da pista de San Cristobal, pouco usada por voos comerciais.

Segundo o ministro da Defesa do Equador, Oswaldo Jarrin, os aviões do exército dos EUA vão “lutar contra o tráfico de drogas” na região em parceria com o governo equatoriano. O acordo, no entanto, foi criticado no país sul-americano por seu possível impacto na soberania equatoriana em relação ao meio ambiente.

A Ilha de Galápagos, a 906 km do continente, é um patrimônio mundial reconhecido pela Unesco pelo seu conjunto único de plantas e de vida selvagem. Turistas do mundo todo viajam ao local para ver a biodiversidade da ilha, que inspirou a teoria da evolução do naturalista e biólogo britânico Charles Darwin. Em baixas temporadas, há passagens aéreas promocionais para os destinos visitáveis da ilha.

Congressistas equatorianos chamaram Jarrin e o ministro do Meio Ambiente, Marcelo Mata, para explicar o escopo da cooperação entre o país e as forças armadas estadunidenses. Eles questionaram os planos de criar uma estrada até o aeroporto de San Cristobal, conforme foi exposto pelos jornais locais. Um dos opositores mais ferrenhos é o deputado Carlos Viteri, que afirmou que o acordo é “inaceitável” e deveria ser barrado pelo Parlamento “se tentar ceder um pedaço do território equatoriano aos EUA”.

A constituição do Equador afirma que o país é um “território de paz” e que o “estabelecimento de bases militares estrangeiras ou facilidades para pretensões militares não devem ser permitidas”. O ex-presidente Rafael Correa, ex-aliado de Lenin Moreno, atual governante, postou em sua conta no Twitter que a ilha “não é um porta-aviões para os estadunidenses”. 

Jarrin, no entanto, defende-se dizendo que o acordo não permite que os EUA tenham a posse da ilha e que qualquer modificação na estrutura aeroportuária local será paga com recursos dos estadunidenses. “Galápagos é um porta-aviões para o Equador, é nosso porta-aviões natural, porque a ilha garante permanência, facilidades de interceptação e reabastecimento a 1 mil km da nossa costa”, disse o ministro.

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