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Seis de cada dez empresas do país encerraram suas atividades

Inexperiência e falta de planejamento antes de abrir as portas, são as principais causas desses índices, alerta especialista

Mais 341 mil empresas tiveram que encerrar suas atividades nos últimos três anos no Brasil e o setor mais afetado foi o comércio, onde mais de 262 mil empresas precisaram fechar suas portas. Os números são do IBGE e mostram ainda atualmente apenas 40% dos empreendimentos vem conseguindo ultrapassar cinco anos de existência, ou seja, de cada dez empresas, seis são fechadas. O balanço mostra também que mais da metade é obrigada a declarar falência antes dos 2 anos de fundação e 71% sequer possuem funcionários.

Além da recessão, outros fatores têm contribuído para esses índices. Mais de 50% empreendedores entrevistados na pesquisa revelaram que esbarram em dificuldades de acesso a recursos financeiros e outros 44% não conseguem enfrentar a alta carga tributária do país. No caso das Microempresas, que representam 95% das empresas totais (excluindo MEI), a taxa de mortandade chega a 45%.

Ao analisar estes índices, o consultor financeiro Mauro Fontes destaca os fatores que têm colocado o Brasil na liderança do ranking dos países com os maiores índices de mortandade das empresas. Fontes explica que esses percentual se dá principalmente por conta do despreparo dos empreendedores em um processo fundamental para o sucesso: a pré-abertura do negócio. “Fatores como o tipo de ocupação dos empresários, a experiência no ramo e a motivação para empreender, antes de abrir as portas, são determinantes para o sucesso ou fracasso de qualquer atividade empresarial. O futuro empreendedor precisa saber que este grande percentual está muito mais ligado aos fatores relacionados à fase de pré-abertura do que pós. Em mais de 95% dos casos, isso está diretamente ligado também ao comportamento do próprio empreendedor”.

O especialista orienta ainda que para não engrossar estes números, o empresário pode adotar medidas que passam por um planejamento e um sistema de gestão negócios, além de capacitar os donos dos estabelecimentos em gestão empresarial. “Quem quer ser dono do próprio nariz no Brasil, precisa estabelecer essas metas como primordiais, para não entrar para o ranking das empresas fechadas.”

O entrevistado:
Mauro Fontes, é formado em contabilidade e administração de empresas. Hoje, CEO da Contabilivre, ele é dono de uma habilidade ímpar em oferecer consultoria contábil e tributária para empresas de diferentes portes. Mauro também é palestrante e mentor na área de empreendedorismo e gestão financeira.

Por Beatriz Marques Dias / Viviane Melém

Da Redação*

*Com colaboração de (jornalista, agência, assessoria ou especialista)

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