A pandemia provocou grandes mudanças em todo o mundo em um curto espaço de tempo. Em algumas semanas, pessoas de diferentes países se viram obrigadas a permanecer em casa de modo a reduzir a transmissão do coronavírus.

Os impactos econômicos provocados pela pandemia foram enormes e tem efeitos ainda imprevisíveis. Os protocolos de segurança obrigaram empresas de diferentes segmentos a se adaptarem.

O turismo foi um dos mais afetados pela pandemia. Com o retorno das atividades dessa área, o setor rodoviário renovou suas políticas e adotou soluções inovadoras para lidar com o novo cenário. Confira quais são elas antes de escolher o destino com a Viação Cometa.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Protocolos e comunicação

Como em qualquer outro espaço compartilhado pelos clientes, as empresas desse setor precisaram adotar protocolos de segurança como disponibilizar álcool em gel, impôr o uso obrigatório de máscara e medir a temperatura dos passageiros. 

Máscaras, álcool em gel e protetores faciais também foram disponibilizados para os funcionários das empresas rodoviárias que atuavam presencialmente. Além disso, os terminais rodoviários eram totalmente desinfetados duas vezes por dia.

Algumas empresas também passaram a utilizar a desinfecção via tecnologia de névoa, capaz de alcançar todo o ambiente interno do ônibus, livrando-o de bactérias e vírus por até dois dias. Essa tecnologia garante que os sistemas de ar-condicionado dos veículos renovem todo o ar interno, ajudando a purificá-lo.

Outra medida é a inserção de alertas visuais e outros meios de comunicação que informem os usuários do transporte, fixando e/ou disponibilizando informativos nas diferentes estações. Também foram feitas comunicações através de vídeos ou mensagens sonoras sobre todos esses protocolos.

Infraestrutura virtual

A fim de evitar o compartilhamento de objetos, as empresas do setor rodoviário também investiram ainda mais em sua infraestrutura tecnológica de modo a garantir praticidade na hora de comprar as passagens e evitar filas nos terminais rodoviários.

As empresas do setor também aumentaram as opções de pagamento, a fim de aumentar a facilidade desse processo aos usuários. Além do cartão de crédito (com até 12 parcelas), hoje é possível comprar virtualmente com PIX, cartão de débito, transferência bancária e Paypal.

Diferentes empresas também passaram a permitir que processos como remarcação e cancelamento de passagens fosse feito através de seu site. A marcação online de gratuidades de grupos específicos de passageiros também começou a ser permitida.

Campanha

Desde o início da pandemia, houve um aumento do transporte clandestino. A fragilidade da fiscalização associada ao bloqueio em rodovias nas primeiras semanas são algumas razões que explicam esse fenômeno.

De acordo com a Associação Brasileira de Transportes Terrestres (ANTT), foram apreendidos 1270 ônibus que realizavam viagens sem autorização,o que equivale a uma média de um ônibus apreendido a cada quatro horas. Além de não garantir os protocolos sanitários, os transportes clandestinos ainda transportam produtos inflamáveis, o que põe em risco a vida de passageiros e motoristas.

O resultado disso foi a ocorrência de 63.447 mil acidentes (dos quais 1.421 ocorreram com ônibus) e 5.287 vítimas fatais (queda de 0,8% em relação a 2019, mas com casos mais letais). De todos esses acidentes, apenas 0,017% ocorreram em ônibus interestaduais regulares.

Para fazer frente a este cenário e evitar riscos aos passageiros, associações do setor rodoviário pressionaram para a aprovação da lei 3.819/2020, que traz normas mais rígidas para a operação e suporte financeiro. Neste mesmo ano, ela foi aprovada no Senado brasileiro.

Além disso, a Associação Brasileira de Apoio à Terceira Idade (Abrati) realizou a campanha “Sua Vida Vale Mais. Diga Não ao Transporte Clandestino”, que teve repercussão nas redes sociais e na imprensa nacional. 
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de São Paulo (Setpesp) também organizou uma ação nas redes sociais para aumentar a conscientização do público sobre o tema a partir da hashtag #Somos+Ônibus.

*Conteúdo colaborativo para o Folha Geral

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias