(Imagem ilustrativa/Freepik)
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A Câmara dos Deputados aprovou as mudanças feitas pelo Senado, que prorrogam o prazo de declaração do Imposto de Renda de 2021 em três meses – agora, até 31 de julho. A proposta ainda aguarda a sanção presidencial, mas é uma segunda chance para os contribuintes que perderam o prazo inicial, pois as consequências de não declarar o IR podem ser bem rígidas.

Quem não entregar a declaração dentro do prazo pode receber uma multa mínima de R$ 165,74, um valor que varia e pode chegar a até 20% do imposto devido. Nos casos em que não há necessidade de pagar o imposto, a multa sempre será no valor mínimo. Na pior das hipóteses, a Receita Federal do Brasil pode bloquear o CPF do devedor, o que afeta praticamente tudo relacionado à pessoa, inclusive o bloqueio de sua conta bancária. A situação só é normalizada após o pagamento das multas e dos impostos, caso necessário.

Mas nem sequer é preciso ter o CPF bloqueado para sofrer as consequências de dever para a Receita Federal. Muitas vezes, quem está mal resolvido com a RFB não consegue abrir contas em bancos ou financiar carros e imóveis, então é importante se preparar bem para isso e nunca deixar de declarar o IR todos os anos.

Porém muitos não declaram por falta de informação, seja por não saberem que se encaixam no grupo de contribuintes ou por acharem que não é algo importante. Para o Imposto de Renda de 2021 (referente aos ganhos de 2020), todos que tiveram rendimentos tributáveis acumulados em R$ 28.559,70 ou mais precisam fazer a declaração.

Além disso, é importante ressaltar que aqueles que receberam o auxílio-emergencial ao longo de 2020 e tiveram rendimentos tributáveis acumulados em R$ 22.847,76 (incluindo o valor total recebido em auxílio-emergencial) também precisam declarar o imposto. Nestes casos, pode até ser necessário devolver a quantia do auxílio para o governo, então é indispensável se planejar para não ficar devendo.

Quem não tem experiência com a declaração e precisa de ajuda sempre pode recorrer aos profissionais e alunos de ciências contábeis, que são aptos para oferecer suporte em questões financeiras. Assim que o novo prazo for oficialmente efetivado, o atraso já entrará em vigor no dia 1 de agosto, então resolva o quanto antes e não deixe para a última hora!