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Venda de seminovos em outubro é 9% maior se comparada ao mesmo mês de 2019

De acordo com a Anfavea, 84% dos brasileiros continuaram com os planos de comprar um automóvel, mesmo com a crise

(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)

Depois de meses de restrições ao comércio, a atividade financeira do Brasil começa a dar os primeiros sinais de retorno ao patamar anterior à pandemia. Um dos indicativos positivos e que tem forte influência na movimentação da economia nacional é o setor automotivo – mais especificamente, a venda de usados.

O estudo, nomeado “A retomada econômica do setor de financiamento de veículos no Brasil” e realizado pela Tecnobank, analisou o mercado durante os seis primeiros meses de 2020 e aponta que a busca por carros e motos usadas à venda caiu 80% durante março, mês de início da quarentena, mas voltou a crescer significativamente a partir de abril.

Somando as vendas do segundo trimestre do ano, os números são 20% maiores que os registrados no mesmo período de 2019, o que indica, além de uma rápida recuperação, o crescimento no setor. O aumento continuou nos meses seguintes e foi registrado por outras pesquisas.

(Imagem ilustrativa/Freepik Premium)
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Por exemplo, o levantamento da entidade que representa lojistas multimarcas, a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto), traz dados ainda mais atuais. De acordo com o estudo, o número de vendas apenas de outubro teve crescimento de 9% se comparado ao mesmo mês do ano anterior. Foram 1,47 milhão de unidades vendidas no mês passado, enquanto anteriormente as vendas não passavam de 1,34 milhão de automóveis.

Em comparação a curto prazo, os resultados também são animadores. De setembro para outubro, as negociações cresceram 5%, o equivalente a cerca de 1,4 milhão a mais de veículos repassados.

Do total vendido no mês, 929,4 mil foram automóveis de passeio e 160,3 mil, comerciais leves. Caminhões somaram 39 mil unidades e motos, 320 mil. A comparação com o mesmo mês do ano passado mostra evolução em todos os segmentos. Os automóveis cresceram menos, com 6,3%, enquanto comerciais leves evoluíram 11,3% e comerciais pesados, 13,3%. As motos tiveram o melhor desempenho, com vendas 16,5% maiores.

Isso porque, apesar da crise causada pelo coronavírus, os planos de trocar de automóvel não foram deixados de lado pelos brasileiros. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informa que 84% dos brasileiros continuam desejando trocar de carro, mesmo em meio à pandemia.

A expectativa, de acordo com o presidente da Fenauto, Ilídio dos Santos, é de que o crescimento continue e se intensifique daqui para frente. “Acreditamos que os números positivos devem continuar até o final do ano, quando as vendas, por tradição, se tornam mais aquecidas”, diz ele.

Da Redação, com agência*

*Com Agência de Notícias
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