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Como a volta às aulas movimenta o mercado varejista?

Consumidores buscam economia e qualidade dos materiais

Ilustração (Foto: Divulgação)

Parte de inúmeras tarefas do nosso dia a dia, os itens de papelaria ganham uma atenção especial todo começo de ano. A volta às aulas é um período habitual da rotina de estudantes e famílias, e o estresse é um elemento do combo.

Buscando maneiras de economizar nas extensas listas de materiais exigidos pelas escolas, os pais acabam indo a varejos e atacados para encontrar os melhores preços.

Fazendo uma comparação entre diferentes lojas, os preços variam largamente, chegando a ter valores dez vezes maiores em determinados estabelecimentos.

De olho no bolso do consumidor, o comércio varejista é bastante competitivo, atraindo clientes pelos preços mais baixos, e opções econômicas, como alguns produtos em atacado.

O menor ganha

Os atacarejos, como são conhecidos os comércios varejistas que efetuam compras em maior quantidade com seus fornecedores, têm uma grande vantagem em relação às papelarias e grandes magazines.

Em grandes centros de comércio, como a Rua 25 de março, em São Paulo, existem várias unidades de lojas distintas, todas especializadas em papelaria e materiais de artesanato.

Logo na entrada, é possível ter acesso a corredores infinitos de cadernos e embalagens vendendo grandes quantidades de papel a preços convidativos.

Muitas dessas lojas atuam também por e-commerce, oferecendo os mesmos preços baixos, mas proporcionando ao cliente a comodidade de não precisar enfrentar as grandes concentrações de pessoas nas lojas físicas.

Comportamento do consumidor

As mudanças na forma que as pessoas passaram a consumir diversos produtos também afeta o setor varejista, principalmente no que se refere à papelaria.

Mais atentos a pautas como a da sustentabilidade, os clientes estão buscando produtos de maior qualidade, mesmo que, com isso, gastem um pouco mais. A durabilidade do produto faz com que eles consequentemente gastem menos e evitem desperdício de matéria.

Compras coletivas também têm feito a diferença no setor. Grupos de pais de alunos de uma mesma escola se juntam com orçamento agrupado, comprando em maior quantidade, compartilhando materiais menos utilizados e trocando livros entre si.

A necessidade de economia se soma à otimização de tempo, evitando reposições mais caras ao longo do ano e reutilizando materiais de maneira criativa.

Variedade como atrativo

Com produtos bastante similares, a jogada das lojas e estabelecimentos especializados é apostar em bons descontos, promoções e variedade de itens que atraiam principalmente o público infantil.

Com gasto médio de R$ 370 por filho, as famílias brasileiras optam pelos materiais básicos, mas ainda não conseguem fugir da escolha pessoal das crianças.

Mochilas e cadernos lideram a lista de itens mais procurados, com opções personalizadas das mais diversas até os modelos mais funcionais e reforçados —, mas nem por isso mais baratos. Mas, além desses itens, a lista também integra canetas e agendas.

Os pais que trabalham em casa ou têm seus próprios escritórios também acabam movimentando o setor nesse período. Aproveitando para repor materiais usados a longo prazo, eles colocam itens de trabalho pessoal e estudo dos filhos numa única lista.

As lojas de médio porte ainda saem ganhando com relação aos preços, mesmo que elas exigem um deslocamento maior dos pais até às unidades físicas.

Mesmo com a adoção de escolas que detêm mais investimentos — de tecnologias como tablets e computadores em salas de aula —, o mercado de papelaria ainda mantém uma boa rotatividade, mantendo um fluxo contínuo ao longo do ano.

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