Se você acha que a ideia de uma pessoa ser enterrada mesmo estando viva parece algo distante, coisa de outro século, temos uma triste notícia: você está errado.

Apesar do avanço da medicina e das tecnologias voltadas ao mercado funerário, há registros recentes, ainda no século 21, sobre casos de pessoas enterradas ainda vivas.

Neste artigo, vamos explicar um pouco sobre o que pode levar a esses erros fatais e como evitar casos assim. Você também conhecerá quatro histórias surreais de pessoas que foram enterradas vivas ainda neste século — confira o texto para saber o desfecho!

Por que pessoas são enterradas vivas até hoje?

Pode parecer uma realidade distante, mas ainda existem casos recentes de pessoas que foram enterradas com vida. Este medo é tão comum que tem até nome: tatofobia.

O enterro prematuro, ou enterro vivo, pode ocorrer de maneira intencional (como métodos de assassinato, tortura ou até mesmo suicídio), mas também existem casos de pessoas que são enterradas por engano, muitas vezes por conta de erros médicos.

Um dos motivos mais comuns que pode levar a um diagnóstico errôneo de morte e, consequentemente, a um enterro prematuro, é a catalepsia, doença rara associada ao consumo excessivo de álcool e drogas, privação de sono e estresse.

A catalepsia é uma condição transitória na qual o paciente se torna incapaz de mover seus membros, ou até mesmo de falar. Embora suas funções vitais, como respiração e batimentos cardíacos, ainda funcionem, elas desaceleram. Por isso, é comum acreditar que a pessoa acometida pela doença esteja morta. 

O que fazer para evitar casos de enterro prematuro

Os médicos nos séculos 18 e 19 utilizavam métodos, no mínimo, estranhos para prevenir casos de enterros prematuros. 

Entre eles estavam enterrar a pessoa com uma garrafa de clorofórmio aberta (assim ela seria asfixiada em algum ponto), decapitação e até mesmo remoção do coração.

Outro artifício utilizado no século 18 era um caixão com válvulas internas para que o enterrado pudesse escapar se necessário. Não há, porém, documentação de que esta tecnologia tenha sido utilizada.

A igreja católica também tinha seus mecanismos: os corpos enterrados no terrenos das igrejas ficavam sob a guarda do padre durante algum tempo. Cabia ao pároco analisar se havia apodrecimento do corpo ou quaisquer atividades estranhas que pudessem indicar que aquela pessoa ainda estava viva. Nestes casos, a pessoa era desenterrada sob a ordem do padre.

Atualmente, essas soluções extremas já não são mais necessárias. Existem diversos recursos tecnológicos, como testes e exames, que são suficientes para comprovar se uma pessoa está morta ou não.

Apesar do progresso recente da ciência, ainda é possível ocorrerem casos raros de enterros vivos.

(Imagem ilustrativa/Pixabay)
(Imagem ilustrativa/Pixabay)

4 pessoas que foram enterradas vivas em pleno século 21

Agora que você já entende mais sobre o que leva uma pessoa a ser enterrada viva, conheça a história de quatro casos emblemáticos. Será que algum deles sobreviveu a esta situação bizarra?

  1. O quase-enterro do bebê prematuro (2021)

Em Rondônia, uma jovem de apenas 18 anos de idade, que não sabia que estava grávida, deu à luz a um bebê de apenas 5 meses e pouco mais de 1 quilo. A criança foi declarada natimorta, que é quando um bebê já nasce sem vida.

Após toda a documentação da morte da criança ser feita, um agente funerário iniciou os procedimentos de preparação para o enterro. Foi aí que ele percebeu os suspiros do pequeno bebê e que seu coração estava batendo.

O profissional voltou com a criança ao hospital, que foi internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal da cidade. A competência do agente funerário evitou que um bebezinho fosse enterrado com vida!

  1. Gritos do caixão (2018)

Foram mais de dez dias após o enterro que o corpo de uma mulher, de 37 anos de idade, foi retirado da cova. O cadáver estava todo revirado, com arranhões nas mãos e na testa — como se a pessoa estivesse tentando sair do caixão.

Vizinhos do cemitério relataram ouvir gritos que saíam do túmulo. Familiares da mulher se apressaram para abrir o caixão e há relatos de que o corpo foi encontrado sem vida, mas ainda estava quente.


O caso aconteceu em 2018, na Bahia, e a família processa o hospital responsável pelo atendimento à vítima por erro médico.

  1. Viagem para a morte (2014)

A jovem francesa Mina El Houari, de apenas 25 anos, teve um destino trágico por causa de um engano. Ela viajou para o Marrocos, para conhecer um rapaz com quem conversava online. Durante o encontro, Mina passou mal e caiu no chão, como se estivesse sem vida. 

O homem resolveu enterrar Mina no quintal de sua casa ao invés de chamar uma ambulância ou a polícia. Mas Mina não estava morta: ela havia tido um episódio momentâneo de coma provocado por sua diabetes.

Após dias sem notícias, os pais de Mina registraram o desaparecimento de sua filha e foram até o Marrocos para encontrá-la. Eles trabalharam com a polícia local que, ao localizar o rapaz, confessou o crime. Ele foi acusado de homicídio culposo.

  1. Força da natureza (2015)

Natalya Pasternak, uma russa de 55 anos, caminhava em uma floresta com uma amiga, quando foram atacadas por um urso. Embora a amiga tenha conseguido fugir, o animal arrastou Natalya pelas pernas para dentro da mata.

A reação da mulher foi se fingir de morta, ao que o urso resolveu enterrá-la debaixo da terra para garantir o jantar mais tarde.

Por sorte ou coincidência do destino, havia um guarda florestal buscando um urso que havia atacado um cachorro nas redondezas. Após matar o bicho, o guarda viu Natalya enterrada, com apenas parte da cabeça e um braço para fora. Ela ainda estava consciente e conseguia respirar.

Todos esses casos só nos dão a certeza de uma coisa: que a única certeza dessa vida é a morte e que, mesmo assim, é preciso que ela seja comprovada por no mínimo mais de um especialista. Só assim será possível preparar o velório de um ente querido e receber as homenagens com envio de coroas de flores em paz. Todo cuidado é pouco!

*Colaboração de Alcindo Batista

Luiz

Colaborador do Folha Geral - cada publicação é de responsabilidade do autor