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Autismo não é doença: 4 verdades que você precisa saber

(Imagem ilustrativa/Freepik)
(Imagem ilustrativa/Freepik)

Ao vermos símbolos de autismo ou TEA (Transtorno de Espectro Autista) é importante ter muito esclarecido que esta condição não está relacionada à uma doença, mas a um transtorno que afeta, principalmente, a capacidade de interação social, a comunicação e o comportamento do indivíduo de maneira geral. 

Pessoas no espectro do autismo podem agir e se relacionar diferente das pessoas chamadas de neurotípicas – sem nenhum transtorno ou condição. Isso porque elas interagem e se comunicam de maneira diferente, e também podem apresentar comportamentos restritos e repetitivos.

4 verdades sobre o autismo 

Conheça 4 verdades relacionadas ao autismo com o objetivo de desmistificar e informar:

  1. As causas do autismo são inconclusivas. Cientificamente, a genética é um fator majoritário para o TEA, assim como alguns fatores ambientais, como a idade paterna. Essa mistura de fatores individuais, únicos e muito próprios e específicos de cada um pode resultar no TEA.
  1. É possível identificar os primeiros sinais antes que a criança complete um ano e o diagnóstico precoce é essencial para o prognóstico. Esta é uma época crucial para o diagnóstico, porque quanto antes o tratamento começar, melhor. Os sinais de alerta mais relevantes são os seguintes:
  1. Não existe exame de imagem ou laboratorial específico para diagnosticar autismo; ele é embasado em escalas internacionalmente validadas, as quais devem ser aplicadas por especialistas da área; além do diagnóstico feito com base na observação do comportamento da criança e conversa com os pais. 
  1. O diagnóstico de autismo pode vir associado a comorbidades. Essas são condições presentes juntas ao autismo, como: ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), tiques motores, depressão e comportamentos autolesivos, déficit de atenção e hiperatividade, deficiência intelectual, déficit de linguagem, alterações sensoriais, doenças genéticas, transtornos gastrointestinais, epilepsia e distúrbios do sono e comprometimento motor. Identificar as comorbidades é importante para garantir que as intervenções sejam efetivas para o desenvolvimento da pessoa no espectro.

Formas de suporte 

O acompanhamento do TEA é amplo e deve ser feito por uma equipe multiprofissional. Não há cura, já que o autismo não é uma doença, mas algumas terapias e outros métodos podem ajudar a aliviar alguns sintomas. São elas:

É importante que todas as intervenções sejam planejadas levando em consideração as singularidades de cada indivíduo e as habilidades já adquiridas, assim como aquelas que ele precisa aprender. Independente do nível de TEA, todos têm capacidade para se desenvolver. 

*Este conteúdo é de inteira responsabilidade da autora e não representa a opinião do Folha Geral