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Como lidar com as finanças pessoais no “novo normal”?

Pesquisas apontam que o Brasil entrou em uma nova recessão; especialistas recomendam que a população crie reservas de emergência

(Imagem ilustrativa/Freepik)

O novo coronavírus não afetou somente a área da saúde e da ciência, mas também atingiu em cheio a economia brasileira, que vinha apresentando resultados positivos entre o primeiro trimestre de 2017 e o quarto de 2019. O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sinalizou um pico de queda nos negócios brasileiros no final do ano passado. Isso indica que o país entrou em recessão já no início do ano, ainda com pouco impacto da pandemia. 

“O pico representa o fim de uma expansão econômica que durou 12 trimestres – entre o primeiro trimestre de 2017 e o quarto de 2019 – e sinaliza a entrada do país em uma recessão, a partir do primeiro trimestre de 2020”, informou em comunicado o grupo ligado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV. Segundo o Banco Mundial, a economia global deve encolher mais de 5%, devido à pandemia de Covid-19.

(Imagem ilustrativa/Freepik)
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Juntamente com isso há pessoas em regime home office, de férias, com o contrato de trabalho suspenso ou até mesmo desempregadas. Assim, a administração financeira se faz necessária para que as finanças do pós-pandemia sejam menos traumáticas aos bolsos a longo prazo. Isso porque o período é incerto e não há indicativos de quando acabará ou como estarão a economia, as instituições e o nível de empregabilidade no “novo normal”.

Deste modo, os cidadãos já podem começar a organizar as finanças pessoais, colocando no papel todas as despesas e receitas do mês e separando os gastos entre os essenciais fixos (como aluguel, escola, faculdade e condomínio), os variáveis (água, luz, telefone e alimentação) e os dispensáveis (TV a cabo, academia e compras por impulso em geral).

Também é necessário listar as dívidas já existentes, como empréstimos, boletos atrasados, mensalidades, faturas do cartão, cheque especial, entre outras, para conseguir visualizar melhor os locais em que o salário é usado. Com isso, buscar negociações para o pagamento dessas contas pode ser uma boa saída, além da análise sobre taxas e juros na quitação de parte de débito. Assim, é possível optar pelo parcelamento de multas de trânsito, por exemplo, e outras pendências.

A mudança dos hábitos de compras no “novo normal” deixará menos espaço para as compras consideradas supérfluas e colocará em evidência os utensílios mais essenciais durante algum tempo no pós-pandemia. Sendo assim, gastos com viagens, shows e demais gastos em shoppings e lojas de rua devem ser evitados por ora e deixados para um momento mais leve no futuro. 

Da Redação, com colaboração*

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