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Por que temos tanto medo de novidades? Veja a opinião de psicólogos

Novidades podem causar ansiedade nas pessoas. Mas quando esse receio se transforma em medo pode ser prejudicial à saúde física e psicológica

(Imagem ilustrativa/Pixabay)

Você tem medo de novas situações? Medo de um novo emprego, novas companhias, novos lugares a serem explorados ou até mesmo novas tecnologias? Se a sua resposta foi positiva, acredite, você não está sozinho.

O medo de encarar situações não vivenciadas antes é mais comum do que parece, e possui até uma nomenclatura: cainofobia. Essa palavra com origem grega (kainos = novo) tem como significado medo exagerado da novidade, de novas situações ou de novas teorias.

Pensando nesse assunto, hoje estamos aqui para apresentar a opinião de alguns psicólogos brasileiros que estudam o tema. A partir disso, será possível compreender porque sentimos tanto receio do inédito.

Então, se você se interessou pelo assunto ou até mesmo sofre com a fobia, continue a leitura para ficar ainda mais informado sobre a cainofobia.

Por que sentimos medo do novo?

O medo do novo está diretamente relacionado ao medo, de alguma forma, de não ser aprovado. Explicando, a aprovação é uma maneira de atestar que algo realizado por nós seja validado por terceiros.

Por exemplo, quando entramos em um novo emprego, como saberemos se seremos aprovados pelo nosso chefe, ou até mesmo se os colegas de trabalho serão receptivos? Essas são perguntas cujas respostas não existem.

A diferença é que para um cainofóbico, essa incerteza é motivo suficiente para deixar de realizar coisas novas. Esse medo acaba gerando ansiedade e angústia, resultado no isolamento de espaços sociais e, em muitos casos, depressão.

O que os psicólogos dizem sobre o assunto?

Existem alguns estudos realizados por psicólogos a respeito da cainofobia. Todos eles abordam a pressão social como um dos pilares que mais causam esse medo.

Cristiane Moraes Pertusi, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo (USP), explica que esse medo afeta o nosso piscológico e físico, impossibilitando os cainofóbicos de realizar ações que envolvem conhecer novas pessoas ou espaços: “O novo, para o ser humano, aciona instintos de sobrevivência de proteção frente ao desconhecido — o que é, inicialmente, uma resposta automática (fisiológica e psíquica) de defesa”.

O psicólogo Rodrigo Carvalho reitera a importância de saber qual a origem desse medo, afirmando que o principal motivo da fobia seria a saída da nossa zona de conforto: “Se as ideias ou pensamentos que produzem medo forem verdadeiras ou prováveis, elas lhe servem para adotar medidas preventivas e tornar sua vida mais segura. Se não forem prováveis nem verdadeiras, tente dar andamento nos seus projetos enquanto lida com os medos”.

Como não ter medo do novo?

Hoje, o mundo está em constante mudança. Atualmente, tudo se renova muito mais rápido. Isso é fruto da tecnologia e o avanço na troca de informações: se antes algo demorava anos para chegar até nós, agora, ele chega em segundos.

“Indica-se desde busca por tratamentos psicológicos ou psiquiátricos até trabalhos de desenvolvimento, como coaching”, conclui Pertusi.

Já Leonard F. Verea, médico psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Milão, na Itália, crê que a solução precisa ser mais drástica e direta: enfrentando de cara o medo.

“Para romper com a resistência, é preciso deixar de lado o velho comportamento e enfrentar o desafio e o novo. É necessário romper com sua zona de conforto”, diz o médico.

De qualquer forma, é imprescindível uma ajuda profissional nesse caso, pois, como em qualquer fobia, quando algo da vida cotidiana deixa de ser realizado, é preciso voltar à normalidade, ainda mais quando afeta outras pessoas do nosso convívio.

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