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Pesquisadores desenvolvem tinta antimicrobiana que pode salvar vidas

Com auxílio da nanotecnologia, pesquisadores americanos conseguiram conter a superbactéria MRSA através do revestimento especial

Ilustração. Foto: Pixabay

Nos ambientes domésticos já é possível encontrar uma série de materiais e revestimentos antibacterianos e hipoalergênicos, como o piso vinílico, tintas anti-mofo, capas para colchões e outros itens capazes de deixar os espaços mais salubres e adequados, sobretudo para quem possui problemas de saúde.

Mas quando pensamos em ambientes hospitalares, pacientes e profissionais estão constantemente expostos a microorganismos e bactérias extremamente nocivos à saúde humana. 

Um relatório sobre a Qualidade dos Serviços de Saúde, divulgado em julho de 2018 e elaborado em conjunto pela OMS, (Organização Mundial da Saúde), OCDE  (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e Banco Mundial, revela que 7% dos pacientes internados em países desenvolvidos serão vítimas de infecção hospitalar. A taxa sobe para 10% quando avaliados os países mais pobres.

No Brasil os números são alarmantes: as mortes por infecção (sepse) nas UTIs atingem 230 mil pacientes adultos todos os anos. Os números foram obtidos através do primeiro estudo nacional a abordar o tema, realizado por pesquisadores da Unifesp em parceria com o Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), e publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases

Ainda de acordo com a pesquisa, que avaliou as UTIs de hospitais públicos e particulares, 57,7% dos pacientes vítimas de sepse morrem em decorrência da infecção. 

A tinta exterminadora de superbactérias dos pesquisadores de Nova York

Foi no Instituto Politécnico Rensselaer, em Nova York, EUA,  que pesquisadores fizeram uma grande descoberta capaz de combater não só as bactérias, mas também uma gama variada de fungos, mofo, micróbios e até vírus.

Utilizando a nanotecnologia, eles desenvolveram uma tinta antimicrobiana que, durante seus testes, erradicou a temida MRSA (a superbactéria Methicillin Resistant Staphylococcus aureus) em meros 20 minutos em contato com o material. 

O segredo para o do experimento foram os nanotubos de carbono misturados à tinta látex. Esses tubos microscópicos foram ligados a uma enzima natural chamada lisostafina, capaz de se defender de organismos como o Staphylococcus aureus, abrangendo a MRSA, que é resistente a uma de antibióticos comuns.

Ainda segundo os pesquisadores, a tecnologia desenvolvida é tóxica somente para a MRSA, sem liberar outras substâncias químicas no ambiente. Esses nanotubos poderiam ser incorporados em outros revestimentos, já que nos testes obtiveram resultados satisfatórios com uma tinta látex comum. 

Dessa forma, poderia ser utilizada para além das paredes dos hospitais e revestir até mesmo móveis e instrumentos e aparelhos cirúrgicos, impedindo a contaminação dos pacientes. 

O que a Anvisa diz

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou no segundo semestre de 2018 a Nota Técnica n. 9, que versa sobre a comercialização das tintas com ação antimicrobiana. A agência explica que estes itens não serão categorizados como Produtos para Saúde, e fala sobre os requisitos para o comércio de tais produtos. O tema está em discussão na fase de estudo para as alternativas de enfrentamento da questão.


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