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Wagner volta a ser aposta para a presidência do PT

O impasse na cúpula do PT acontece pela falta de consenso entre os nomes de Lindbergh e Jaques Wagner

Jaques Wagner. Foto: Reprodução
Jaques Wagner. Foto: Reprodução

O momento turbulento que vive o PT no cenário político brasileiro deve provocar mudanças profundas no partido nos próximos meses. Prevista apenas em 2017, o comando da sigla deve ser alterado ainda este ano. De acordo com a colunista Mônica Bergamo, o que pesa até o momento é a indefinição na escolha da nova direção que terá a missão de conduzir o Partido dos Trabalhadores em um dos momentos mais difíceis desde a sua criação. Entre os nomes cotados para ocupar o lugar de Rui Falcão, estão Lindbergh Farias, senador pelo Rio de Janeiro, o ex-ministro e ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, além do ex-presidente Lula.

O impasse na cúpula do PT acontece pela falta de consenso entre os nomes de Lindbergh e Jaques Wagner. Já em relação a Lula, o problema é o temor da exposição do ex-presidente, alvo de investigações da Operação Lava Jato e indiciado pelo juiz Sérgio Moro por corrupção e recebimento de propina no caso que envolve a reforma em um triplex no Guarujá, em São Paulo, que teria sido bancado pela empreiteira OAS.

Além de ter seu nome vinculado ao comando nacional do PT, Jaques Wagner pode também ocupar um cargo no segundo escalão do governo baiano. Depois de fazer parte da equipe de campanha de Alice Portugal (PCdoB) à prefeitura de Salvador, o ex-governador é cotado para ser o novo presidente da Fundação Luís Eduardo Magalhães. A ida de Wagner para a Flem chegou a ser confirmada por Rui Costa. “Eu ouvi a entrevista dele aqui e vi que ele disse que ia trabalhar aqui com você, mas ele vai mesmo para a Fundação Luís Eduardo Magalhães”, afirmou Rui no mês passado.

“Não tem pressa para isso [Wagner assumir a Flem], não há nenhuma confirmação a priori. Ele estava muito envolvido com a campanha. Essa discussão foi conduzida diretamente pelo governador, foi um convite para uma pessoa digna, que o governador tem todo o interesse de ter ele no governo, um colaborador. Imagine, um ex-governador que foi eleito duas vezes no primeiro turno. Qual a contribuição que pode dar? É um peso muito grande na articulação”, disse o secretário de Relações Institucionais do governo, Josias Gomes, em conversa com a Tribuna.

Nos bastidores, a ida de Wagner para a Fundação é encarada como estratégica. Seria uma maneira de mantê-lo em uma posição discreta e uma maneira de colocá-lo na articulação política do Palácio de Ondina sem criar arestas internas para o governo. (GS)

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Da Folha Geral, em Salvador*

*Com colaboração de (agência, assessoria ou especialista)

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