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Governo da Bahia e FIDA inauguram primeira agroindústria do Pró-Semiárido

Primeira agroindústria do Pró-Semiárido. Foto: Manu Dias/GOVBA
Primeira agroindústria do Pró-Semiárido. Foto: Manu Dias/GOVBA

O presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Kanayo Nwanze, e o diretor para a América Latina e Caribe, Joaquim Losano, chegam à Bahia nesta terça-feira (19), para uma visita oficial de dois dias a comunidades rurais que receberam investimentos do acordo de empréstimo entre o FIDA e o Governo da Bahia.

Na quinta-feira (21), a comitiva do FIDA juntamente com o governador Rui Costa, inauguram a Agroindústria de Processamento de Frutas da Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), na sede do município de Uauá.

Foram investidos recursos da ordem de R$ 4 milhões em obras, equipamentos, capacitações e assistência técnica para fortalecer a cadeia produtiva do umbu, do maracujá do mato e outras frutas nativas da caatinga. A agroindústria com capacidade instalada de produção anual de 800 toneladas irá modernizar a produção, diversificar o mix de produtos e proporcionar o aumento da renda dos agricultores familiares da região. Serão beneficiadas um total de 3.225 famílias expandindo o número de famílias atualmente assistidas pela Coopercuc que é de 872.

A agroindústria da Coopercuc é a primeira unidade implantada pelo Pró-Semiárido, projeto do Governo do Estado a partir de acordo de empréstimo com o FIDA, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR).

“O Pró-Semiárido vem com esse apoio, dando subsídio ao trabalho de 13 anos da Coopercuc, fortalecendo as comunidades e ajudando na melhoria da qualidade de vida da região”, afirma Denise Cardoso, presidente da Coopercuc.

Experiência exitosa
Nesta quarta-feira (20), a comitiva irá ao município de Manoel Vitorino, capital do umbu, visitar a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia (Cooproaf). Na região foram construídas e equipadas três agroindústrias de processamento de frutas, cada uma com capacidade instalada de produção anual de 100 toneladas, entre polpas, sucos, compotas, doces e geleias de frutas. Duas no município de Manoel Vitorino, sendo uma na sede e a outra na comunidade de Poço da Pedra. A terceira na comunidade de Espírito Santo, no município de Mirante. Essas agroindústrias beneficiam diretamente cerca de 510 famílias residentes em 10 comunidades rurais. Nós últimos quatro anos, o Governo da Bahia, por meio da CAR, investiu cerca de R$ 12 milhões, na cadeia produtiva do umbu, entre obras e equipamentos, assistência técnica continuada e especializada.

Pró-Semiárido
O Projeto é realizado a partir de um acordo de empréstimo entre o Governo da Bahia e o FIDA, com investimentos na ordem de US$ 100 milhões, voltados à erradicação da pobreza, na região do semiárido baiano. Os recursos serão aplicados em assistência técnica, insumos produtivos ajustados para o semiárido e transformação da produção.

O secretário da SDR Jerônimo Rodrigues destaca que “o Pró-Semiárido é um projeto que gostaríamos de ampliar para todo o estado, pela concepção do desenvolvimento das comunidades rurais mais pobres, tratando da estima, da soberania e da autonomia das comunidades envolvidas. Para nós, o governo Rui Costa traz uma inovação no aspecto da gestão, pela metodologia democrática, técnica e profissional da seleção das comunidades e o casamento entre o desenvolvimento do projeto e a assistência técnica”.

FIDA
O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é uma agência das Nações Unidas que tem apoiado o Estado da Bahia em suas estratégias de desenvolvimento regional e na implementação de políticas voltadas para a superação da pobreza rural no semiárido. Com o Pró-Semiárido a atuação será para transformar as áreas rurais e aumentar de forma sustentável a produtividade dos pequenos agricultores, com foco na agroecologia e na participação ativa de jovens e mulheres, priorizando as comunidades mais pobres e menos atendidas historicamente, como indígenas, quilombolas, fundos de pasto e assentamentos.

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Da Folha Geral, em Salvador*

*Com colaboração de (agência, assessoria ou especialista)

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